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Meirelles afirma que economia está em recuperação

O presidente do Banco Central disse que o Brasil está saindo da crise financeira internacional, iniciada nos Estados Unidos, em situação mais favorável que a maioria dos países.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem (6) que o Brasil está saindo da crise financeira internacional "em situação mais favorável que a maioria dos países”, principalmente pelo distanciamento do epicentro da crise, iniciada nos Estados Unidos, com impacto imediato na Europa e no Japão.
Em videoconferência na Confederação Nacional das Indústrias (CNI), quando falou a empresários da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Meirelles salientou que “o Brasil está em trajetória de recuperação”, embora num patamar mais baixo do que antes da crise, deflagrada em setembro do ano passado com a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers.
Contrário a manifestações de euforia, o presidente do BC alertou que a sinalização de recuperação em alguns segmentos da economia, como a concessão de crédito e o retorno de investimentos externos, ainda acontece de forma lenta e gradual. “Não devemos confundir isso com o fim da crise. Sabemos que não é assim, e ainda tem muito trabalho pela frente”, disse Meirelles.
“Mas não há dúvida que o Brasil está sendo visto também lá fora como um dos locais preferenciais para novos investimentos”, completou. Além da volta de recursos externos à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Meirelles afirmou que existem negociações para grandes aplicações externas em empresas nacionais e isso o leva a estimar o investimento estrangeiro direto (IED) em torno de US$ 25 bilhões neste ano.
O presidente do BC comentou ainda que apesar da afirmação feita na última terça-feira (5) pelo presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, de que a economia real norte-americana “ainda vai cair um pouco mais, antes de começar a subir”, as bolsas de valores de diferentes países, incluindo a dos Estados Unidos, estão se antecipando ao processo de recuperação.
Como exemplo disso, a Bovespa teve alta de 6,59% na última segunda-feira (4), acompanhando os mercados acionários de todo o mundo. Na terça-feira (5), a Bolsa fechou em alta de 0,53%, apesar de muitos investidores terem aproveitado a alta para “realizar lucros”, e ontem registrou nova alta, de 1,64%.
Ao mesmo tempo, a cotação do dólar se deteriorou um pouco nos últimos dias e chegou a ficar abaixo de R$ 2,12 no início da manhã de ontem, exigindo que o BC aumentasse sua posição compradora no mercado cambial em US$ 3,412 bilhões, de modo a conter a desvalorização da moeda norte-americana e não prejudicar as exportações brasileiras. Para isso, o BC realizou leilão de swap cambial reverso, o que não fazia desde o final de setembro de 2008.
Fonte: Agência Brasil.
07/05/2009