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Artesãos do Cristal

Foto: Divulgação
O município de Cristalina, em Goiás, é terra do cristal de quartzo branco.

No sudeste do estado de Goiás, uma pequena cidade carrega a responsabilidade de ter, em seu solo, a maior reserva de cristais de quartzo branco do mundo. É essa a fama que circula entre os moradores de Cristalina, e que lideranças do segmento vêm tentando transformar em riqueza para o município. Há cerca de dois anos, a cidade goiana leva adiante o projeto Terra do Cristal, que capacita empresários e artesãos locais e tem metas ambiciosas, como fazer do produto de Cristalina também um item de exportação.
O projeto é levado adiante pelo Instituto Camargo Corrêa, braço social da construtora, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No total, mais de cem artesãos, entre formais e informais, participam da iniciativa. Somando ainda o trabalho das famílias envolvidas, o número de beneficiados passa para mais de 300, de acordo com o gestor do Terra do Cristal pelo Sebrae, Divino de Faria Albernaz.
Eles recebem cursos de capacitação técnica e gerencial, além de design, e têm à disposição oficinas de lapidação, joalheria e fundição para formação de mão de obra. Também é organizada, por meio do projeto, a participação do grupo em feiras da área no Brasil e está para ser aprovado, na Câmara de Vereadores de Cristalina, um projeto de doação, pela Prefeitura Municipal, de um terreno para a construção do Mercado de Cristal, que será um local de comercialização permanente para os artigos feitos com o produto na cidade.
Quem retira o cristal do solo, no município, são as mineradoras que ali atuam, além de pequenos garimpeiros, congregados por uma cooperativa. Os artesãos, então, o transformam em gemas, jóias com ouro e prata, bijuterias ou artesanato, como porta copos e vasos. A maioria é vendido dentro do próprio Brasil, em feiras ou para a carteira de clientes de cada empresa ou artesão, mas alguns vão para o exterior. Tailândia e Itália são países que recebem os produtos, mas a partir de iniciativas isoladas de artesãos. A meta é que depois de qualificados, sejam oferecidos também cursos em comércio exterior, diz Albernaz.
O gestor conta que a exploração do cristal já foi a principal atividade econômica da cidade, que ao longo dos anos acabou se voltando pra a agricultura e ficou conhecida pela presença forte de culturas irrigadas. A cidade tem disponível principalmente o cristal branco, mas também usa, na confecção das peças, pedras coloridas e naturais, vindas de outros locais. Não há números de quanto movimenta a atividade no município, mas apenas na Feira de Jóias, Artesanato Mineral e Pedras Preciosas (Fecris), que ocorreu no começo do mês em Cristalina, foram gerados R$ 200 mil. Quatro mil pessoas passaram pela mostra.
Camargo Corrêa
O projeto Terra do Cristal começou a ser implementado em 2009, mas antes disso o Sebrae já atuava na região com a formação e organização de um Arranjo Produtivo Local. A entrada do Instituto Camargo Corrêa, no entanto, reforçou a ação. O instituto desenvolve projetos sociais em regiões onde o grupo atua. Neste caso, a empresa está construindo a hidrelétrica de Batalha, entre os municípios de Cristalina e Paracatu, em Minas Gerais, explica Jair Resende, coordenador do programa Futuro Ideal, de geração de trabalho e renda, da organização.
A iniciativa em Cristalina se enquadra no programa Futuro Ideal, desenvolvido pelo Instituto Camargo Corrêa, ao lado de outros como Primeira Infância, Escola Ideal e Voluntariado. A organização normalmente pesquisa as necessidades da região onde vai atuar, e encontrou em Cristalina, segundo Resende, um potencial grande, em função dos artesãos, suas boas idéias e produtos bonitos, precisando, no entanto, de alguma organização. O instituto então delegou ao Sebrae a execução do projeto. É a própria Camargo Corrêa que banca a ação, dentro do orçamento do instituto, que inclui projetos em 45 municípios de 14 estados. (Isaura Daniel)
Fonte: ANBA.
18/07/2011