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Oriente Médio cresce mais para o Agronegócio

O mercado da região foi o que mais cresceu para as exportações de produtos agropecuários brasileiros em maio. As vendas renderam US$ 457 milhões, um aumento de 28,8% sobre o mesmo mês de 2008.
O Oriente Médio foi o mercado que mais cresceu para as exportações do agronegócio brasileiro em maio. Os embarques para lá renderam US$ 457 milhões, um aumento de 28,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com números divulgados na quarta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Ficam na região três dos 20 países para onde as vendas mais aumentaram em maio: Arábia Saudita, que importou o equivalente a US$ 131,8 milhões, um acréscimo de 60,5% em relação ao mesmo mês de 2008; Emirados Árabes Unidos, com US$ 92,3 milhões, 78,6% a mais; e Irã, com US$ 84 milhões, um crescimento de 122%.
Além do Oriente Médio, os embarques só cresceram para a África (2%) e Ásia (2%), uma vez que no total as exportações do agronegócio brasileiro caíram 20,5% em maio e ficaram em pouco mais de US$ 6 bilhões. Houve queda nas vendas para destinos tradicionais como Estados Unidos, Europa e América Latina.
Entre os principais produtos exportados pelo Brasil o destaque em maio ficou com o açúcar. Os embarques do ramo sucroalcooleiro renderam US$ 769 milhões, um aumento de quase 30% sobre o mesmo mês do ano passado. O crescimento não foi só da receita, mas também do volume exportado.
Segundo informações do Mapa, o setor foi favorecido pela quebra de safra na Índia, que também é grande produtora de açúcar, o que resultou na diminuição da oferta no mercado internacional e no aumento do preço do produto. Também aumentaram as vendas de fumo e derivados (44,1%) e sucos de frutas (10%).
Houve, no entanto, redução dos embarques dos produtos do complexo soja (-15,6%), carnes (-31,5%), produtos florestais (-53,8%), café (-8,1%) e couros e derivados (-45,6%). De acordo com o Mapa, o resultado do café está sendo influenciado pela bienalidade da cultura, que alterna um ano de safra maior com outro de safra menor, e o período é justamente de colheita mais modesta. Os outros produtos foram bastante afetados pela redução de preços em função do arrefecimento da demanda internacional.
Esse quadro vem se repetindo ao longo do ano. De janeiro a maio, os mercados que mais cresceram foram Ásia (13,2%), Oriente Médio (11,4%) e África (10,7%), sendo que as exportações totais caíram 11,5% em comparação com o mesmo período do ano passado e ficaram em US$ 24,1 bilhões.
Na seara dos produtos, houve crescimento das vendas do complexo soja (1%), açúcar e álcool (27,9%), fumo e derivados (17%), animais vivos (24,4%), mel (122,3%) e hortaliças (64,8%). As exportações de sucos tiveram uma queda de 13,2% no período.
Suco de Laranja
Na área de sucos, o produto mais exportado pelo Brasil é de longe o suco de laranja, já que o país domina 80% do comércio mundial. Nos cinco primeiros meses do ano a receita com os embarques diminuiu, embora tenha ocorrido um ligeiro aumento na quantidade exportada.
Segundo o presidente da recém criada Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, Christian Lohbauer, o desempenho resulta de um conjunto de fatores, como a redução do consumo mundial de suco de laranja causada pela concorrência de outras bebidas, os níveis históricos dos estoques nos principais países importadores e a boa produção na Flórida, que não foi atingida recentemente por fenômenos climáticos que volta e meia afetam a safra no estado norte-americano.
Lohbauer destacou que a diminuição do preço já ocorre há alguns anos. A cotação do suco de laranja, que é uma commodity, caiu 50% no mercado internacional nos últimos dois anos. Os principais mercados são a Europa, os Estados Unidos e o Japão e, dentro desse cenário, de acordo com ele, haverá necessidade de busca por destinos alternativos no médio prazo. É necessário equacionar, porém, a questão do preço, ainda considerado alto para países em desenvolvimento.
Na seara das carnes, Lohbauer, que faz pouco tempo era diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), disse que as exportações de frango estão sendo as menos afetadas pela crise financeira, e o setor espera para o ano um desempenho entre a estabilidade e um crescimento de 5%.
Já o ramo de carne bovina tem sofrido mais por conta de questões internas ao Brasil e à falta de acesso a mercados importantes para carne fresca, como Estados Unidos e Japão. (Alexandre Rocha)
Fonte: ANBA - Agência de Notícias Brasil Árabe
12/06/2009