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Diversificação comercial reduz vulnerabilidade, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores disse, em Nova York, que a decisão brasileira de ampliar seus parceiros comerciais deixou o país menos vulnerável à crise.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem (16) que a opção brasileira de diversificar seus parceiros comerciais ajuda a deixar o país menos vulnerável no momento de crise. Mas ressaltou que esse posicionamento não enfraquece o relacionamento com parceiros de longa data.
"O fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos duplicou em seis anos e as exportações brasileiras para os norte-americanos cresceram mais do que as de todos os países que têm acordos de livre comércio com os Estados Unidos", disse o chanceler.
A estatística, segundo Amorim, enfraquece a tese de que o Brasil esteja perdendo espaço ao buscar mercados menos convencionais, como a América Latina, África e Oriente Médio. O ministro também rebateu críticas de que a aproximação com a África não tenha trazido benefícios econômicos ao país. "Desde 2003, o comércio com a África passou de U$ 5 bilhões para U$ 26 bilhões anuais. Se a África fosse um país, já seria o quarto parceiro comercial do Brasil", disse o chanceler.
Amorim foi o último dos ministros que acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem aos Estados Unidos a falar no seminário sobre oportunidade de investimentos no Brasil. E aproveitou para defender a retomada da Rodada Doha – negociação de novas regras para o comércio mundial, iniciada em 2001, no Catar, e inconclusa até hoje.
"Os EUA não precisam ter receio de Doha", declarou Amorim. "Doha não é um grande acordo de livre comércio, mas uma mudança de regras para melhorar para todos. Visa, principalmente, chegar à eliminação de subsídios, implementar um sistema livre de cotas e tarifas para os países pobres e o reforçp do sistema multilateral, que fortalece, inclusive, a paz", explicou Amorim.(Agência Brasil)
Fonte: ANBA - Agência Nacional Brasil Árabe.
17/03/2009