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Mercado reduz projeção do PIB

Instituições financeiras diminuíram mais uma vez a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2014, agora para 0,9%.
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano está cada vez menor. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 0,9%, após passar por nove reduções consecutivas. Na semana passada, a projeção era de 0,97% e há quatro semanas, de 1,1%. Para 2015, a estimativa segue em 1,5% há quatro semanas seguidas.
Essas projeções constam de pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos e são consolidadas no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28).
A estimativa para a produção industrial permanece em 1,15% de retração, este ano, e em crescimento de 1,7% em 2015.
O boletim Focus mostra que o mercado financeiro não espera alterações na taxa básica de juros, a Selic, há oito semanas seguidas. No último dia 16, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC optou por manter a Selic em 11% ao ano pela segunda vez seguida, após a taxa ter passado por um ciclo de nove altas consecutivas para conter a inflação.
Na ata da última reunião, o comitê avaliou que a inflação ainda deve manter-se resistente nos próximos trimestres, mas tende a convergir para a meta no futuro, caso a Selic se mantenha.
Para 2015, os analistas das instituições financeiras esperam que a Selic volte a subir. A expectativa é que a taxa básica chegue ao final de 2015 em 12% ao ano.
O BC precisa encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta definido pelo governo é 4,5%, com limite superior de 6,5%.
A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, tem sido reduzida, mas ainda está próxima do teto da meta. De acordo com a pesquisa, o índice deve fechar o ano em 6,41%, contra 6,44% estimados na semana passada. Para 2015, a projeção subiu de 6,12% para 6,21%.
Fonte: Agência Brasil.
28/07/2014