Empresários se mostram satisfeitos com resultado da missão brasileira ao Sul da África
Determinados
a fechar negócios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da África,
os empresários concluíram ontem (12) a missão de quatro
dias por Angola, Moçambique e África do Sul. Para eles, as visitas
coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior dão o suporte político e operacional
necessário a muitas articulações.
“Cada
país tem suas características e necessidades próprias.
Mas o fato de você seguir em uma missão como esta é muito
mais interessante porque há pessoas de todos os setores e cada um observa
uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo
a impressão positiva é muito maior”, afirmou o vice-presidente
da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João
Batista Lohn.
Para o
empresário Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderúrgicas de
Minas Gerais S/A (Usiminas), a missão capitaneada pelo governo funciona
para abrir portas em lugares de acesso complexo. “Há países,
como Angola e Nigéria, onde é muito difícil chegar e
até se aproximar dos clientes. Eles até têm interesse,
mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta
o interesse também.”
De olho
na Copa do Mundo na África do Sul em 2010, o empresário Luiz
Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes,
usou a tradição da caipirinha e das batidas de frutas para poder
conquistar a clientela. “Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia
de ter caipirinha e batida à venda durante a Copa. Também disseram
que precisam de um produto de qualidade e preço acessível.”
De diferentes idades, experiências e setores de atuação,
os 98 empresários brasileiros que participaram da missão defendem
a manutenção das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes.
Segundo eles, nos locais em que há mais dificuldades administrativas
e burocráticas os reflexos na participação na rodada
de negócios são imediatos.
“Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para
as reuniões e não compareceram. Em Moçambique foi muito
melhor com perspectivas de negócios futuros e na África do Sul
eu fechei efetivamente um ótimo negócio”, disse o empresário
Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores.
Veterano em missões, o empresário João Viscardi, da Casb
fabricante de incubação para aves e suínos, afirmou que
a missão abre espaço para que sejam fechados negócios
entre brasileiros. “São tantos dias viajando que você acaba
fazendo negócio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa
o dele e vice-versa. Isso é excelente”, afirmou.
Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participação na missão
também caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento
econômico do país. “Nesta viagem o ministro [Miguel Jorge,
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio] conseguiu que a África
do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne
suína. Para nós, da minha empresa, isso é importantíssimo,
o fato de estar aqui indica o interesse da companhia”, afirmou.
Gerente de exportação da Móveis Vila Rica, Camila Rodrigues,
disse que a missão foi “extraordinária”. “Eu
fechei ótimos negócios. Minha linha de produção
é destinada à classe econômica justamente a clientela
de Angola e Moçambique. Ao mesmo tempo também já encaminhei
futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missão muito satisfeita”,
disse.(Renata Giraldi)
Fonte: Agência Brasil.
13/11/2009