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Abu Dhabi se anima com experiência brasileira em Etanol

O Brasil teve a oportunidade de apresentar esta semana, no Fórum Mundial de Energia do Futuro, a sua indústria de biocombustíveis. O grupo Masdar demonstrou interesse na tecnologia.
Representantes do grupo Masdar, estatal de energia limpa de Abu Dhabi, demonstraram interesse na experiência brasileira com biocombustíveis durante a participação do Brasil no Fórum Mundial de Energia do Futuro, realizado esta semana no emirado. “Todas as pessoas da Masdar com quem eu conversei se mostraram muito animadas”, afirmou o diretor-executivo da consultoria Interaction Times, Marcus Peçanha. A empresa de relações internacionais ajudou a promover o evento no Brasil.
Organizado pela Masdar, que está investindo cerca de US$ 15 bilhões na construção de uma cidade totalmente sustentável, esta foi a segunda edição do fórum, que tem como objetivo discutir e apresentar soluções em energias renováveis. “Foi muito positivo. O Brasil teve uma delegação de cerca de 30 pessoas. Foram poucos players, mas muito importantes”, disse Peçanha, que agora quer trabalhar para conseguir trazer a Masdar para investir no Brasil.
De acordo com ele, o Brasil precisa buscar muito espaço ainda na área de energia alternativa no mercado árabe. “Os europeus já vendem muito por aqui”, acrescentou ele, que se referiu às energias eólica e solar. O trabalho de promover a tecnologia brasileira em energias renováveis no mundo árabe, pela Interaction Times, começou no ano passado. “Vamos trabalhar para ter uma presença bem mais forte no fórum de 2010”, disse o Diretor.
Mesmo com uma delegação pequena, o país ganhou espaço no painel sobre biocombustíveis em Abu Dhabi, que teve dois palestrantes brasileiros: o presidente da Brasil Ecodiesel, José Carlos Aguilera, e o diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão, que falou da redução da emissão de carbono na atmosfera devido à ampliação do uso do etanol na frota brasileira.
Leão falou também sobre as usinas brasileiras que produzem açúcar, álcool e eletricidade e da capacidade do país de aumentar a produção de cana para fazer etanol e gerar eletricidade, sem prejudicar a produção de alimentos. Na delegação brasileira estava presente o diretor de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, que em entrevista à Gazeta Mercantil, em Abu Dhabi, afirmou que o Brasil segue tranqüilo com mais de 60% da sua matriz energética oriunda de fontes renováveis, enquanto outros países discutem o futuro de suas matrizes.
Na mesma reportagem, o jornal informa que os Emirados Árabes têm como meta chegar em 2020 com 7% de sua matriz em fontes renováveis. Conforme a ANBA já publicou, a estratégia da Masdar é participar em todos os mercados de energia renovável. No ano passado, a companhia adquiriu US$ 175 milhões da fabricante finlandesa de turbinas eólicas WinWinD. Em maio de 2008, a empresa também anunciou investimento de US$ 2 bilhões na construção de duas fábricas de painéis solares, uma na Alemanha, que deve entrar em operação este ano, e a outra em Abu Dhabi, prevista para começar em 2010.
O Fórum Mundial de Energia do Futuro, que foi realizado entre os dias 19 a 21, contou com a participação de diversas personalidades, como o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair; o ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da França, Jean-Louis Borloo; o ministro de Energia da Dinamarca, Connie Hedegaard; o ministro de Energia, Meio Ambiente e Transporte Público da Suíça, entre outros.
(Marina Sarruf marina.sarruf@anba.com.br)
Fonte: ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe.
23/01/2009