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Rodadas de negócios geram boas perspectivas

No segundo dia das rodadas de negócios na Câmara Árabe, empresas brasileiras encontram boas oportunidades para entrar no mercado árabe ou mesmo ampliar suas vendas a estes países.
As empresas brasileiras que participaram nesta terça-feira (11) do segundo dia de rodadas de negócios com árabes, na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, encontraram boas perspectivas para seus produtos. Elas conversaram com os três grupos de supermercados e distribuidores de alimentos participantes do evento: Al Maya, dos Emirados Árabes Unidos, Maza, do Bahrein, e Cozmocenter, da Jordânia.
Dario Chemerinski, diretor comercial internacional da empresa de pescados Gomes da Costa, que já exporta para Marrocos, Líbano, Jordânia, Síria, Emirados Árabes Unidos, Omã, Líbia e Iraque, vê boas oportunidades de entrar no mercado do Bahrein. "O Bahrein é interessante devido ao consumo um pouco mais sofisticado do atum, da sardinha, então eu acho que temos um bom grau de possibilidade de sucesso", relatou.
Já para o mercado dos Emirados Árabes, as linhas de novos produtos foram o que mais atraíram o comprador do grupo Al Maya, segundo Chemerinski.
"O Al Maya já opera com atum e sardinha, porém, pediu alguns produtos específicos para este mercado, que também acho que temos potencial. Um tipo diferente de atum que temos, de diferentes tamanhos. Nós acabamos de lançar saladas e filés também, em um novo sabor, que é o defumado. Eu acredito que um caminho para explorar com os três seria sair do produto tradicional, que é o atum clássico, e partir para as novidades", diz o diretor.
Para a empresa New Millen, da área de alimentos, uma das melhores propostas foi a da compra de seus produtos pelo grupo Al Maya para distribuição com marca própria nos Emirados Árabes. "Como nós estamos preparados para vender em grande quantidade, em pacotes de uma ou duas toneladas ou sacas de 25 quilos, ele se interessou bastante e, agora, está aguardando a lista de preços", relata José Dantas, presidente da companhia. Segundo ele, os produtos que mais chamaram a atenção do comprador árabe são a linha para emagrecimento, os achocolatados e o cappuccino.
A fabricante de biscoitos Cosme e Damião ainda não exporta para o mercado árabe, mas contratou uma trading que já a colocou em contato com compradores dos Emirados Árabes e da Arábia Saudita. Segundo seu diretor, Cosme Camelo, durante as negociações desta terça-feira, a empresa já recebeu pedidos para envios de amostras e firmou perspectivas de vendas para os três países.
"Todos eles se interessaram, disseram que não existe produto lá igual ao nosso. É o único biscoito amanteigado que é livre de gordura trans. Isso, para eles, é muito importante", ressaltou.
Outra empresa que também espera iniciar suas vendas aos árabes é a Nobel. De acordo com Simone Bertolla, executiva de Vendas, o grupo Maza manifestou interesse em fazer a distribuição dos chocolates da empresa no Bahrein.
"Ficamos de mandar informações sobre preço e quantidade. Deixamos amostras de chocolate em barra e de outros itens vamos mandar posteriormente", disse Simone.
Segundo ela, a divulgação dos bons negócios com o mercado árabe foi o que despertou o interesse da empresa para esta região do mundo. "A gente viu várias reportagens de que o mercado árabe está crescendo muito ultimamente. Então, para a gente, é interessante ter a nossa linha lá", explica.
Para Giovanni Longo, trader da JBS, a participação da empresa no evento serviu para manter o contato com os grupos Maza e Al Maya, que já são clientes do frigorífico, e para iniciar negociações com o supermercado Cozmocenter, que ainda não compra da empresa. "Ficamos de nos falar semana que vem. Ele vai analisar o produto e as propostas, e ver as oportunidades de negócios", conta.
Para a Brasfrigo, que vende produtos como vegetais em conserva, molhos e extratos de tomate, molhos para salada e maionese, as oportunidades no mercado árabe também estão se abrindo.
A empresa fez sua primeira venda justamente para o Cozmocenter, em 2009, e participou das rodadas de negócios com o objetivo de ampliar suas vendas na região. "As oportunidades de mercado são grandes. Agora temos que trabalhar na questão de preço e qualidade, que foi o que eu percebi que é a demanda deles", destaca a assistente de Comércio Exterior, Talitha Cruz.
Para ela, o mercado árabe é um novo foco de atenção para as empresas brasileiras. "No passado, o foco era Europa. Hoje a gente vê que a perspectiva é boa e que eles (os árabes) estão buscando outros importadores, outras opções, visando sempre a qualidade". (Aurea Santos)
Fonte:ANBA - Agência Nacional Brasil Árabe.
11/05/2010