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Intenção de compra dos consumidores continua alta no primeiro trimestre

O aumento dos preços ainda não afetou os planos de compra dos consumidores, de acordo o Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA). Neste trimestre, segundo a entidade, o percentual de consumidores que pretendem adquirir bens duráveis subiu 2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e atingiu 73,8%. Isso se deve, em grande parte, ao aumento dos prazos do crédito oferecido aos compradores.
Dados do Banco Central incluídos em uma pesquisa trimestral sobre intenções de compra divulgada hoje (12) pelo Provar apontam que o prazo médio das operações de crédito cresceu 13,05% em fevereiro passado em comparação com fevereiro de 2010.
Segundo o coordenador do Provar, Claudio Felisoni, os consumidores que compram parcelado levam, em média, mais de 550 dias para quitar sua dívida. Esse prazo prolongado acaba compensando a inflação, de acordo com Felisoni.
A extensão dos prazos também compensa a alta dos juros, que subiram de 41% ao ano para 43,8% nos últimos 12 meses, e ainda os aumentos de impostos do crédito, anunciados pelo governo federal na tentativa de conter a alta dos preços. Para Felisoni, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem efeito limitado no combate à inflação. Ele disse que encurtar os prazos dos empréstimos pode ter resultados melhores.
“Acho que o governo está sendo muito leniente com a inflação. O aumento do IOF não mudou nada”, avaliou Felisoni, em entrevista coletiva. “Se quiser segurar a inflação, tem que mexer no prazo. Os prazos estão muito dilatados e isso segura o consumo.”
Felisoni ressaltou que, apesar da inflação não ter afetado o consumo até agora, precisa ser controlada. Se a alta de preços continuar, disse, “o consumo vai cair”. A inflação, destacou, “é a pior coisa que existe para o consumo”.
A redução do consumo, entretanto, não deve ocorrer no curto prazo. No final de junho, por exemplo, o Provar estima que as vendas sejam 2,4% maiores do que as registradas em dezembro de 2010.
O percentual de crescimento estimado é menor que o verificado no ano passado. Nos seis primeiros meses de 2010, as vendas no comércio cresceram 5,6% em relação ao período anterior. Felisoni ressaltou que esse crescimento em menor ritmo não terá relação com medidas do governo ou com a inflação. É somente uma correção natural do ritmo de crescimento do setor, que vendeu além do esperado no ano passado.
“Depois de um ano de crescimento forte, a tendência era o consumo se acomodar em um nível mais baixo”, explicou. “Ainda assim, as condições são muito favoráveis. Teremos um crescimento menor, mas não teremos uma retração das vendas.” (Vinicius Konchinski)
Fonte:Agência Brasil.
12/04/2011