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Avança a negociação para livre comércio entre Mercosul e União Europeia

Depois de mais de uma hora de reunião hoje (17), em Madri, na Espanha, integrantes da União Europeia e do Mercosul sinalizaram que um acordo para o livre comércio entre os blocos é possível. As negociações foram retomadas no final do mês passado.
As medidas deverão beneficiar cerca de 700 milhões de pessoas e elevar o Produto Interno Brasileiro (PIB) em 1,5%, segundo estimativas dos negociadores. As negociações ocorrem durante a 6ª Cúpula União Europeia, América do Sul e Caribe que acontece desde hoje na capital espanhola.
“Em meio à tentação protecionista, a melhor resposta para essa crise econômica é a abertura comercial”, disse o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodrígues Zapatero. O principal beneficiado pelo acordo será o Paraguai, que terá um incremento no PIB de 10%, o Uruguai ganhará 1% e o Brasil de 1,5%, enquanto a Argentina terá ganho de 0,5%.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que comanda as negociações em nome do Mercosul, reiterou que em momentos de crise – como o atual, que atingiu principalmente a Grécia, Portugal e Espanha – é necessário que os países sejam vistos como “sócios” e não “clientes”. As exportações do Mercosul à União Europeia atingiram, em média, US$ 55 bilhões, de 2006 a 2008.
Um dos assuntos que vieram à tona hoje, em Madri, foi a polêmica determinação do secretário argentino de Comércio Exterior, Guilhermo Moreno, de proibir a entrada de alimentos não frescos que façam concorrência com similares argentinos. A ordem do secretário, emitida há duas semanas, entraria em vigor no próximo dia 1 de junho. Hoje, no entanto, a presidente Cristina Kirchner disse que "não existe nenhum tipo de restrição à importação de alimentos" em seu país. A informação da presidente foi entendida como um primeiro recuo do governo argentino em relação à ordem do secretário.
Na quinta-feira passada, a delegação da União Europeia em Buenos Aires reagiu aos indícios de protecionismo argentino e liberou um protesto contra a ordem do secretário Moreno. Segundo o documento, "se tais restrições forem concretizadas, seriam incompatíveis com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e com os compromissos assumidos pela Argentina no G-20". O Paraguai e o Uruguai, sócios do Brasil e da Argentina no Mercosul, também manifestaram seu desagrado com a medida.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse, na semana passada, que o Brasil poderia retaliar a Argentina por impedir a importação de produtos alimentícios similares aos produzidos localmente. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, orientou o embaixador em Buenos Aires, Ênio Cordeiro, a manifestar a preocupação do Brasil ao governo argentino.
Hoje, em Madri, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que as negociações em curso têm um tom “ambicioso e equilibrado”. Demonstrando interesse em acabar com os obstáculos comerciais, ele elogiou os países do Mercosul pela forma como conseguiram vencer as dificuldades causadas pela crise financeira internacional. (*Enviada especial a Madri.Carina Dourado*, Luiz Antônio Alves e Renata Girardi
Repórter da EBC)

Fonte: Agência Brasil.
17/05/2010