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Brasil será sexto maior produtor de petróleo

Segundo a AIE, o Brasil produzirá 3,4 milhões de barris de petróleo por dia em 2030 e se tornará o sexto maior produtor mundial. Hoje o país ocupa a 13ª posição, com produção de 2,4 milhões de barris.
Com as descobertas de novas reservas de petróleo na camada pré-sal, em 2030, com uma produção diária de 3,4 milhões de barris, o Brasil passará a ser o sexto maior produtor mundial, atrás apenas de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Irã e Canadá. É o que informa o relatório World Energy Outlook 2009, da Agência Internacional de Energia (AIE), segundo o qual o país é o terceiro com o maior aumento percentual previsto na produção de petróleo, de 2,9% ao ano, entre 2008 e 2030.
O aumento da produção ficará, segundo a previsão, apenas atrás do aumento anual de 4,8% esperado para o Iraque, graças principalmente aos investimentos na exploração das reservas já existentes, e dos 5,4% de aumento anual esperados na produção canadense. De acordo com a BBC Brasil, o mais recente levantamento The World Factbook, compilado pela CIA (Central Intelligence Agency - agência central de inteligência dos Estados Unidos), indica que o Brasil ocupa atualmente a 13ª posição no ranking mundial de produtores, com produção diária de cerca de 2,4 milhões de barris.
A AIE espera um aumento anual de cerca de 1% na demanda global por petróleo até 2030, apesar de uma queda na demanda entre os países desenvolvidos. De acordo com o relatório da organização, o consumo global de energia deve cair pela primeira vez em 2009 desde 1981, por conta da crise econômica global. Mas a agência diz que, mantidas as atuais políticas de desenvolvimento, o consumo retomará rapidamente sua tendência de alta no longo prazo, acompanhando a recuperação econômica.
O relatório prevê um aumento anual de 1,5% no consumo de energia mundial entre 2007 e 2030, totalizando um aumento total de 40% no período. Os principais motores desse crescimento da demanda, segundo a AIE, seriam os países da Ásia (incluindo a China e a Índia), seguidos dos países do Oriente Médio.
Apesar do crescimento da produção de energias alternativas mais limpas, a AIE prevê que o petróleo continuará como a principal fonte de energia mundial até 2030 – a participação do petróleo deverá cair apenas de 34% para 30% no consumo total de energia.
Investimentos contra emissões
O relatório da AIE faz ainda um alerta sobre como o mundo deverá enfrentar as mudanças climáticas. De acordo com a agência, o mundo precisará investir US$ 10,5 trilhões no setor de energia entre 2010 e 2030 para atingir o objetivo de limitar as emissões globais de gases do efeito estufa e impedir um aumento das temperaturas mundiais em mais de 2ºC.
O relatório adverte que cada ano de atraso na obtenção de um acordo para limitar as emissões somaria US$ 500 bilhões no custo total desses investimentos. Ainda assim, diz a agência, se esse atraso for de alguns anos, ficará impossível cumprir a meta de limitar o aumento das temperaturas globais em 2ºC.
No mês que vem, líderes de todo o mundo devem se reunir na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, na Dinamarca, para tentar chegar a um acordo para limitar as emissões.
Há um consenso cada vez maior entre os países de que é necessário limitar o aumento das temperaturas globais em até 2ºC, acima do qual as mudanças climáticas podem se tornar imprevisíveis e irreversíveis. Mas ainda há grandes divergências sobre qual a maneira de se conseguir esse objetivo. Para a AIE, "a cada ano que passe, a janela para ações sobre as emissões se torna mais estreita, e os custos de transformar o setor de energia aumentam".
"Um ingrediente crítico no sucesso dos esforços para prevenir as mudanças climáticas será a velocidade com que os governos ajam nos seus compromissos. A salvação do planeta não pode esperar", afirma a agência em seu relatório. (* Com informações da BBC Brasil)
Fonte: ANBA - Agência Nacional Brasil Árabe.
11/11/2009