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Grandes compradores

No mês passado, as exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 6,287 bilhões, o que representou uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, se as vendas externas do setor foram menores para a maioria dos blocos econômicos e regiões, para alguns países as vendas registraram crescimento significativo. Caso dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Índia, Tailândia e Indonésia.
Os Emirados, por exemplo, no período analisado, aumentaram em 77,5% suas importações de produtos do agronegócio brasileiro. De acordo com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), em julho deste ano o Brasil exportou para o país árabe US$ 121,22 milhões, contra US$ 88,72 milhões no mesmo mês de 2008. Com isso, a participação dos EAU nas exportações brasileiras saltou de 0,9% para 1,3%.
No acumulado de janeiro a julho deste ano, os dados da balança comercial do agronegócio brasileiro revelam que as vendas para os EAU geraram uma receita de US$ 503,2 milhões, contra US$ 388,12 milhões do mesmo período do ano passado. Ou seja, um crescimento de 29,6%.
Sauditas
No ranking dos maiores importadores da cadeia produtiva do agronegócio, a Arábia Saudita ocupa a 13ª posição, respondendo por 2,3% das exportações brasileiras para o mundo. De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou para os sauditas US$ 871,47 milhões, contra US$ 739, 81 milhões nos sete primeiros meses de 2008. Um crescimento de 18,6%. As vendas do mês passado para a Arábia Saudita, comparada a julho de 2008, cresceram 1,8%, resultando em uma receita de US$ 168,29 milhões.
Blocos e regiões
Se as vendas externas para o Oriente Médio África cresceram 7,2% e 0,3%, respectivamente, as exportações do agronegócio apresentaram redução para maioria dos blocos econômicos e regiões.
No mês passado, as vendas para Ásia caíram 12,9% em relação a julho de 2009. No período analisado, a União Européia reduziu em 24,3% suas importações dos produtos do agronegócio brasileiro; a Europa Oriental em 30,9%; a Aladi em 39%; e o Mercosul em 31,3%.
Setores
A balança comercial de julho mostra ainda que os setores que apresentaram taxas positivas de crescimento foram o complexo sucroalcooleiro (10,9%), fumo e seus produtos (15,4%), animais vivos (14,8%) e produtos apícolas (32,8%).
No entanto, a maioria dos setores apresentou redução de valores exportados: complexo soja (-22,1%), carnes (-27,6%), produtos florestais (-37,3%), café (-8,4%) e couros e seus produtos (-33,9%).
Marcha a ré
Locomotiva das exportações brasileiras, o complexo soja (grão, farelo e óleo) registrou desempenho negativo no mês passado, com uma queda de 22,1% em sua receita, que foi de US$ 2,204 bilhões.
Os valores exportados de soja em grãos diminuíram em relação aos valores registrados em julho de 2008 (de US$ 3,347 bilhões para US$ 1,468 bilhão). A quantidade exportada diminuiu 15,9% e os preços foram 8,1% inferiores.
Óleo e farelo
As exportações de farelo de soja geraram receita de US$ 546 milhões, 1,7% superior à obtida no mesmo período de 2008. Os preços do farelo de soja foram 6,3% superiores aos registrados em julho de 2008, enquanto o volume exportado caiu 4,3%.
As exportações de óleo de soja diminuíram 51,3%, resultado de queda de 24,1% no volume exportado e redução de 35,8% nos preços.
Energia nuclear
Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) revela que é cada maior o interesse dos países pela produção de energia nuclear. Exemplo disso é que a construção de 10 novos reatores no ano passado é a maior desde 1985.
O relatório, que será analisado na Conferência Anual da Aiea, em setembro, indica que 438 usinas nucleares funcionam atualmente no mundo, o que equivale a 14% do consumo global de energia elétrica.
De acordo com a Radio ONU, a maioria das 44 novas usinas nucleares está sendo construída na Ásia, em especial na China. Segundo a Aiea, a Índia irá ampliar o seu programa civil de energia nuclear nas próximas duas décadas graças à retirada das restrições a suprimentos atômicos em 2008.
O documento aponta, ainda, que cada país tem o direito ao uso de usinas nucleares como fonte de energia, mas isso traz a responsabilidade desta energia ser usada de uma maneira segura.
Transnordestina
Com investimentos de cerca de R$ 5,4 bilhões e conclusão prevista para final de 2011, a Ferrovia Nova Transnordestina terá capacidade de transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano.
A ferrovia terá 2.278 quilômetros de extensão, dos quais 1.728 quilômetros são de construção de novas vias. Atualmente, 1.229 quilômetros encontram-se em obras, com previsão de conclusão de 809 quilômetros no primeiro semestre de 2010. Segundo a Sudene, a Transnordestina deverá gerar cerca de 550 mil empregos, diretos e indiretos.
O projeto
A Transnordestina começa no município de Eliseu Martins, no Piauí, e vai até o município de Salgueiro, em Pernambuco. Neste ponto, ela bifurca-se em dois traçados: um em direção ao Porto de Pecém, no Ceará, e o outro em direção ao Porto de Suape, em Pernambuco.
O projeto prevê a interligação com a Ferrovia Norte-Sul a partir de Eliseu Martins até Estreito (MA) e promoverá ainda a remodelação de 550 quilômetros de ferrovia entre os municípios de Cabo (PE) a Porto Real do Colégio (AL).
No inicio da operação serão 2,3 mil vagões e 56 locomotivas, chegando até, no ano de 2025, a 4.300 vagões e 110 locomotivas, o que contribuirá para reduzir os custos logísticos de exportação, entre outros benefícios. Para degustar
A Musa, empresa mineira especializada na fabricação de aguardentes de frutas, vai promover uma degustação de sua linha de produtos na Feira Internacional de Frutas e Derivados, Tecnologia, Processamento e Logística (Fruit & Log), que acontece de 08 a 10 de setembro, no Expo Center Norte-SP.
As aguardentes de frutas da Musa são produzidas artesanalmente no Sítio Caminho do Sol, situado entre Maria da Fé e Itajubá, no sul de Minas. As frutas, quando maduras, são trituradas e em seguida, fermentadas. Portugal e Colômbia já estão entre os países que se renderam aos sabores tropicais das aguardentes da Musa, que também já negocia parceria comercial com a França.
(Joel Santos Guimarães)
Fonte:ANBA - Agência Nacional Brasil Árabe.
14/08/2009