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Empresários: 46% acreditam no crescimento do Comércio Exterior

Agência Sebrae São Paulo - Segundo pesquisa do Grupo HSBC, empresários donos de pequenas e médias empresas estão otimistas quanto ao comércio exterior. Intitulado Trade Confidence Index, o estudo analisou diferentes aspectos deste mercado, como volume transacional, riscos para o importador e exportador, entraves para a comercialização, a necessidade e o acesso a financiamentos, além dos canais para adquiri-los. A pesquisa tem projeções para os próximos três meses.
Foram entrevistados cerca de 3.500 empresários de importação e exportação (PME) com faturamento de até US$ 100 milhões. Os países contemplados foram 12: Austrália, Hong Kong, Índia, Indonésia, China, Malásia, Cingapura, Vietnã, Emirados Árabes, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. No Brasil, participaram 300 empresas, com faturamento de até R$ 100 milhões, entre construtoras, atacadistas/ varejistas, e indústrias.
O panorama geral da pesquisa apresenta um resultado positivo, mostrando que a confiança no setor supera o nível médio, principalmente nos mercados em desenvolvimento, como China, Indonésia e Emirados Árabes, respectivamente. O Brasil apresenta nível de confiança igual à média global.
45% dos empresários em todo mundo apresentam uma visão positiva e acreditam que o volume do comércio exterior crescerá nos próximos 3 meses. A China é o país mais confiante, com 121 pontos. No Brasil, a tendência também é favorável: 33% dos entrevistados acreditam em um crescimento modesto e 13% em um crescimento mais significativo, somando 46%.
Dentre os países participantes da pesquisa, o Brasil destaca-se por apresentar maior confiança no desenvolvimento do setor, superado apenas pela Austrália.
Em quatro regiões, incluindo o Brasil, a maior barreira para o crescimento do comércio exterior são as taxas de câmbio flutuantes. Para os mercados desenvolvidos, a falta de demanda por produtos finais é o principal entrave comercial.
Em relação a produtos financeiros, aproximadamente um terço dos entrevistados globais acredita que precisará de volumes maiores de financiamento. Na Índia, o número chega a 44%, o mais alto do critério. No Brasil, por exemplo, este número representa 26%, assim como 47% acreditam que o nível de financiamento se manterá o mesmo. O acesso aos diferentes produtos financeiros também deve melhorar, segundo um terço dos entrevistados.
Outro fator de destaque na pesquisa é a importância da participação das instituições financeiras no desenvolvimento do comércio exterior. Os bancos continuam sendo o principal canal de acesso aos financiamentos. No Brasil, 46% recorrerá a eles em busca de produtos e serviços que dêem suporte ao comércio exterior. Na Índia, 55%, nos Emirados Árabes, 50% e no Ásia oriental- que inclui Indonésia, Malásia, Cingapura e Vietnã - 49%. São os países que mais obterão recursos através dos bancos.
Resultados brasileiros apontam que o grande parceiro comercial do Brasil é a América Latina, seguida da Europa.
Em síntese: pequenas e médias empresas exportadoras e/ou importadoras no Brasil possuem perspectivas otimistas para o Comércio Exterior nos próximos três meses, de acordo com o HSBC Trade Confidence Index.
Lawrence Webb, diretor global de Trade do HSBC, considera já ver sinais do que isso possa ser o começo de uma recuperação global do Comércio Exterior. “ Os volumes se estabilizaram e apresentam um crescimento notável em certos mercados, principalmente no emergentes. Nossa pesquisa mostra que importadores e exportadores de todo mundo esperam receber mais ordens, ter melhor acesso ao crédito além de manter uma perspectiva estável de risco entre vendedor/ comprador. Outro ponto muito interessante é o que chamamos novos “corredores de negócios”, como da Ásia à América Latina ao Oriente Médio e à África, que podem ajudar a diversificar os fluxos de renda”, explica.
Fonte: Agência Sebrae.
21/10/2009