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Brasil promove cafés especiais no exterior

O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, quer se destacar não só na quantidade, mas também na qualidade. É o que pretende a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), que, em parceria com o Ministério da Agricultura, planeja realizar este ano uma série de ações de promoção comercial no exterior.
A principal delas é a Exibição Anual da Associação de Cafés Especiais da América (SCAA, na sigla em inglês), principal feira internacional do setor, que vai ocorrer de 28 de abril a 01 de maio em Houston, Texas, nos Estados Unidos. A cada ano a mostra dá destaque especial a um país, o "portrait country", segundo a organização, e nesta edição é a vez do Brasil.
"Isso significa ter todos os holofotes voltados para nós", disse a diretora executiva da BSCA, Vanúsia Nogueira. Segundo ela, vai se falar do Brasil na abertura do evento - não só do café, mas do país como um todo -, o coquetel de boas vindas terá temática brasileira e haverá "espaço privilegiado" em todos os simpósios realizados ao longo da mostra.
Além disso, o Brasil terá direito ao maior estande da feira, com 130 metros quadrados, onde será montada uma cafeteria para degustação do café de cada região produtora. De acordo com a coordenadora geral de planejamento e estratégia do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Cláudia Marinelli, estarão representados os estados de Minas gerais, Bahia, São Paulo, Paraná e, "provavelmente", Espírito Santo.
"Será um ambiente favorável para as regiões, associações e produtores estabelecerem contatos e até realizar negócios", afirmou Cláudia. O estande, porém, será institucional, não haverá espaços separados para entidades, produtores ou empresas. A última vez que o Brasil foi tema da mostra foi em 2000.
Segundo Vanúsia, a exposição e os contatos são os pontos altos da feira, já que ela ocorre no período de entressafra no Brasil, o que dificulta a realização de negócios no próprio evento. A ideia é promover, a partir da mostra, a vinda de um grupo de importadores ao país entre junho e agosto, aí sim com vistas a fechar acordos.
Os clientes, nesse caso, de acordo com Vanúsia, são cafeterias e pequenas torrefações que trabalham com cafés de alta qualidade. Assim, como tais estabelecimentos torram e moem os grãos por conta própria, é feita a promoção do café verde.
Apesar de ser o produto básico, isso não quer dizer que ele não tenha valor agregado. Em uma escala de 50 a 100, para ser considerado especial o café tem que ser classificado acima de 80. "É o que se chama de 'bebida mole', que pode ser bebida tranquilamente sem necessidade de açúcar", declarou Vanúsia. Ou seja, o grão tem que produzir uma bebida ideal do ponto de vista de amargor e acidez. E para obter tal resultado é necessário um processo de produção diferenciado e, consequentemente, de maior valor.
Além da exibição em Houston, os produtores de cafés especiais planejam participar de pelo menos duas outras feiras do gênero este ano, uma na Europa, em junho, e outra no Japão, em setembro. Por causa do terremoto e do tsunami que devastaram a costa nordeste do país asiático este mês, a presença no evento japonês será confirmada futuramente.
Segundo Vanúsia, está em estudo ainda a participação em uma feira na Coreia do Sul, em um evento na Austrália e a na comitiva empresarial que vai acompanhar a presidente Dilma Rousseff à China.
Ela informou que o Brasil exportou cerca de um milhão de sacas de cafés especiais no ano passado, um crescimento em torno de 15% em comparação com o ano anterior.
O trabalho de promoção é importante para reposicionar o produto no mercado, pois, de acordo com a executiva, por muito tempo o Brasil privilegiou a quantidade em detrimento da qualidade, perdendo espaço para outros países produtores no segmento de alto nível. "Nós mostramos que o Brasil tem quantidade e qualidade na produção de café", ressaltou. (Alexandre Rocha)
Fonte: ANBA
24/03/2011