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Certificado que vale ouro

Países europeus valorizam há muitos anos produtos que têm certificados de indicação geográfica. Os brasileiros agora investem para também obtê-los. Esse esforço tem motivo: produtos com selos de indicação de procedência ou denominação de origem ganham valor, vendem mais, atraem turistas e aumentam as exportações. Eles são concedidos a um produto agropecuário, manufaturado ou a um serviço.
Coordenadora geral de Indicações Geográficas e Registros do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), Susana Guimarães afirma que aumentar a quantidade de certificados é uma meta do governo federal. “O governo quer aumentar o turismo de estrangeiros e de brasileiros dentro do País. Para isso, a ideia é que existam produtos que possam atrair visitantes para aquela região. Os estrangeiros sabem o que significa a denominação de origem e isso agrega valor ao produto. Agora, os consumidores brasileiros começam a valorizar esse certificado”, afirma.
Desde 2010, o Inpi e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) realizam palestras e seminários sobre o tema. Mas ainda há poucas associações com esses certificados.
Das nove indicações geográficas concedidas pelo Inpi, oito são por indicação de procedência. É o caso dos cafés do Cerrado Mineiro e da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais, a carne do Pampa Gaúcho, a cachaça de Paraty, as uvas de mesa e as mangas do Vale do Submédio São Francisco na Bahia e em Pernambuco, o couro do Vale dos Sinos e os vinhos do Vale dos Vinhedos e de Pinto Bandeira, ambos no Rio Grande do Sul.
A única certificação para denominação de origem é para o arroz do litoral norte gaúcho. O Inpi já deferiu a indicação de procedência para o artesanato feito com capim dourado no Jalapão (em Tocantins) e para panelas de Goiabeiras, feitas com argila, do Espírito Santo. Essas associações de artesãos ainda precisam pagar uma taxa para obter o certificado. (Marcos Carrieri)
Fonte: SEBRAE.
31/07/2011