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Para empresários, momento é bom para aprofundar relações com Estados Unidos

Embora o Brasil não esteja na lista de prioridades da primeira fase do governo Barack Obama, o empresariado brasileiro considera o momento oportuno para aprofundar as relações econômico-comerciais entre os dois países. A avaliação é do CEO (diretor-geral) da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico. “Nosso grande desafio é transformar a situação atual, em que o Brasil é considerado, de alguma forma, importante para os Estados Unidos, em um estágio em que o Brasil seja considerado estratégico. Esse salto é importante e, com a mudança de governo, temos uma oportunidade de caminhar nessa direção.”
Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Brasil. No entanto, embora figure entre as dez maiores economias do mundo, o Brasil ocupa o apenas o 16º lugar no ranking de parceiros americanos. “As relações são boas, mas podem ser aprofundadas”, acredita Rico. “A interação com os Estados Unidos significa também oportunidade de modernização do parque produtivo do país, que está exportando para um mercado sofisticado”, afirma.
Gabriel Rico aposta na ampliação de oportunidades na área de energias renováveis. O otimismo se baseia na escolha do Prêmio Nobel de Física, Steven Chu como secretário de Energia – Chu é especialista em mudanças climáticas e defende maiores investimentos em pesquisas sobre energias alternativas. “Ele admira o modelo adotado no Brasil, conhece bastante o programa do etanol e os programas relacionados à biomassa. Nesse segmento vamos ter um aprofundamento da interação e de muitas oportunidades.”
No entanto, Rico é realista e diz que parece distante a possibilidade de abertura do mercado americano ao etanol brasileiro. As perspectivas são de parceria. “A grande oportunidade entre Brasil e Estados Unidos é tornar o etanol uma commodity [produto primário com cotação em mercados internacionais] importante internacionalmente para que o Brasil possa vender etanol para o mundo todo. Vender etanol no mercado americano, agora, é um pouco difícil“, admite.
A pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos, frisa Rico, já é bastante diversificada. Ele aposta em maiores oportunidades em segmentos como calçados e commodities, mas também se mostra otimista quanto a acordos para eliminar tarifas e encargos nos dois países, de forma a estimular o comércio e os investimentos recíprocos. “Há muitas coisas que podem ser feitas. Essas barreiras sendo minimizadas, o comércio bilateral vai crescer muito.”
Em maio, já está agendada visita ao Brasil do presidente da US Chamber (Câmara Americana de Comércio), Tom Donohue, para avaliar os 100 primeiro dias de governo Obama para o mundo dos negócios. (Mylena Fiori)
Fonte:Agência Brasil.
20/01/2009