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Indústria quer nova Política de Desenvolvimento

A Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) anunciada no ano passado pelo Governo Federal precisa ser reestruturada, com uma guinada em direção a medidas de caráter estruturante, que possam reforçar o investimento industrial, a inovação, as exportações e o emprego.
Essa é a principal conclusão dos empresários reunidos nesta terça-feira, 23 de junho, no Fórum Nacional da Indústria (FNI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.
Em nota divulgada à imprensa, os representantes do setor industrial afirmam que a “recuperação econômica é frágil e a crise ainda não foi superada”, sendo que os efeitos dela se mostram mais fortes justamente na indústria de transformação. Eles ressaltam a preocupação com a expressiva queda do investimento, que impactou severamente o segmento de bens de capital, e sustentam que o “país precisa de novas iniciativas de combate ao quadro de contração”. Segundo a nota, “o novo cenário econômico impõe um reforço da agenda estruturante e uma revisão da PDP”.
Na opinião dos empresários, para acelerar a recuperação econômica é preciso implementar instrumentos de reativação da demanda - tais como a redução do IPI para carros, linha branca e materiais de construção -, aumento da produtividade e da competitividade internacional. O Fórum Nacional da Indústria, liderado pela CNI, é formado ainda por 45 associações setoriais de indústria e pelas 27 federações estaduais das indústrias.
O Presidente da CNI, Armando Monteiro Neto afirmou que a PDP tem novos desafios nesse período de crise,.
“Essa versão da política de desenvolvimento que está aí foi feita num outro momento, num outro cenário econômico, de crescimento do comércio internacional, de aumento da demanda por produtos industrializados. Hoje o cenário é outro. Os desafios são maiores, de reativação da demanda, de incentivo à produção, ao investimento”
Monteiro Neto ressaltou que não se pode permitir a redução do investimento produtivo.
“Nos últimos anos, o investimento tem crescido a taxas bem superiores à do PIB, portanto puxando o PIB para cima. Se continuar a queda que se apresentou no primeiro trimestre, de quase 12% em relação ao mesmo período do ano passado, estaremos prejudicando nossa capacidade futura de crescimento".
Para o presidente da CNI, o Governo precisa adotar medidas que assegurem a competitividade do setor industrial e de toda a economia no longo prazo.
“Por isso, é preciso equacionar melhor a carga tributaria, investir em infra-estrutura, incentivar o investimento em inovação, reduzir o custo do capital, ter uma taxa de câmbio mais equilibrada".
Monteiro Neto acredita que de nada adianta o Governo tomar medidas de incentivo e manter os juros altos e o câmbio que incentiva mais as importações do que as exportações.
“Essas questões macroeconômicas são decisivas. O setor de bens de capital, por exemplo, está perdendo muito nas exportações e também no mercado interno, porque o competidor estrangeiro está mais competitivo - por causa do dólar na casa dos R$ 2,00 - e pode oferecer juros de até 2% ao ano, algo impensável para as empresas brasileiras".
Fonte: CNI - Confederação Nacional da Indústria.
23/06/2009