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Brasil irá produzir 40% dos alimentos mundiais

“Com o crescimento populacional, aumenta-se também a necessidade de produção por alimentos. A perspectiva é que nos próximos 10 anos haverá um aumento de 20% na demanda mundial. Dentro desse cenário, o Brasil será o grande celeiro do mundo, contribuindo para a produção de 40% dos alimentos consumidos no planeta. Esse panorama apresenta uma grande oportunidade para o setor do agronegócio”. Foi o que afirmou o subsecretário de Agricultura, Gilmar Dadalto, durante a abertura oficial do Congresso Nacional de Fertilidade, Nutrição de Plantas, Biologia e Microbiologia do Solo: FertBio, que teve início nesta segunda-feira (13) e prossegue até sexta-feira (17), no Sesc de Guarapari.
O Congresso, realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Ruiral (Incaper), reúne aproximadamente 1.400 pessoas, entre estudantes, professores e os mais renomados especialistas de todo o Brasil, com o intuito de discutir a nutrição de plantas e o futuro da produção de alimentos. O foco é buscar alternativas para a produção de fertilizantes mais sustentáveis e fugir da dependência externa no setor.
Fertilidade
O Presidente da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Fábio Anastácio, que também esteve presente na abertura do evento, afirma que hoje o agronegócio brasileiro corresponde a 40% do PIB e 50% das exportações. “Se considerarmos que grande parte dessa produção está relacionada à fertilidade do solo, esse tema é de fundamental importância para a prosperidade do País”, afirmou.
De acordo com dados do International Plant Nutrition Institutte (IPNI), o Brasil é o 4° consumidor mundial de fertilizantes, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. A perspectiva é que, em 2025, o País passe a consumir 25 toneladas desses insumos.
Entretanto, nesse mesmo período, os dados do INPI apontam que o Brasil estará importando 86% de tudo o que consome no setor, o que representará um gasto de R$ 18 bilhões. Atualmente, o Brasil importa, em média, 70% dos insumos agrícolas que consome. Entretanto, quando se trata do fósforo e potássio, esse número sobre para quase 90%.
"Além de o fósforo e o potássio que compõem os adubos químicos utilizados para aumentar a produtividade das lavouras serem quase todos importados, esses elementos são provenientes de rochas, sendo este um recurso não renovável. De acordo com dados do Ministério das Minas e Energia (MME), o mundo só tem reservas suficientes de fósforo e potássio – elementos fundamentais às plantas – para atender à demanda de alimentos dos próximos 50 anos. Por isso, faz-se essencial a discussão sobre outras alternativas para geração destes elementos”, explica o pesquisador do Incaper e coordenador do Congresso, José Antônio Lani.
Mudanças De acordo com o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, as pesquisas em fertilidade e nutrição de plantas têm proporcionado expressivas mudanças na história da produtividade das diferentes culturas e contribuído, efetivamente, para os grandes avanços da atividade no Brasil. Contudo, a necessidade de maior produção de alimentos e as perspectivas do agronegócio brasileiro apontam para desafios maiores no futuro.
“Tendo como foco fontes alternativas de nutrientes, nosso objetivo é promover um amplo debate com a comunidade científica e com os representantes dos setores do agronegócio brasileiro, num cenário de mudanças na agricultura. A expectativa é que, ao final do Congresso, iremos chegar a um consenso das alternativas que o Brasil e o mundo terão para a produção de alimentos no futuro. Os caminhos encontrados por meio da discussão dos cientistas irão nortear as pesquisas a serem realizadas nos próximo 20 anos”, afirma Evair.
O FertBio congrega a XXIX Reunião Brasileira de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas, a XIII Reunião Brasileira sobre Micorrizas, o XI Simpósio Brasileiro de Microbiologia do Solo e a VIII Reunião Brasileira de Biologia do Solo.
Fonte: Governo do Estado do Espírito Santo.
14/09/2010