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Brasil submeterá ao Mercosul mecanismo para favorecer importações de têxteis do Haiti

A exemplo do aprovado no ano passado com relação à Bolívia, o Brasil submeterá ao Conselho do Mercado Comum (CMC) – instância máxima decisória do Mercosul - um mecanismo para favorecer importações preferenciais de produtos têxteis do Haiti.
“É uma maneira de ajudar o país a reerguer sua indústria”, justifica o diretor do Departamento do Mercosul do Itamaraty, ministro Bruno Bath. O CMC reúne-se no dia 23 deste mês, em Assunção, no Paraguai, na véspera da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.
Na Cúpula passada, realizada em dezembro de 2008 na Costa do Sauípe, na Bahia, os sócios do Mercosul decidiram flexibilizar as regras de comércio para facilitar a importação de produtos têxteis da Bolívia, de forma a compensar a perda do mercado norte-americano com o rompimento do Tratado de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA).
Outro tema que não escapará da Cúpula é a situação política em Honduras. Segundo o diplomata brasileiro, a declaração presidencial deverá fazer uma referência ao golpe de Estado do dia 28 de junho, que levou à expulsão do país do presidente Manuel Zelaya, eleito democraticamente no final de 2005 para um mandato de quatro anos.
No dia 26 de junho o bloco já havia divulgado comunicando manifestando preocupação com a situação em Honduras e respaldando a ordem constitucional. Após o golpe, em novo comunicado, o presidente paraguaio Fernando Lugo, que ocupa a presidência pro tempore do Mercosul, emitiu novo comunicado no qual Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai exigindo respeito irrestrito aos direitos humanos da população hondurenha, às liberdades fundamentais e aos membros do “governo legítimo” de Honduras.
Manuel Zelaya foi detido por militares e expulso do país no dia 28 de junho, horas antes de o país iniciar um plebiscito sobre a possibilidade de incluir, nas eleições gerais de 29 de novembro, uma consulta sobre a instalação de uma Assembleia Constituinte para reformar a Constituição do país. A consulta pública foi considerada inconstitucional pelo Parlamento e pela Suprema Corte de Honduras e as Forças Armadas.
(Mylena Fiori)
Fonte:Agência Brasil.
20/07/2009