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Wilson Marcelino Filho
Presidente da Fundação Wilson Marcelino Filho

Perfil

Wilson Marcelino Filho é Mistico, Astrólogo, Escritor, Semiólogo e Religioso. Nascido em Curitiba, estado do Paraná, no Brasil, em 2 de Junho de 1954. Sua formação acadêmica foi na Faculdade de Estudos Sociais do Paraná, em Administração de Empresas. Cursou a Universidade Italiana Per Stranieri, em 1985, na cidade de Perúgia. É Presidente da "Fundação Wilson Marcelino Filho" desde a sua criação em 01 de setembro de 1999.
Sua missão é dar ao próximo condições para que o mesmo possa desenvolver suas potencialidades. É um homem dinâmico, justo, que rompeu as barreiras do seu próprio eu, assumindo o lado social. Além disso Wilson é um estudioso das ciências ocultas, escreveu vários livros que falam de emoções e energia vital. Wilson é conhecido também como Guru Tercuri.

Entrevista

Portal Net Babillons
Wilson como surgiu o desejo de criar uma Fundação com seu nome ?
Wilson Marcelino Filho
Primeiramente gostaria de agradecer a participação no Portal Net Babillons - Canal Entrevistas; no que se refere a pergunta, eu resolvi criar a Fundação Wilson Marcelino Filho em 1990, naquela ocasião fui buscar o estatuto de uma fundação e um amigo nosso conseguiu uma cópia do estatuto da Fundação Rockfeller. Na época, a fundação que fazia sucesso no país era a Fundação Roberto Marinho, observei que ambas as fundações levavam o nome de seus instituidores, então só para seguir um modelo, já que ia ser uma fundação de direto privado, resolvi seguir aquele modelo pré-existente de fundação com o nome de seus instituidores, por isso coloquei o meu nome, por já existir esse modelo no mundo.

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Há quanto tempo existe a Fundação ?
Wilson Marcelino Filho
Em agosto de 1999 a Fundação foi legalizada e criada a escritura pública. Fiz a escritura de dotação de bens e doei todos os bens iniciais para que fosse feita.

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Esta Fundação desenvolve quais serviços na sociedade ?
Wilson Marcelino Filho
Consta no estatuto da Fundação, na sua finalidade, que ela vai cuidar da cultura e desportos, do espiritual, dos presos e pessoas ligadas aos presos, encaminhamento de pessoas doentes a hospitais para atendimento e também um projeto de conscientização democrática. Com base no estatuto criamos alguns projetos: o "Projeto Pró Liberdade", que é um projeto de redução de pena dos presos, para ajudar os que foram condenados há um ano e estão há dez anos lá dentro, eles precisam de advogados que os ajudem a sair, já que cumpriram a pena. Tem o "Projeto Revivencismo" que é o de criar uma arte brasileira seguindo os modelos da arte egípcia, atlante, grega e romana numa linguagem brasileira, seguindo o mesmo modelo do renascimento. Quando começou o renascimento vieram os pais do humanismo e disseram: "Por que vocês estão preocupados com a arte? basta copiarem os modelos gregos e romanos que tudo vai dar certo" e é o que estamos fazendo com o "Projeto Revivencismo". No que tange a conscientização democrática nós criamos o "Projeto Adão", ele visa reunir pessoas da classe média, orientá-las, de forma que elas votem em conjunto, para terem uma consciência democrática cada vez maior. Básicamente essas são atividades da Fundação, embora ela faça concomitantemente outros serviços, que são da LBF - Legião da Boa Fé, que segue um modelo de ajudar creches, asilos, todos aqueles que necessitam de alimentos, cestas básicas, remédios. Ajudamos 3 creches, somos os principais auxiliadores, nos transformamos numa ONG que ajuda outras ONGS, existem outros asilos e creches que também vamos iniciar esse processo de ajuda.

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Qual é o organograma da Fundação ?
Wilson Marcelino Filho
O organograma da Fundação ficou distribuído em um Conselho Curador, um Conselho Fiscal e um Conselho Deliberativo. No Conselho Curador, que é o órgão máximo da Fundação, estão: minha esposa Márcia, minha Mãe e outros integrantes. O Conselho Administrativo, é comandado por mim e por Carlos Alberto, que é secretário, tem outras pessoas. O Conselho Fiscal é composto pelo Dr. Munir, pela Clarisse Gama França e outros integrantes, essas pessoas formam o organograma da Fundação. Todos esses conselhos trabalham harmonizados, objetivando dar seqüência aos trabalhos propostos pela "Fundação Wilson Marcelino Filho", que é chamada pelo nickname de Funwilson.

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Os projetos desenvolvidos pela Fundação tem participações governamentais ou empresariais ?
Wilson Marcelino Filho
Todos os projetos que fizemos, acabam tendo o apoio da comunidade direta ou indiretamente, com empresários que se irmanam em nossas causas e que nos ajudam. Por exemplo, resolvemos ajudar na criação do "Só Vida", que é um projeto, como diz a finalidade da Fundação de encaminharmento a doentes, então criamos o grupo "Só Vida", que é um grupo de apoio aos aidéticos. Conseguimos de um empresário, o Omar Guérios, que ele fizesse a terraplanagem do local onde seria construída a sede do "Só Vida". Depois consegui com a Dra. Seleni, que ela nos auxiliasse na obtenção de itens, para serem entregues na festa feita para a criação do "Só Vida", com o Dr. Munir, advogado, que ele fizesse toda a parte jurídica do "Só Vida". Conseguimos também com Sr. Maurício Lemanski que nos cedesse a fazenda que ele tem, para que nos organizássemos inteiramente o "Só Vida" ,e assim sucessivamente; temos pedido para várias pessoas. Posteriormente consegui com o Banestado, uma sede que era anteriormente da Liga das Senhoras Católicas, fosse transferida para o "Só Vida". Enfim foram desenvolvidos vários trabalhos, temos pedido coisas para os empresários e eles nos tem atendido em todas as áreas, mas para isso temos que fazer e apresentar um bom projeto. A função da Fundação é intermediária em um processo onde ela formaliza alguma coisa que o empresário possa fazer diretamente, mas por intermédio da Fundação há mais legitimidade.

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Existe um projeto de expansão visando o futuro da "Fundação Wilson Marcelino Filho" ?
Wilson Marcelino Filho
Sim, a "Fundação Wilson Marcelino Filho" vem sempre fazendo uma dialética sobre si mesma, então ela vem observando formas de aprimoramento, e essas formas visam expandir as finalidades da Fundação, a mente da Fundação é a seguinte: é gestora de bens que pertencem a comunidade, é um instrumento de execução formal do bem, assim você pode fazer o bem por um instrumento formal que é a Fundação. Eu sempre brinco que para fazer o mal é muito fácil, mas para fazer o bem é preciso de ciência, é preciso de conhecimento, uma fórmula para não criar situações desagradáveis. Por exemplo, agora a Fundação decidiu que vai atuar fazendo diagnósticos, temos projetado para este ano que vamos identificar áreas que as pessoas estão precisando de ajuda e a partir dali, daquela necessidade, vamos buscar na sociedade recursos para resolver aquele problema. Porque não se ajuda as pessoas arbitrariamente, não podemos levar cestas básicas para alguém se na verdade eles estão precisando de livros didáticos, vamos fazer sondagem, vamos diagnosticar o problema e a partir daí buscamos a solução competente para levar aquele benefício para aquela população, uma vez resolvido o problema, vamos criar um arquivo de multimídia, com vídeos, com livros, revistas, relatórios para ter um know-how de como fazer as coisas, no sentido de ajudar a sociedade. A partir dai nós vamos buscar empresas, pessoas mais preocupadas com o avanço social da sociedade, para que elas tenham cada vez mais confiabilidade e consigam resultados cada vez mais eficazes.

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Quais os projetos efetivados pela Fundação que você pode citar como resultado 100% ?
Wilson Marcelino Filho
Na verdade sempre digo que o nosso estado de bem aventurança, não é um processo estático, é um processo dinâmico, se você consegue ajudar as pessoas a resolverem o seu problema da fome, logo depois você vai ter que resolver o problema da moradia, se resolver o da moradia e o da fome, vai ter que dar o grau de instrução, dando o grau de instrução ela vai atrás de outas coisas, vai precisar de recursos para adquirir as suas coisas, etc. Então as necessidades aumentam sempre, nunca é um êxito total, porque as necessidades são crescentes.
Agora o grande êxito que conseguimos com a Fundação, não foi com projetos, foi criar uma maneira própria de ajudar o próximo. Nós ajudávamos muito menos pessoas antes, do que hoje; o número de pessoas que participavam ajudando a Fundação era menor, conseguimos granjear uma grande credibilidade junto à população. Precisamos trabalhar cada vez mais para preservar o bom nome e conseguir através disso uma mudança efetiva dentro do processo. Por exemplo, quando ajudamos o Lar de Meninos São Luís, fomos com algumas senhoras, uma foi a madrinha do Ministério Público, Sra. Inês Postareck, que doou carteiras para uma sala de aula, depois minha mãe deu carteiras para outra sala, naquela ocasião fizemos aquilo e achamos o máximo, hoje estamos fazendo coisas muito maiores e achamos que estamos fazendo o mínimo, porque na medida que você vai se conscientizando, você muda. Quando ajudamos a compor o "Só Vida", que é a primeira casa de apoio aos aidéticos do Brasil, achamos que aquilo era o máximo, mas quando vimos o real tamanho da Aids, vimos que não fizemos nada. A tarefa a se fazer é muito grandiosa, existe uma expressão que diz: "Ao invés de nos preocuparmos com a indignidade do mundo, temos que nos preocupar em dignificar o espaço que ocupamos", pelo que sentimos, estamos conseguindo dignificar o nosso próprio espaço.

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Quais os projetos que você pretende efetivar, num futuro próximo, pela Fundação ?
Wilson Marcelino Filho
Eu quero na verdade transformar o "Projeto Adão", que é conscientização democrática, num projeto que se estenda ao Paraná inteiro. Hoje o "Projeto Adão" está restrito mais a Curitiba e região metropolitana, estamos chamando pessoas que tem maior conscientização democrática para que elas criem uma sustentabilidade para que possamos estendê-lo ao Paraná inteiro. Essa é nossa meta principal para o ano de 2002.

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Os empresários que desejarem subvencionar projetos com a Fundação, o que precisam fazer ?
Wilson Marcelino Filho
O primeiro passo é ligar para a Fundação, depois receberão nossa visita, vamos mostrar o trabalho que estamos desenvolvendo, na medida que haja o interesse deles em investir, vamos encaminhá-los para um Projeto que seja condizente com o interesse deles. O telefone da Fundação é (41) 236-1110, falar com Márcia.

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Wilson qual é sua formação acadêmica ?
Wilson Marcelino Filho
Eu me formei em Administração de Empresas pela Faculdade de Estudos Sociais do Paraná, ali eu tive noções de contabilidade, posteriormente fiz um curso na Price Waterhouse, que é uma empresa multinacional inglesa de auditoria onde fiquei 3 anos, de lá passei para Santa Catarina e fui gerenciar um terço das empresas do Sr. Aderbal Ramos da Silva que foi um dos maiores políticos de Santa Catarina. Então aprendi administração quando estava na Faculdade de Estudos Sociais do Paraná, aprendi contabilidade e auditoria quando estava na Price e depois quando estava nas empresas do Sr. Aderbal, eu tinha tempo suficiente em Florianópolis, que é um lugar muito aprazível, para ler e aproveitei para estudar psicologia, como autodidata, tenho noções de astrologia, de mitologia grega e acabei me apaixonando pela semiologia, hoje me auto intitulo um semiólogo, porque gosto demais, principalmente pela semiologia professada por Roland Barthes, acho que hoje é a mente superior em entendimento semiológico no mundo.

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Você é Escritor, fale sobre o tema que desenvolve ?
Wilson Marcelino Filho
O primeiro livro que fiz, foi muito simpático, porque se chamava "Céu de Areia", eu estava em Florianópolis-Santa Catarina; tinha feito algumas poesias quando morava em São Paulo, um dia encontrei meus arquivos e achei que eram bonitas, então lancei o livro de poesias "Céu de Areia". Tiveram pessoas ao meu redor que gostaram e me exortaram a compor novas poesias, fiz "Flores do Tempo", nesse já mesclei um pouco de mitologia grega, um pouco de prosa, algumas visoformas (retratos), fiz um mix de tudo isso e lancei "Flores do Tempo". As pessoas começaram a comentar que eu tinha facilidade para a prosa, então fiz um livro só de frases chamado "Frases de Terra", que muito agradou. Depois eu tive a visão (revelação espiritual) na Barra da Lagoa em Florianópolis-SC, começaram a me perguntar porque estava trabalhando com místico, com o mundo espiritual, eu sempre tinha que explicar para as pessoas os fenômenos que estavam acontecendo comigo, então lancei "A Bíblia do Iniciado", na ocasião, o atual Prefeito de Curitiba-PR, Rafael Greca, prefaciou o livro. Greca tem e sempre teve um grande amor por Curitiba, de ver aquele amor quando fez a festa dos 300 anos de Curitiba, percebi que estava contagiado, então comecei a escrever e retratar Curitiba em poemas e acabei fazendo o livro chamado "Curitiba 301 Anos, Uma Semana de Amor", uma comparação com aquele filme "Nove Semanas e Meia de Amor", fiz como se fosse uma semana inteira me devotando amorosamente a Curitiba.


Wilson Marcelino Filho, Presidente da Fundação que leva o seu nome, um ser humano progressista e fraterno.

Fiz um projeto com a Fundação Cultural e criei um livro, cujo nome é "Veredas ou Policlope Torbazom", muitas pessoas gostaram e queriam que eu demonstrasse o modo como escrevi. Então fiz uma coisa para os escritores emergentes, aqueles que quisessem começar na literatura, mostrei que na literatura, neste livro, eles precisam de um pano de fundo para que se possa escrever. Normalmente os autores fazem os livros sem um pano de fundo. Um exemplo é Alexandre Dumas, quando escreveu o "Conde de Monte Cristo", usou como pano de fundo o Bonapartismo, em cima disso ele criou a ficção da história do livro, então criou o pano de fundo de Luís XIV para criar "O Homem da Máscara de Ferro". Mostrei para os escritores que se eles criassem um pano de fundo ia ser muito mais fácil escrever. Peguei o pano de fundo do Ciclope, que é o gigante de um olho só e criei o "Policlope", que é o gigante que tem dez olhos nas pontas dos dedos da mão, essa foi minha viagem literária. No prelo tenho "Isto é o Protocristianismo", e o "Novíssimo Testamento" que é o último livro.

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Você tem um lado místico, ele interfere no desenvolvimento dos projetos da Fundação, ou o mesmo tem ajudado ?
Wilson Marcelino Filho
O que muitas pessoas não sabem é que a palavra Cristo, vem do Cristós, do grego, que significa o amor que você tem pelo próximo. Toda pessoa que está encantada, ou seja, que está na vivência na espiritualidade, ela desenvolve por conseguinte um amor ao próximo, está com o Cristo dentro dela. Eu brinco muitas vezes, que uma pessoa fala: "Em nome de Jesus...", e digo: se você fizer algum mal vai estar com Jesus, mas não vai estar com o Cristo, o importante em qualquer religião, budismo, cristianismo ou monadismo,é professar o bem. Onde está o bem está Deus, está o Cristo. Esse sentimento do Cristo, de querer fazer o bem contagiou a Fundação.
Se você está com uma Fundação, se tem que pegar bens, dinheiro, para partilhar com a caridade e ainda devotar o seu trabalho, então isso é a caridade máxima, é um Cristo em ação. Na realidade esses dois lados não se conflitam, eles tem uma relação de inter-dependência, eles tem uma relação de complementação.

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Wilson, ter uma Fundação com o seu próprio nome, é uma grande responsabilidade ?
Wilson Marcelino Filho
Confesso que quando comecei a Fundação que tinha o meu nome, me senti envaidecido, porque começaram a me associar como se eu fosse uma pessoa poderosa, pela Fundação ter o meu nome. Na verdade foi uma sensação que tive à princípio, posteriormente fui dando conta que os trabalhos que a Fundação desenvolve são muito poderosos e isso faz com que ela iniba um pouco as minhas atitudes, porque comecei a ficar extremamente cuidadoso, zeloso dos meus atos, porque vi que qualquer ato que eu tenha refletirá na Fundação. Então a Fundação vem se tornando a menina dos olhos, a figura central onde desenvolvo as coisas e se eu for imprudente ou inconseqüente é lógico que de alguma forma vai macular o nome da Fundação. É uma responsabilidade muito grande, requer um dispêndio muito maior da conservação das suas atitudes.

Portal Net Babillons
Você como homem extremado em sensibilidade, qual a sua visão no campo da arte ?
Wilson Marcelino Filho
A minha visão é platônica. Platão descobriu uma diferença substancial entre participação e imitação. Estudei durante muito tempo a arte, mas não tinha entendido esse conceito simples de participação e imitação. Quando um artista concebe alguma coisa que está no plano das idéias, por exemplo um quadro de uma marina, ele tira do plano inteligível, que é o plano das idéias, para o plano sensível da realidade, ele cria aquele quadro, visto que estava no plano transcendental e veio para o mundo das formas. Mas no momento que ele começa, pega o quadro que está no plano das formas e faz outro copiando, está no plano da imitação. Existem dois planos distintos que as pessoas percebem que é o da participação, tirando do mundo inteligível para o mundo sensível, e o da imitação que já está no plano sensível. Então todas as que são tiradas do plano inteligível para o plano sensível, são as mais difíceis, são as criações propriamente ditas, as demais são imitações. Mas se você tem uma obra que acabou de participar do mundo sensível e vai aprimorando de cada vez mais, vai chegar o momento que ela não terá mais nada a melhorar, chegando a perfeição, será chamada de obra prima.
Você vê muitas vezes o termo obra prima, mas não sabe que ele se originou do platonismo. O que me deixou amante e apaixonado pela arte é a capacidade de pegar um material e ir aprimorando até chegar numa obra prima. Então Platão não deve pintar as coisas da natureza, porque se você pinta o Sol, nunca vai melhorar o Sol, se você pinta uma casa que foi feita por alguém, pode encontrar uma maneira de fazer uma casa melhor. A arte tem que ajudar a arte, a medida que vou pintando uma casa eu posso melhorá-la cada vez mais, se eu pinto uma flor, não vou conseguir melhorar a criação de Deus. O mundo da natureza independe do mundo arte feito, que é o mundo do homem. Então eu gosto da arte do jeito que Platão vê, a arte para aprimorar o mundo do homem.

Portal Net Babillons
Em sua opinião o jovem universitário brasileiro precisa do que para se tornar um profissional de êxito ?
Wilson Marcelino Filho
Essa é a pergunta mais agradável para responder; hoje eu estou com 48 anos e vejo que estou distante da mocidade que eu nem sabia que num dia poderia acabar. Então fico agindo assim como se estivesse trabalhando num rescaldo da mocidade, ou seja, aquelas coisas gostosas que vivi na mocidade, tento ritualizá-las de alguma forma, para manter para mim mesmo um astral bom, estar bem com as pessoas, buscar ser feliz. Eu sinto que hoje a mocidade age pelo ímpeto, sempre digo aos amigos próximos, que a diferença entre o jovem e o adulto é que os dois entendem o risco, mas o jovem corre o risco e o adulto não. Depois ao longo do tempo descobri que os jovens entendem, mas não compreendem. A "noesis", que é a compreensão, como os gregos chamavam, ela é algo mais do que o entender, só que no momento que você compreende as coisas, você vê que antes só entendia. Então eu gostaria de pedir para os jovens que eles tentassem visualizar aquelas coisas que eles estão estudando, procurando, que buscassem algo a mais que aquele entendimento que eles estão tentando ter, que eles aprendam até chegar a mestria das coisas. No momento que você vai trabalhando uma coisa bastante, vai revolvendo, vai pensando, sai do estágio humano, e começa a transcender na chamada magia. Eu gostaria que os jovens buscassem a magia das coisas, ou seja, buscassem se transcendentalizar numa coisa melhor e que eles encarassem as coisas não como nomes e fórmulas estanques e paradas, mas sim como formas verdadeiras. Na hora que eles pensassem em pátria, não pensassem só no nome, mas entendessem o que é o país, que devem lutar por ele. Quando pensassem em família, saber que têem uma família, que têem que trabalhar, ganhar dinheiro para sustentar a família. Quando tiver um amigo e ele estiver em dificuldades, saber que deve ir ao encontro aquele amigo e ajudar, resgatar, porque ele é um amigo de verdade. A idéia é não ficar na conceituação apenas de uma forma leve, mas tentar compreender a grandiosidade das coisas, porque aí "ele" vai poder interagir pela sociedade, como o próprio Portal Net Babillons, que está passando informações para as pessoas de uma forma grandiosa, maravilhosa, isso é interagir: acreditar na pátria, no país, nas potencialidades do que podemos fazer.

Portal Net Babillons
Você além de presidir uma Fundação é um intelectual, fale sobre a mulher do Terceiro Milênio ?
Wilson Marcelino Filho
Eu sou grato ao Vinícius porque ele sacralizou as mulheres, ele falou das mulheres e para falar das mulheres temos que falar do amor. Elas tem na mão o cetro do amor, o amor é indubitavelmente a maior força: Jesus só pregou o amor, Buda só pregou o amor, o mundo só precisa do amor para viver. Elas já nascem com o amor, o papel delas é fundamental, porque, na sociedade do bruto, que era a sociedade não civilizada, o entendimento capital era que a força é que comandava a estrutura. Naquele filme de Stanley Kubrick, mostra aqueles macacos que estavam brigando, de repente um deles vê um osso no chão, ele pega para usar como clava e bater no outro, então ele entende que a força dele, mais a força do osso, o tornaria mais forte. A força bruta é uma coisa que funcionou muito no Império Romano, mas depois com o advento das leis, dos direitos humanos, o que aconteceu foi que a sociedade mudou, hoje o que vale é a sensibilidade. Por exemplo, o computador requer mais a sensibilidade, então as mulheres estão tendo facilidade em acessá-lo. No mercado têxtil, nas finanças, tudo está precisando de sensibilidade, de doçura, da passividade no sentido de aceitar as coisas.
O homem vê o todo, a mulher vê o detalhe, se entrar alguém aqui eu vou ver o todo, minha esposa verá que estava com sapato preto, camisa de tal tipo, elas tem o entendimento dos detalhes. Então as mulheres do terceiro milênio terão uma força muito superior, porque tem o entendimento da sensibilidade. Se os homens não correrem em busca da sensibilidade, com certeza terão problemas para os próximos tempos.

Portal Net Babillons
A Fundação já está informatizada ?
A Fundação Wilson Marcelino Filho começou a ser informatizada pelo Carlos Humberto, que tem uma formação muito grande em informática; depois que se iniciou o "Projeto Adão", um grupo de pessoas da extinta Telepar, os melhores técnicos da área de informática vieram aqui capitaneados pela figura do Gilson Caron Tecerolli e desenvolveram projetos de informática para a Fundação, eles vêm trabalhando para que a Fundação fique cada vez mais informatizada e pretendemos incrementar ainda mais esse trabalho.
Quero agradecer ao Portal à entrevista e dizer que nossos projetos, não são mais da Fundação, mas sim, de todos.

Portal Net Babillons
O que você acha do mundo da Internet ?
Wilson Marcelino Filho
No meu entender Aristóteles descobriu há muitos anos uma coisa maravilhosa, que nós temos virtudes naturais e virtudes práticas. Nas virtudes naturais a potência prescende o ato, por exemplo a potência de ver, precede o ato de você ver, basta que você apareça na minha frente para veja você, porque eu já tenho isso potencialmente. Se você fala, basta você falar para eu ouvir, porque a potência de ouvir, precede o ato de ouvir. Na virtude prática, eu primeiro preciso da atitude prática para ter a potência, primeiro e bato a máquina, para depois me tornar um bom datilógrafo. Primeiro construo casas, para depois me tornar um bom construtor. Ele descobriu que existia uma potencialidade virtual, que nascia dentro de você e poderia ser virtualizado, por exemplo, a folha é verde, mas ela tem o potencial para se tornar amarela, então o sol vem como catalisador nesse processo, incide sobre a flor verde e a torna amarela, então ele virtualiza essa capacidade da folha. Esse mundo chamado virtual, pode realizar-se; o homem antes do advento do computador não tinha o virtual, na medida que criou-se a rede chamada Internet, virtualizou tudo, então nos tornamos potencialmente capazes de tudo. Então aquela sensação que tínhamos de impotência, principalmente na área de comunicação, de repente, saímos do sonho para a realidade.
Neste momento estou fazendo uma entrevista para o Portal Net Babillons e daqui vou ganhar o mundo inteiro, pessoas do mundo inteiro vão poder ver as minhas "visoformas" (imagens) e vão ler as minhas "grafoformas " (palavras escritas), desde que haja um tradutor, elas vão receber este entendimento, vão descobrir o meu inteligível, mas isso é um processo virtual que elas terão, embora eu não as conheça. Isso é a magia do virtual em ação, como as pessoas só viviam no mundo real, a entrada no mundo virtual significa a entrada numa dimensão diferente, porque a dimensão é extra-dimensional, ela se processa numa dimensão superior.
A Internet é realmente uma coisa fabulosa porque ela criou uma outra dimensão para os homens se inter comunicarem, se inter-relacionarem e fazerem coisas. Nós inclusive não sabemos a extensão dessa descoberta, ainda não vimos o alcance. Todas as pessoas que quiserem se modernizar e globalizar o seu entendimento devem usar a Internet.

Curitiba - PR, 05 de Julho de 2002.

 

 

 

 

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