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Conselho Monetário autoriza BC a emprestar US$ 15,5 bilhões das reservas para socorrer bancos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, em reunião extraordinária, que o Banco Central (BC) amplie os efeitos da Resolução 3.672, de 5/2/2009, que autoriza operações de empréstimo em moeda estrangeira, das reservas internacionais, para quitação de dívidas de empresas brasileiras no exterior, conforme anunciou o presidente do BC, Henrique Meirelles, no início de fevereiro.
A informação foi transmitida pelo diretor de Política Monetária do BC, Mário Torós. Ele lembrou que a medida anterior se aplicava apenas a empresas não-financeiras. A partir de agora, com a Resolução 3.689, do CMN, o benefício estende-se ao pagamento de obrigações próprias de instituições financeiras brasileiras no exterior. “A forma operacional é exatamente igual à resolução anterior. Apenas havia necessidade de um normativo específico para empréstimos a instituições financeiras”, disse Torós. Segundo ele, é mais uma alternativa de financiamento para as empresas e bancos quitarem débitos, vencidos ou a vencer, entre 1º de outubro do ano passado e 31 de dezembro deste ano.
De acordo com estimativa de Torós, essa alternativa pode significar o escoamento temporário de até US$ 36 bilhões das reservas brasileiras: em torno de US$ 20 bilhões para empresas não-financeiras e US$ 15,5 bilhões para instituições financeiras bancarem compromissos assumidos por subsidiárias no exterior. Pode até ser “um pouco mais, ou um pouco menos”, admitiu ele.
Quando anunciou a medida inicial, no mês passado, Henrique Meirelles ressaltou que os empréstimos para instituições não-financeiras teriam duração de um ano e juros de 1,5% ao ano, mais a taxa Libor, de Londres – um pouco acima da taxa média que o BC recebe na aplicação das reservas cambiais.
Hoje (4), ao explicar o teor do normativo complementar de extensão da medida, Mário Torós informou que será cobrada comissão adicional de 5% nas operações de socorro às instituições financeiras pela captação de empréstimos das subsidiárias. (Stênio Ribeiro)
Fonte: Agência Brasil.
04/03/2009