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Emirados querem fazer missão ao Brasil

O diretor-geral da Câmara de Dubai, Hamad Buamim, afirmou que o país árabe pretende levar uma delegação comercial a São Paulo para conhecer os setores de alimentos e de construção.
O diretor-geral da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai, Hamad Buamim, afirmou hoje (25) ao secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que a entidade pretende fazer uma missão comercial ao Brasil. “É um país muito importante para nós”, disse o diretor. A visita deve ser realizada no final do ano.
Os setores de maior interesse citados por Buamim foram os de commodities, material de construção e alimentos em geral. De acordo com o diretor, a idéia da missão é levar também algum ministro do país árabe, além de empresários. “O Brasil é um mercado que Dubai está de olho e vamos trabalhar em conjunto para realizar essa missão”, afirmou. Ele disse ainda que nos últimos anos a Câmara de Dubai tem recebido muitas delegações do Brasil, o que mostra o grande interesse brasileiro no mercado dos Emirados.
Entre as delegações brasileiras que já estiveram na Câmara de Dubai estão de Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. Segundo Alaby, desde 1998 mais de 10 delegações do país já estiveram em Dubai.
A programação da missão ainda será definida pelas câmaras, mas Buamim mostrou interesse em visitar os estados das delegações que já estiveram em visita à Câmara de Dubai.
Durante o encontro de hoje, Alaby disse que anos atrás era preciso “implorar” para as empresas brasileiras participarem de feiras comercias em Dubai e que agora são tantas companhias interessadas que não há espaço no pavilhão de exposições. Exemplos disso são as feiras Big 5 Show, do setor de construção, e a Gulfood, maior feira da indústria alimentícia do Oriente Médio, que está sendo realizada essa semana em Dubai e conta com a participação de mais de 30 empresas brasileiras.
A questão da crise mundial também foi tratada pelos dirigentes das câmaras. Alaby disse que agora as empresas terão mais concorrência e os preços serão um fator importante na conquista de mercado. Buamim manifestou a mesma opinião. “Isso é uma crise. As companhias que tiverem maiores benefícios são as mais concorrentes”, disse. O diretor afirmou também que os investimentos dos Emirados Árabes em infraestrutura não vão parar. “A Arábia Saudita já afirmou que vai continuar investindo em Dubai. O que muda agora é que o ritmo será menos acelerado”, acrescentou.
Alaby disse ao diretor sobre a reunião de Cúpula da América do Sul-Países Árabes, que será realizada no final de março e início de abril em Doha, capital do Catar. “Nossa idéia é levar no mínimo uma delegação de 150 empresários”, afirmou.
Corrente comercial
As exportações brasileiras aos Emirados Árabes no ano passado somaram US$ 1,32 bilhão, o que representou um aumento de 10,5% em relação a 2007. Os principias produtos embarcados para o país árabe foram carnes, açúcar, veículos e tratores, ferro e aço, maquinários e aeronaves. Por outro lado, as importações brasileiras dos Emirados somaram US$ 592 milhões, um crescimento de 85% na mesma comparação. Combustíveis e óleos minerais, enxofre, vestuário e plástico foram os produtos mais comprados pelo Brasil. (Marina Sarruf)
Fonte: ANBA - Agência Nacional Brasil Árabe.
25/02/2009