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Empresários sírios farão missão ao Brasil

O presidente da Câmara Árabe, Salim Schahin, pediu à Federação das Câmaras de Comércio do país árabe a identificação rápida dos setores onde há mais demanda por produtos e investimentos.
O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin, propôs nesta quarta-feira (22) ao presidente da Federação das Câmaras de Comércio da Síria, Mohammad Ghassan Al-Qallaa, a realização de uma missão de empresários sírios ao Brasil o mais rápido possível.
Em reunião na sede da Câmara de Comércio de Damasco, da qual Ghassan também é presidente, Schahin disse que o momento é propício para a exploração de novas oportunidades de comércio e investimentos, já que existe vontade política do atual governo brasileiro no fortalecimento das relações com a Síria.
Nesse sentido, ele pediu a Ghassan que sua entidade identifique em quais setores existem as maiores demandas por produtos e investimentos na Síria, assim como os empresários que atuam nessas áreas, e se comprometeu a fazer o mesmo no Brasil.

Em todos os encontros que teve nesta quarta-feira, Schahin destacou a necessidade de criação de uma “agenda positiva” de atividades destinadas ao fortalecimento das relações econômicas e culturais entre os dois países.
Ghassan afirmou que a organização da missão será uma prioridade e que ela deverá ocorrer, o mais tardar, no próximo ano. “Se não tivermos uma relação forte, os [países] ricos do Norte vão nos comer”, afirmou o empresário sírio, a defender o comércio Sul-Sul.
De antemão ele citou alguns setores onde há oportunidades. “Existem muitos produtos brasileiros que precisamos”, declarou. Além da área agrícola e de alimentos em geral, Ghassan falou muito sobre as necessidades da Síria em infraestrutura, incluindo portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. “Vocês têm experiência nesse setor, o que nós não temos”, destacou.
Em sua avaliação, a Síria teria condições de abastecer, a partir do Mediterrâneo, os mercados do Líbano, Jordânia e Iraque, além do local. “Precisamos aumentar nossos portos para poder receber o volume de produtos que esses mercados precisam”, afirmou.
Existem segundo ele, projetos em estudo, como a construção de uma ferrovia para ligar a costa síria até região do Golfo. O primeiro-ministro, Mohammad Naji Otri, que também recebeu Schahin, falou também da construção de rodovias do Mediterrâneo ao Iraque e para ligar as fronteiras da Jordânia e do Iraque pelo território sírio, além de oleodutos e gasodutos que acompanhariam as mesmas rotas.
Schahin disse que é também vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base (Abidib), que reúne grandes empresas de engenharia, e que vai contatar empresários do ramo para falar sobre as oportunidades na Síria.
Ghassan citou também produtos sírios que podem ser exportados ao Brasil, como têxteis e alimentos que poderiam agradar principalmente a grande população de origem árabe que existe no país.
Uma das demandas da Síria, que foi apresentada em vários dos encontros dessa quarta-feira, é por aviões da Embraer. O país precisa de aeronaves comerciais novas e tem público para a aviação regional. O embaixador brasileiro em Damasco, Edgard Casciano, explicou que existem componentes norte-americanos nos jatos da empresa e, por causa do embargo imposto pelo governo dos Estados Unidos, os negócios nessa área estão em compasso de espera.
É que os EUA não permitem que suas empresas forneçam materiais para aviões destinados à Síria que contenham pelo menos 10% de equipamentos norte-americanos. Há um clima de expectativa na Síria sobre o fim das sanções.
Em todas as reuniões, Schahin quis saber as principais necessidades da Síria. Com o ministro da Economia, Amer Lutfi, por exemplo, ele disse que o Brasil pode ajudar no desenvolvimento da recém criada Bolsa de Valores de Damasco, por meio da troca de informações com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “É muito importante saber no que ajudar e como ajudar”, afirmou.
Alto nível
O presidente da Câmara Árabe foi recebido por quatro integrantes do primeiro escalão do governo sírio, além do presidente da Federação das Câmaras, sendo que na quinta-feira ele terá reuniões com outros ministros. A receptividade mostra a importância que a Síria dá ao seu relacionamento com o Brasil. Uma matéria sobre o encontro com o primeiro-ministro foi repetida várias vezes pela TV estatal.
A organização da agenda teve empenho especial do ministro da Emigração, Joseph Sweed, que esteve recentemente no Brasil, e do embaixador Edgard Casciano.
Além do comércio e investimentos, Schahin falou também sobre iniciativas que gostaria de apoiar nas áreas de cultura, esportes, intercâmbio na área médica e em educação. Ele reiterou ainda que o Brasil gostaria de ter um maior papel na mediação do conflito entre Israel e Palestina.
(Alexandre Rocha)
Fonte:ANBA - Agência Nacional Brasil Árabe.
22/07/2009