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Projeto de Universitários vira gigante do comércio eletrônico

Com investimento inicial de R$ 400 ao mês em seu primeiro ano de vida, o site BuscaPé deu um salto e se tornou uma gigante no ramo do e-commerce (comércio eletrônico). Apenas dez anos depois de ser lançado como experiência pioneira no Brasil, foi vendido em negócio milionário. Os quatro estudantes de engenharia elétrica que em 1998 conceberam o projeto, ainda dentro da universidade, venderam 91% das ações do site por US$ 342 milhões. A empresa não divulga o faturamento mensal do que é hoje considerado o maior site de comparação de preços na internet da América Latina, mas o número mensal de acessos chega a 65 milhões por mês em 2010.
“Quando começamos, pensamos que o negócio daria certo, só que não imaginávamos que poderia crescer tanto. Agora, temos nove empresas pertencentes ao grupo BuscaPé, que atuam em toda a cadeia de varejo. O diferencial na época foi o fato de os serviços serem únicos e bem interessantes na relação entre varejistas e consumidores”, afirma um dos criadores da marca, o empresário Romero Rodrigues.
O BuscaPé é um dos exemplos divulgados pelo Sebrae em uma série de matérias que teve início nas últimas semanas sobre empresas que começaram pequenas e despontaram no mercado. O escopo do projeto surgiu quando Romero e seus três sócios, Rodrigo Borges, Ronaldo Takahashi e Mário Letelier, cursavam engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (USP). Interessado em comprar uma impressora, um deles procurou o produto na internet, mas não encontrou informação sobre preço ou especificações técnicas. Os futuros engenheiros vislumbraram uma oportunidade e tiveram a ideia de criar um negócio que ajudaria os brasileiros a encontrar produtos pela web.
Análise do mercado
“No surgimento da internet, tudo era novo e a principal dificuldade era descobrir que tipo de negócio poderia ou não se tornar lucrativo. Ao mesmo tempo em que era importante ser inovador e pioneiro, desenvolvendo projetos que pudessem atrair audiência e capital, tornava-se também fundamental ter um modelo de receita claro. Em qualquer negócio, seja ele na internet ou não, o empreendedor só alcançará sucesso se conseguir construir uma empresa sólida e capaz de ser rentável”, afirma Rodrigues.
A análise do mercado é um dos ingredientes para se obter sucesso, conforme ensina o gerente da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, Enio Pinto. "Mas é preciso manter o aperfeiçoamento constante", alerta. “Antes de abrir é necessário investigar o mercado, ver onde há oportunidade concreta de negócio. As pessoas de sucesso fazem isso de forma continuada, se profissionalizam com técnicas de gestão, sabem como administrar uma empresa. É importante também ter um viés comportamental”, afirma. Porta de entrada
Nos primeiros meses do BuscaPé, cada um dos sócios investiu mensalmente R$ 100 para arcar com os custos de hospedagem e de elaboração de sistema e layout. Os consumidores foram receptivos, segundo Rodrigues, mas os comerciantes nem tanto. “Os varejistas não tinham muita confiança ou interesse em abrir seus preços para serem comparados na internet. Porém, em pouco tempo, conseguimos reverter essa situação, na medida em que começamos a conquistar uma audiência maior e ser a porta de entrada do comércio eletrônico no Brasil”, conta.
A sobrevivência e o enorme sucesso, em um período em que várias ‘empresas.com’ fecharam as portas com apenas alguns meses de vida, se deve ao fato de terem um modelo formatado de receita, na opinião do empresário. “Na época da ‘bolha pontocom’, o capital estava mais disponível e muitos investimentos foram feitos em projetos que não tinham um claro modelo de receita, o que fez com que várias empresas não sobrevivessem. Por conta disso, o capital de risco ficou mais seletivo e hoje os investidores são mais exigentes e cautelosos”, afirma.
Romero dá uma dica para os empresários que ainda estão começando. “O que tenho a dizer é que sempre haverá capital para o empreendedor que souber gerir seu negócio com criatividade, foco em resultados e com o melhor time possível, pois investidor aposta em pessoas e em bons negócios, seja na web ou não”.
(Mariana Flores)
Fonte: SEBRAE.
27/09/2010