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Mr. Pin
Um dos Missionários do Planeta

Perfil

Edmilson Inácio, o Mr. Pin, nasceu em Val Paraiso no estado de São Paulo dia 4 de outubro de 1951. Foi viver no estado do Paraná quando ainda tinha apenas 2 anos de idade. Há mais de duas décadas vive na cidade de Curitiba-PR. É empresário do ramo de brindes em Curitiba e Manaus no ramo de distribuição de produtos para restaurantes.
Ligado ao Rotary e a Maçonaria, tem um coração generoso e humanitário, sempre encontra parcerias importantes por onde passa, para estender a sua missão em favor dos famintos e carentes do planeta.
Mr. Pin é assim uma figura humana exótica, carismática, carrega em seu corpo um blazer com milhares de pins que somam o peso de 34 Kg, por onde passa leva uma grande bandeira da campanha Help the Hungry (Ajudem os Famintos) com o escudo do Rotary Internacional.
Em Curitiba, 3 dias na semana, Mr. Pin, sua família e voluntários servem um sopão super nutritivo para os famintos, carentes que somam grandes filas na Praça Tiradentes. Com este trabalho Mr. Pin tem conseguido mexer com a auto-estima de alguns mendigos tirando os mesmos das ruas. Arduo trabalho de acompanhamento para fazer o mendigo desejar tornar-se um cidadão normal, convivendo em sociedade, trabalhando, buscando sua dignidade.

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Entrevista

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Mr. Pin fale sobre seu projeto ?
Mr. Pin
O meu projeto é muito fácil, porque existe fome em todo o mundo, então não tem muita dificuldade de fazer, é uma situação que ocorre em todos os lugares. Há 35 anos venho fazendo um trabalho contra a fome mundial, mais intensamente de 5 a 6 anos, que estou fazendo internacionalmente. Nesse período venho alongando mais, sendo mais reconhecido, fazendo um vulto maior, a exemplo de uma página que tenho com link para a página do Betinho e Help The Hungry, que é Socorro aos Famintos, normalmente nós estamos conseguindo 1,100 kg por click(um ícone em minha página), para atender os famintos mundialmente. Então resumindo, eu faço um trabalho mundial contra a fome.

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Mr. Pin esse projeto chega até aonde ?
Mr. Pin
Esse projeto chega a atingir quantidades fabulosas, venho todo o dia assistindo e me surpreendendo com o que vem acontecendo pelo social. O principal sentido é atingir a panela, o povo, a fome; esse é o principal sentido do meu projeto, resolver o problema social que abrange o mundo todo, que é a fome.

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Você como um bom rotariano, de que forma o Rotary Internacional lhe vê nesse projeto ?
Mr. Pin
O Rotary me vê com bons olhos e internacionalmente tenho tido muito apoio para divulgar esse trabalho. Não me considero só rotariano, me considero de todas as entidades, do Lions, da Maçonaria, de todas; carrego a bandeira do Rotary, contudo me vejo hoje apoiado por todas as entidades, da mais simples e humilde até a mais alta. O principal fato é o apoio que estou tendo de todas as entidades sociais. Tenho uma amiga jornalista em Goiânia, que diz: "O social é um grande negócio."

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Mr. Pin existe o número de quantas refeições que já foram servidas aos carentes no seu projeto ?
Mr. Pin
Até hoje, com meu site consegui 300 toneladas de grãos. Considerando em média para cada criança 30 gramas por dia, para não vir a morrer de fome, assim ela consegue sobreviver, então é só fazer um calculo rápido e poderemos ver quantas vidas nós já salvamos.

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Por quais países o Mr. Pin já passou, estendendo a bandeira contra a fome mundial ?
Mr. Pin
Já passei por vários países, fui à Escócia, Inglaterra, Canadá, Portugal, Espanha, Singapura, Argentina, Mexico e muitos outros.

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Hoje o Mr. Pin tem algum ideal político ?
Mr. Pin
Nenhum, nem hoje, nem nunca terei. Os políticos estão aí para resolver os problemas e se quisessem resolver já teriam resolvido, sabemos que eles tem condições de resolver. Eu a faço minha parte, sem política, não tenho ideal nenhum, a minha política é essa: é ajudar o problema da fome no mundo.

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Mr. Pin já existe algum projeto para criar uma fundação onde possam ser desenvolvidos os seus projetos de assistência social, onde subsídios especiais sejam colocados no rumo do desenvolvimento dessa missão ?
Mr. Pin
Ainda não porque, veja bem, apesar de estar vinculado ao Rotary, é uma bandeira que levo praticamente sozinho. Agora que se está partindo para a idéia de criar uma ONG ou Fundação, para que essa bandeira ocorra com uma maior expansão. A exemplo do carro que agora estou usando no sopão, aqui no Brasil, vendi o meu automóvel para comprar um carro utilitário, para poder trabalhar de dia e à noite para fazer o social, estou ligando uma coisa a outra. Não envolvo no meu trabalho social, dinheiro, não aceito doações, nós não estamos oficializados ainda como Fundação para isso. Futuramente isso vai ocorrer, então poderemos investir e expandir muito mais.

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Mr. Pin com quem você conta para realizar continuadamente seu projeto ?
Mr. Pin
Conto 100% com voluntários, de todos os níveis profissionais. Os voluntários que mais nos ajudam, pelo que temos percebido, são os mais humildes, são os que vem me dando mais força, os de menor poder aquisitivo, não te pedem nada, eles vão e fazem. Eu achava que eram as grandes empresas que iriam me ajudar, mas são os mais humildes que me dão o maior apoio e estamos tendo resultado em cima disso.

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Mr. Pin desde quando exatamente, você despertou para esse lado de solidariedade com toda essa generosidade humana ?
Mr. Pin
Eu tenho 50 anos de idade e fazem 35 anos que trabalho com relação a fome e atender as pessoas mais carente, mas como eu disse anteriormente, fazem 5 a 6 anos com mais empenho, com mais resultados. Antes atendia com uma cesta básica aqui e ali, já passei necessidade, minha família era muito humilde, mas sempre trabalhei. É muito difícil você olhar para uma pessoa, ver ela se alimentando e não conseguir transmitir no seu próprio olhar, que você está com fome. Então hoje procuro ler no olhar das pessoas que estão com fome, procurando levar a elas um conforto maior. Normalmente, quando você encontra um carente, um mendigo, você está bem alimentado, você nunca está faminto, então não consegue ler o que é a fome.

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Mr. Pin essa situação da sua figura folclórica, atrapalha o convívio familiar ?
Mr. Pin
No princípio quando comecei a fazer isso, que fui para o exterior e comecei a usar pin's, quase perdi minha família. Como rotariano, a sociedade em si, ficava cobrando dos meus filhos, da minha mulher, se não sentiam vergonha de mim, muitas vezes minha família pressionou para que eu deixasse de fazer isso, muitas vezes falei enérgico que não abriria mão, que um dia eles viriam com outros olhos. Hoje vocês podem ver minha filha me ajudando a vestir o paletó de pin's, o que me honra muito, hoje eles sentem orgulho do trabalho que faço e me acompanham, tanto que o meu filho de 10 anos já foi comigo para San Antonio - Texas, em junho do ano 2001 e já tem o primeiro paletó como Mr. Pin Júnior, já tem o seu primeiro, este ano ele vai para Barcelona comigo e vai montar o segundo, para dar sequência ao meu trabalho, porque já estou com 50 anos.
O presidente anterior dos Estados Unidos, Bill Clinton, prometeu na tribuna das Nações Unidas que em 15 anos acabaria a fome no mundo, mas já se passaram dois anos e silenciou-se, ninguém fala mais nada sobre isso, com a união dos voluntários de todo o Planeta, nós teremos condições de acabar a fome em dois ou três anos, só falta boa vontade e união de todos.

Foto: GMG.
Mr. Pin carrega heróica e bravamente a bandeira internacional contra a fome no planeta, na oportunidade em visita a redação do
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Conheça seu site www.mrpin.com

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Essa história de colocar pin's de várias nações, entidades e vários eventos dos quais participou, como isso iniciou, quando e de que maneira ?
Mr. Pin
Isso iniciou em 1996 no Canadá, eu era há 4 meses rotariano, fui a primeira vez em uma convenção, onde participaram mais ou menos 30 mil pessoas. Chegando lá com meu chapéuzinho cheio de botons e pins, com minha bandeirinha simples levando a situação da fome, observei um senhor que tinha na época 74 anos, o nome dele é Bill, ele tinha um paletó como o meu hoje e dava muitos autógrafos, aquilo me chamou atenção, procurei saber o porquê daquilo, é que ele era o número 1 do mundo em pin's, nessa convenção ele chamava muita atenção. Então vi que poderia ser o próximo número 1, para chamar a atenção do mundo, para a situação da fome mundial.

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O Mr Pin hoje já faz parte de sua personalidade, fale do ser humano Edmilson Inácio?
Mr. Pin
O Mr. Pin é um folclore brasileiro, como um companheiro do Rotary falou, já fui em várias convenções, mas o meu nome é mesmo Edmilson Inácio, empresário, trabalhando normalmente e fazendo um trabalho social de larga abrangência.

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Dê uma mensagem para aquelas pessoas que tem vontade, mas não sabem como ajudar ?
Mr. Pin
Venho me empenhando nesse trabalho, assumindo públicamente o Mr. Pin, de Edmilson se fantasiando de Mr. Pin, para que as pessoas se encoragem e façam o mesmo que faço, não da mesma forma. Contudo a pessoa pode ter a sua própria personalidade e mesmo sem gastar nada, como o que eu faço, assumindo essa parte e levando ao povo mais carente, um apoio, uma mão no ombro, no qual venho tendo muitos resultados. Estou levando o meu projeto Mr. Pin: Help the Hungry - Socorro aos Famintos, sempre digo para as pessoas que com o resto de comida, pode-se recuperar a auto-estima dos carentes, como é o exemplo do que venho fazendo, aos domingos, segundas e terças-feiras, estou sempre das 20 às 22 horas na Praça Tiradentes, em Curitiba-PR, aqui no Brasil, levando refeições para de 600 a 1.000 pessoas por dia, sem nada gastar. Porém o preço é caro, é o amor, considero caro porque vejo muita dificuldade para as pessoas, em darem o amor. Já recuperei uma pessoa da rua, que hoje está no mercado de trabalho, com a auto-estima totalmente recuperada, ele foi mendigo por 3 anos. Sou contra dar comida um a um, sou a favor de que se faça uma assistência acompanhada, só assim se resolve parte desse grande problema social. Hoje estou usando essa técnica, convido voluntários amigos como psicólogos, psiquiatras, engenheiros, policiais, todos conversando com essa gente de rua, cinco a dez minutos tentando beneficiá-los, para tirá-los desse mundo, dizendo que nós precisamos dele em nosso mundo, tirar os viciados, alcoólatras, mendigos, bandidos, tirar desse mundo que não é tão dificil assim. Se você agrada, conquista uma pessoa mostrando novas oportunidades dando esperanças de uma vida melhor, você o tira da rua e transforma um mendigo em cidadão, amanhã ele poderá ajudar um parente seu a sair da droga, do álcool.

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O que acontece com o ser humano Mr. Pin no momento que está servindo a comida aos desassistidos, aos carente na rua ?
Mr. Pin
É muita emoção e muita tristeza, porque fico angustiado e ansioso para resolver o problema de todos, mas nem sempre é possivel. Então o Mr. Pin, o Edmilson Inácio, vive angustiado, ás vezes levando o problema para casa, porque não conseguiu resolver, conseguiria mais rápido, se pudesse contar com mais voluntários, mais pessoas dispostas a ajudar dando mais amor para os carentes, só assim eles poderiam sair mais rápidos dessa vida de desesperança e miséria.

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Edmilson Inácio, Mr. Pin, você tem interesse que hajam muito mais colaboradores. Faça uma chamada para as pessoas que queiram entrar em contato com você, pelo seu site na Internet ?
Mr. Pin
Tenho um site que é 98% social e 2% comercial, que é a minha sobrevivência, muito discreta, mas está lá. Meu site é www.mrpin.com, estou estruturado para atender essas pessoas, pelo site onde podem falar comigo enviando e-mails, ou me encontrar na Praça Tiradentes, em Curitiba-PR, estou domingo, segunda-feira e terça-feira, das 20 às 22 horas. Estou me alongando mais a cada dia e procuro voluntários para fazer isso diariamente no mundo.

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Mr. Pin, usa alguma religião, partido político?
Mr. Pin
Veja bem eu não trabalho nem com religião, nem com partido político, o que faço é um dever de cidadão, acho que nós da sociedade podemos fazer muito mais pelos carentes, devemos nos empenhar mais, trabalhar mais, montar ONGs, então as coisas vão acontecendo. Não vou me dirigir ao governo, nem pedir nada, quando estiver totalmente legalizado, gostaria até de contribuir em parceria com o governo. Tenho certeza que isso pode ocorrer, no meio empresarial, a exemplo de grandes empresas, elas doam 1% do que arrecadam para as entidades sociais. As empresas podem investir muito mais no social, o social é uma palavra muito forte, o social é um grande negócio e pode gerar até dividendos. Hoje os negócios entre empresas, acontecem mais com as empresas que estão investindo no social, são essas que vendem mais.

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De onde vem os recursos para matar a sede e a fome dos carentes ?
Mr. Pin
De voluntários como eu, hoje temos a UNICEF, que é uma entidade muito séria, a Cruz Vermelha, eles se empenham muito em angariar pelo mundo todo, há quem critique porque você não pode mostrar tudo o que está fazendo, porque não dá tempo. Existem entidades muito sérias, voluntários que encabeçam os projetos. Muitas pessoas já me chamaram de palhaço, mas eu não me envergonho de ser fantasiado de palhaço por uma causa tão nobre que é essa.

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Mr. Pin deixe uma mensagem ao internauta do Portal Net Babillons?
Mr. Pin
Minha mensagem é muito simples, está escrito na minha bandeira: "há mais de 20 anos o mundo produz mais do que consome e tem pessoas morrendo de fome."

Curitiba-PR, 29 de janeiro de 2002.


 

 

 

 

 

 

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