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Brasileiros vão consumir R$ 5 trilhões até 2020

As famílias brasileiras deverão, até 2020, consumir R$ 5 trilhões em produtos e serviços, o país caminha para ter até 2015 o quinto maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo e 70% da população será adulta até lá. Os dados, apresentados nesta terça-feira (10) pela diretora do Instituto Kantar Worldpanel, Fátima Merlin, mostram que o grande protagonista da economia nos próximos anos será o consumidor.
Um cliente que, segundo ela, tem mudado muito de perfil nos últimos anos. Os 4 milhões de brasileiros que ascenderam à classe C estão buscando cada vez mais produtos e serviços que antes não tinham acesso. “Em 2010, o volume de unidades compradas de itens considerados não básicos, como pratos prontos e sucos à base de soja, cresceu 13% na classe C e 19% na D e E”.
A diretora participou do painel “Quem é a Classe C”, durante o 27º Congresso de Gestão e Feiras Internacional de Negócios em Supermercados, Apas 2011, que começou ontem em São Paulo.
“O que observamos é que no primeiro trimestre de 2011 novas categorias de produtos estão entrando na lista de compras da classe C como salgados, shampoos e iogurtes. Enquanto que na classe A/B somente molhos entraram na lista de compras. Esses consumidores querem inovar, experimentar”, diz a diretora.
Os canais de compra também seguem essa tendência. Antes, com dificuldades de crédito, essas pessoas acabavam comprando em pequenos estabelecimentos perto de suas casas, mas agora já têm oportunidade de adquirirem seus produtos em supermercados e hipermercados.
Fátima atenta para o fato de na classe C existir realidades de poder aquisitivo diferente. Por isso, o Instituto Kantar dividiu a categorias em duas classes: C1 e C2. Na C1, a renda chega a R$ 2.131,00, enquanto na C2 fica em torno de R$ 1.571,00. “Quinhentos reais faz uma diferença enorme para quem está ascendendo”.
Enquanto a classe C1 está buscando os supermercados, a classe C2 continua indo aos pequenos armazéns do bairro. Além disso, a infra-estrutura desses consumidores difere em relação ao automóvel próprio, computadores com internet em casa, entre outros. A classe C2 ainda não chegou a este patamar.
“Quem está trabalhando com a classe C2 precisa ficar atenta a esta demanda. Entrega delivery, produtos com custo menor e mais promoções podem ser caminhos para enfrentar a concorrência e atender a este público”, diz a especialista. (Beth Matias)
Fonte:SEBRAE.
10/05/2011