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Empresas voltam a buscar recursos no mercado para se reestruturarem, mostra Andima

O mercado brasileiro de debêntures cresceu 167% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de 1.757 para 4.687 operações.
Os números foram divulgados hoje (20), pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima). O volume negociado dobrou na mesma comparação, passando de R$ 5,4 bilhões, nos seis primeiros meses de 2008, para R$ 10,8 bilhões entre janeiro e junho deste ano.
As debêntures são títulos representativos de dívidas de médio e longo prazos que asseguram, a seus detentores, direito de crédito contra a empresa emissora. Elas são negociadas no mercado secundário, ou seja, em bolsas de valores.
Segundo o superintendente de Produtos e Relações Institucionais da Andima, Luiz Macahyba, a expansão do mercado de debêntures nacional se deve a três fatores. “Houve uma redução importante das taxas de juros, nos últimos meses. E isso reduz o custo de captação da empresa. Uma empresa que estava com decisão de tomar recursos no mercado de capitais, quando vê a taxa de juros caminhando para o seu limite inferior, aproveita essa janela de oportunidades”, disse.
Os outros fatores são a sensação de que o pior da crise financeira internacional já passou e o favorecimento da situação atual diante da quase paralisação do mercado de capitais no segundo semestre de 2008.
De acordo com Macahyba, a debênture é o instrumento mais flexível que as empresas têm para captar recursos no mercado e se capitalizarem. O lançamento de debêntures pode objetivar a reestruturação de passivos, financiamento de investimento produtivo, aquisição de outra empresa, entre outras atividades. “É um ativo que consegue se moldar às necessidades de caixa das empresas”, explicou.
O superintendente da Andima acredita que este ano marcará uma retomada do mercado de debêntures no Brasil e do mercado de capitais como um todo. “É possível que a gente já tenha batido no fim do poço e que o caminho agora seja de retomada.”
Ele afirmou que, se o crescimento previsto para o Produto Interno Bruto (PIB) atingir, de fato, entre 3,5% a 4% em 2010, isso significará impulso para as negociações em bolsas de valores.
“Crescimento econômico é sinônimo de necessidade de recursos para as empresas. E, aí, o mercado de capitais cumpre esse papel como poucos”, concluiu.
(Alana Gandra)
Fonte:Agência Brasil.
20/07/2009