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Jordânia quer importar mais alimentos do Brasil

O ministro da Agricultura do país árabe, Said Al-Masri, disse que há interesse na compra de carnes e animais vivos. Ele quer promover também cooperação nas indústrias de máquinas e de biocombustíveis.
A Jordânia tem interesse em ampliar a importação de produtos alimentícios do Brasil. A informação foi dada hoje (19) à ANBA pelo ministro da Agricultura do país árabe, Said Al-Masri, em entrevista na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo. Masri está no Brasil, junto com seus colegas das pastas da Indústria e Comércio e do Turismo, para discutir cooperação em várias áreas com representantes do governo e do setor privado brasileiro.
O ministro afirmou que a Jordânia quer ampliar a importação de frangos, de carnes vermelhas e de animais vivos, especialmente ovinos e bovinos. O tema, segundo ele, será tratado amanhã, em Brasília, durante encontro com o ministro brasileiro da Agricultura, Wagner Rossi. “Nós importamos animais vivos e carne do mundo inteiro”, afirmou Masri. O Brasil já exporta gado em pé para o Oriente Médio, especialmente para o Líbano.
Masri declarou, no entanto, que os negócios devem ser feitos pela iniciativa privada e recomendou a realização de missões empresariais para identificar mais oportunidades de comércio entre os dois países no ramo agropecuário. Ele disse, por exemplo, que a Jordânia pode exportar itens como azeite de oliva e tâmaras frescas ao Brasil. A fruta pode “atender a demanda étnica” representada pela comunidade árabe-brasileira. Na Câmara Árabe, o ministro foi recebido pelo diretor Mustapha Abdouni, que é cônsul honorário da Jordânia em São Paulo.
Os jordanianos têm interesse também nas áreas de máquinas e equipamentos agrícolas e de biocombustíveis. Hoje pela manhã, Masri teve uma reunião com o consultor de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Casemiro Taleikis, e sugeriu que a entidade faça um estudo para verificar a viabilidade de abrir uma filial no país árabe com o objetivo de promover as vendas na região como um todo. Ainda hoje, ele terá encontro com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Além do comércio, o ministro afirmou que seu país quer estabelecer cooperação industrial com o Brasil, não só na área de máquinas, mas também na agroindústria. Hoje ainda ele tem reunião com integrantes da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única) e amanhã vai visitar a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“Interessa à Jordânia achar maneiras de fortalecer essas relações e ampliar seu desenvolvimento industrial. Queremos desenvolver nossa economia e para isso temos que importar tecnologia e equipamentos”, afirmou Masri. “O Brasil tem tecnologia, competitividade e preço para suprir nossas necessidades”, acrescentou.
Na seara sucroalcooleira, o ministro declarou que seu país pretende desenvolver a produção de fontes renováveis de energia. “Gastamos muito com a compra de petróleo e estamos estragando nosso meio ambiente”, destacou. Nesse sentido, a experiência brasileira na fabricação de etanol e biodiesel pode interessar aos jordanianos.
Ele disse ainda que a Jordânia tem seu próprio centro de pesquisa agropecuária e que seria importante desenvolver um programa de colaboração com a Embrapa.(Alexandre Rocha)
Fonte: Agência Brasil.
19/07/2010