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Carlos Adauto Vieira
Advogado e Escritor

Perfil

Carlos Adauto Vieira não é só um intelectual, Advogado e Escritor, mas antes de tudo catarinense de primeira grandeza. Ele é um pacifista político progressista e preocupado com a condição da qualidade de vida do povo do seu Estado. Tornou-se desde a década de 60 um homem público, onde suas opiniões, suas defesas e seu credo social, transformaram-se em patrimônio cultural catarinense. No que se refere a sua parte humanista ele sempre está em busca da construtividade e do crescimento ordenado. Adauto é um dos grandes desenvolvedores da cidadania brasileira.

Entrevista

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Carlos Adauto Vieira, como escritor, você vê o Brasil de que forma ?
Carlos Adauto Vieira
Eu acredito muito no Brasil, sou idealista, talvez até por natureza, não me abato nos revezes, sejam políticos, econômicos, financeiros ou jurídicos. Eu acho que nós temos que acreditar em algo que está mais na frente, pelo qual nós devemos buscar, então acredito piamente no Brasil. Dou como exemplo o caso do presidente Lula, fiz campanha para o Lula, fiz campanha para o Luiz Henrique, tive grandes esperanças no Lula, e nestes primeiros dois meses fico um pouco atônito com as atitudes que ele está tomando, mas ele pegou um país das mãos de outro, ele tem que levar este país pelas leis que já existiam até certo ponto, acredito que ele deva fazer as modificações que todos nós desejamos e esperamos, pelas quais o Brasil possa chegar aquele futuro a que se referiu Stefano Soares de país livre no mundo.

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Advogado Carlos Adauto Vieira clama por quais reformas no Judiciário ?
Carlos Adauto Vieira
Eu fui Advogado militante durante 45 anos em Joinville, em 1957 fui para Joinville e só fiz advocacia, nunca tive outro emprego na vida, outra ocupação, sempre advogado. Então eu acompanhei o judiciário nesse período todo, durante quase meio século, sempre com aquele desejo que as coisas se modificassem, não basta informatizar, o judiciário precisa ter maior capacidade de pessoal, maior capacidade de material, eliminar a morosidade criada principalmente pelos recursos e no nosso código são 11 vezes 3, 4, 5, 6, porque nós fazemos recursos, e depois os recursos dos recursos e os processos se estendem por 14, 15, 20 anos, existem processos tramitando na justiça com 50 anos, as pessoas já foram embora, já perderam o interesse, desistiram e o judiciário não faz nada. Eu acho que o judiciário principalmente em termos de reforma, devia se afastar, os advogados, os promotores, os serventuários deveriam se afastar, então o Governo Federal deveria contratar a Fundação Getúlio Vargas e fazer um projeto de Poder Judiciário para este país. Porque a Fundação além da sua competência reconhecida internacionalmente, ela tem a isenção, ela não puxaria a brasa para a sardinha de ninguém. Quando nós nos reunimos para discutir a reforma do judiciário, advogados, promotores, serventuários e juizes, cada um puxa a brasa para a sua sardinha e fica esta colcha de retalhos que temos visto ao longo destes últimos 50 anos. Modifica-se o Código, cria-se um Código Novo e a mazela continua a mesma, a morosidade de sempre, ausência de juízes, ausência de serventuários, promotores e o pior, o Poder Judiciário vem sendo considerado no Brasil desde a República, desde o Império, como um mal necessário apenas, quando Montesquieu dividiu o poder em Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário, o Poder Judiciário ficou sendo aquele mal necessário. Montesquieu dividiu em três, então vamos conservar esse apêndice aí, esse acessório", porque o Legislativo tem dinheiro de sobra, o Executivo tem dinheiro de sobra e o Judiciário vive de pires na mão pedindo ao Governo Estadual, ao Governo Federal. A reforma do Judiciário tem que ser feita por uma equipe como a da Fundação Getúlio Vargas, capaz de fazer o projeto com isenção a reforma de que nós tanto necessitamos.

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Muitos ufólogos defendem a existência de seres extra-terrestres e que já estão vivendo sobre a Terra. Você também acredita?
Carlos Adauto Vieira
Eu acredito piamente, porque acho que no Universo não se ia criar apenas um planeta onde houvesse um ser humano que evoluiu, como achamos que evoluiu a partir dos primatas; ontem foram protozoários, não é possível que no meio de todas essas galáxias que todos os dias estamos descobrindo estrelas a milhões de anos luz e que não houvesse vida inteligente, que não tivessem evoluído por um outro caminho, num outro sentido. Esses serem devem existir, nós não conhecemos, talvez a forma deles, mas devem existir, se são mais inteligentes que nós que já chegamos a Lua, eles podem ter chegado na Terra aqui há milhares de anos e as provas estão aí evidentes: as civilizações Egípcias, Maias, Astecas, Incas elas provam perfeitamente que alguém veio aqui e orientou tudo, todos esse povos para fazerem o que fizeram, e que até hoje não conseguimos reproduzir.
Quem leu "Eram os Deuses Astronautas" vê perfeitamente que ele simplesmente compila os exemplos que aí estão. Nós hoje somos capazes de grandes descobertas científicas, nós podemos prever o tempo com antecedência de uma semana, porque eles em uma outra dimensão intelectual não seriam capazes de fazer as pirâmides, fazer aquedutos, reproduzir o próprio ser, não diria humano, mas o ser que vive, existencial. Não é só a ufologia que é tomada até com preconceito, os estudos dos ufólogos são extraordináriamente importantes até para que nós sintamos a nossa humildade perante o criador.

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Quantos livros você já escreveu ?
Carlos Adauto Vieira
Livros meus, pessoais, tenho 4. O livro "Aos Domingos Crônicas", o "Europa Sem Programa", tenho o "Histórias Curtas" e agora o "Saborosas Histórias Curtas" do Charles d' Olangèr. O Charles d' Olangèr foi um pseudônimo que fui obrigado a criar porque em 1964, 1965 e 1967 eu fui preso pela Redentora, pela Revolução e já escrevia no Jornal Á Notícia, escrevo no jornal há 45 anos, e veio uma ordem superior para que o meu nome não aparecesse no jornal; que eu poderia continuar escrevendo mas não com o meu nome, porque "era considerado um líder perigo capaz de derrubar o Governo instalado no país..." bem eu não consegui isso. Então o jornal me chamou, o saudoso Juca Ramos, o editor chefe do jornal e disse que o Supremo Comando ordenou que eu poderia escrever o que quisesse menos com o meu nome. Então eu criei dois pseudônimos, o Charles d' Olangèr, das "Histórias Curtas" e o Heliodoro Luis que fazia críticas de livros, comentários, notas. A revolução sabia que era eu que estava escrevendo, mas não era com o meu nome e deixou. Então "ela" tinha não somente a bondade de ler os meus artigos, as minhas crônicas, mas também arquivá-los, o que tornou a minha obra imortal, porque está nos arquivos do SNI. Tenho já um outro livro preparado, das crônicas que estou publicando no AN Cidade (jornal A Notícia) todos os sábados, já está pronto. Tenho uma série de publicações e coletâneas; ganhei prêmio na Bahia no Concurso do Engenho, ganhei uma Menção Honrosa da Ordem dos Advogados do Brasil, participei de um concurso e fui premiado, estou concorrendo em outros concursos, tem também antologia nacional, uma série de coisas... Pedem uma história, uma crônica eu mando com o maior prazer, estou sendo lido pelo Brasil inteiro. Escrever faz parte de mim, todos os dias, não passo um dia sem escrever, entre amar a minha mulher, tomar chimarrão e escrever, eu fico com os três.

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Você é natural de onde ?
Carlos Adauto Vieira
Eu nasci em Lages, em Santa Catarina, mas sou manézinho com troféu e tudo, porque vim para Florianópolis, em Santa Catarina muito pequeno, então me criei, me eduquei com esse espírito de florianopolitano. Mas voltei para conhecer Lages, parentes, inclusive tínhamos propriedades lá, eu visitava os tios que tinham fazendas, tive uma convivência lageana muito boa e um dos hábitos que herdei foi exatamente o chimarrão, toda família tomava e até hoje eu tomo também, podem até observar minha coleção de cuias e bombas de chimarrão aqui em casa.

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A sua preferência por ir morar na praia em São Francisco do Sul no estado de Santa Catarina, aconteceu quando ?
Carlos Adauto Vieira
Deve ter sido assim uma atração da infância, criado em Florianópolis que é uma ilha, vivendo 44 anos em Joinville que fica a 45 quilômetros de São Francisco do Sul, eu vim para cá, trazido pela minha esposa que passou todos os verões da vida dela aqui nesta praia, a casa da mãe dela é na frente da minha, a casa tem 58 anos de idade. Desde que a Márcia veio ao mundo, ela vem aqui à praia e ela tem uma paixão inesgotável por São Francisco do Sul, na hora de optarmos em deixar Joinville, escolhemos São Francisco do Sul que é maravilhosa, paradisíaca, mal aproveitada infelizmente. Nós não podemos dizer que temos tudo aquilo que São Francisco do Sul poderia aproveitar da sua potencialidade, faltam investimentos, empreendimentos, faltam cursos profissionalizantes para mão-de-obra especializada, uma das coisas mais terríveis na cidade é a mão-de-obra para tudo, a gente sente esta dificuldade. Mas de qualquer forma viver aqui é uma coisa maravilhosa, meus amigos, meus colegas, todos eles tem uma inveja enorme de nós, principalmente quando digo a eles: "hoje foi um dia terrível, eu tive que ir ali na praia pegar na rede uma garopeta para fazer um caldo para o almoço, a garopeta estava vivinha ainda; eles ficam loucos.

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E o Cidadão Francisquense como adaptou-se?
Carlos Adauto Vieira
A primeira preocupação minha e da Márcia quando viemos foi a transferência do nosso Título Eleitoral para cá para nos sentirmos à vontade como cidadãos francisquenses, já pelo amor que nós tínhamos anteriormente, fizemos nossa casa, tivemos a iniciativa de construir o Hotel Porto de Paz, Shantiniketam, que vai muito bem, está nos gratificando extraordináriamente. Eu me sinto inteiramente à vontade, para dar uma entrevista, para escrever, falar na rádio sempre em favor de São Francisco do Sul, mesmo quando uns respingos possam atingir algumas pessoas, até porque eu sou, como dizem, muito espirituoso, porque faço umas brincadeiras espirituosas, que podem não agradar, mas é aquela história, perco o amigo mas não perco a oportunidade...

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Você tem quantos filhos ?
Carlos Adauto Vieira
Eu tenho quatro filhos do primeiro casamento e mais duas do segundo; quando casei com a Márcia ela já tinha duas filhas, incluí no pacote, também duas cadelinha Podlle. Todos os meus filhos já são profissionais formados e vivem em Santa Catarina, três dos meus filhos vivem em Joinville: a Simone, dona do Hotel Germania, o Marcelo que é o coordenador do IPUJ e foi o autor do projeto do Centreventos e tem o Carlos Adauto que é o atual Presidente da Fundação Cultural de Joinville e a Jaqueline que tem uma clínica de psicologia em Florianópolis, é professora de Universidade. As duas outras são formadas, uma em design artístico e a outra em design industrial, mas optaram por ganhar dinheiro, uma tem um restaurante buffet, a Camila é dona do Maria Pimenta, considerado top em restaurantes e a Carolina que é dona da agência de turismo Sanquetur, ela inclusive tem cursos na Itália de estilismo, moda, etc...

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Para início deste novo milênio, você espera quais mudanças para o planeta Terra ?
Carlos Adauto Vieira
Eu acho que as grandes mudanças deveriam começar pela paz, pela fraternidade e harmonia entre os povos, estamos cansados de ligar a televisão, ouvir no rádio, ler no jornal, que o Sharon manda matar os vizinhos descendentes do mesmo Abraão, agora o Bush se arvora em ditador do mundo, é uma edição revista e piorada de Adolf Hittler, fazendo aquilo que o Marx disse, a história se repete como trajédia ou como farsa, o Bush é uma farsa. Bush só quer invadir o Iraque porque lá está uma de suas fontes pessoais de renda: o petróleo, ele não está fazendo uma guerra filosófica ou ideológica, é uma guerra econômico-financeira.

 

 

Foto: GMG.
Carlos Adauto Vieira mora atualmente em São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Sua jovialidade no jeito de ser, mostra a intensidade do seu amor pela vida.
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Na gastronomia quais os seus cuidados ?
Carlos Adauto Vieira
Quem tem cuidados especiais são os meus médicos, que são meus inimigos gastronômicos. Eu sou mais gourmão do que gourmet, sou meio glutão, mas os meus médicos que querem que eu viva bastante e me fazem certas recomendações: "elimine o sal..."( eu nunca vi alguém comer uma costela sem sal). Dizem: "açúcar, nem negociar..."; eu digo: doutor mas nem um sorvete neste verão: chocolate com baunilha, coco com morango. Tem sido dura a minha vida, mas graças a Deus sou beneficiado pela culinária da Márcia que é uma cozinheira extraordinária, então ela obedece as receitas médicas e me dá um paladar muito saboroso, usa temperos. Frutas e verduras não dispenso, tenho um quintal cheio destas plantinhas que fazem as comidas ficarem boas, assafrão, alfavaca, tomate sem agrotóxico, que eu como de manhã cedo. O peixe é o meu prato favorito, eu como carne uma vez por semana só, na sexta-feira a minha costelinha, se o médico proibir eu brigo com ele, o resto da semana é peixe, ostra e marisco, eventualmente frango.

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Como você vê a polêmica em torno do assunto: vagas para pessoas de cor na Universidade ?
Carlos Adauto Vieira
Eu acho que estão institucionalizando o preconceito de cor neste país, porque não há vagas para judeus, homossexuais, para índios, todos são considerados minorias, são considerados pessoas fora da normalidade. Agora surgiu esta história que o negro tem direito a um percentual de vagas na universidade, por que nós não damos um ensino estrutural inicial básico para que eles possam chegar com mais facilidade na universidade? Porque o ensino privado toma conta deste país, porque o ensino público é mal aquinhoado no orçamento da união, do estado. O que se tem que fazer é uma igualdade de oportunidades para todos eles, quem puder faz uma escola pública e uma escola pública que seja boa, para até evitar o terceirão, o cursinho permitindo que o cidadão independente da sua raça, cor, religião ou sexo possa ingressar na universidade. O negro não tem diferença de ninguém, temos gênios como Cruz e Souza, um poeta internacional, pai do Simbolismo, que era negro, tivemos José do Patrocínio, Dionisio Gama. Fora os que tem o pé na cozinha; eu por exemplo, tenho orgulho de ter sido amamentado por uma negra, quando nasci minha mãe estava com tifo, eu fui obrigado a ser afastado dela, então fui amamentado por Tia Sinhana, acho que coisas boas que eu tenho na vida, fazem parte desse leitinho gostoso. Acho que esse preconceito que está se criando, mostrando, exibindo, trazendo a uma vitrine de que o negro precisa ter um percentual para freqüentar a faculdade é um absurdo como nunca existiu neste país.

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Cite um exemplo de Ser Humano Público no Brasil ?
Carlos Adauto Vieira
No Brasil temos grandes homens públicos, um deles era JK(Juscelino Kubitschk), com todos os possíveis defeitos de ser humano, foi um homem que enxergou o futuro deste país desenvolvendo, chamando aquelas forças que realmente poderiam atuar no desenvolvimento. Mandei o seguinte conselho para o Presidente Lula: envolva o país na construção civil. Ao tempo que se construía Brasília este país era felicíssimo, havia exemplos de operários saindo da construção civil para tomar suas cervejinhas com os amigos companheiros de trabalho e se perguntava: vocês não estão gastando muito ? Eles respondiam: amanhã nós vamos ganhar de novo. Hoje dificilmente um operário pode dizer isso, ele senta para tomar seu chopinho, sua latinha de cerveja, mas não sabe se amanhã vai estar empregado para repetir a cervejinha. No tempo do Juscelino isso acontecia todos os dias, era uma figura marcante da vida política e pública.
Eu cito mais uma pessoa: Nereu Ramos, catarinense, pela austeridade, pela extraordinária cultura jurídica e pela coragem de assumir posições nas horas mais perigosas deste país. Quando houve a renúncia de Café Filho, na morte de Getúlio ele assumiu a Presidência da República. Foi um homem que comandou a Constituinte de 1946 deixando uma imagem extraordinária, não só pessoal, mas de Santa Catarina, o cidadão veio lá do sul, de uma cidade chamada Piauí do Sul e comandou todas as cabeças que haviam naquele país e que não eram pequenas: Adauto Lúcio Cardoso, Bilac Pinto, Adelmar Baleeiro, Carlos Lacerda, todos eles obedeciam a batuta do Dr. Nereu, só com um olhar, ele não precisava dar pito, só com um olhada todos sabiam o que ele queria dizer. Isso era uma autoridade moral que poucas vezes se repetiu neste país.

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Qual sua opinião sobre o Presidente Busch, dos EUA, e seu desejo de promover uma guerra ?
Carlos Adauto Vieira
Naturalmente ele não quer promover a guerra, ele quer promover uma rapina do Iraque, se ele puder fazer a mesma coisa no Kuwait ele faz, também na China e na Índia. Então ele é aquilo que eu disse anteriormente ele é um Hittler redivivo falso. Ele está fazendo uma briginha por dólares, o nosso poeta Vinícius de Moraes já tinha dito: deve-se ganhar dinheiro com poesia, não com guerra.

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O que você acha da Mulher Brasileira da atualidade ?
Carlos Adauto Vieira
Eu acho a mulher brasileira extraordinária a começar pelo exemplo que eu tenho em casa, sou de uma família onde as mulheres sempre trabalharam. A minha mãe teve hotel, durante 35 anos e foi uma mulher que, embora não tivesse curso de hotelaria naquela época, essas vantagens todas, curso de culinária, gastronomia, etiqueta, foi uma mulher que tomou o rumo da hotelaria durante 35 anos e só teve sucesso, é um exemplo típico de mulher brasileira. A Márcia já tem uma vantagem sobre ela, conseguiu fazer um curso de hotelaria no Centro Europeu, já veio com uma bagagem científica e está tendo um desempenho excepcional no Hotel Porto de Paz, na praia do Itaguaçú, aqui em São Francisco do Sul no estado de Santa Catarina, até hoje não recebeu qualquer crítica, pelo contrário, o número de amigos que nós fizemos neste primeiro ano de atividade no Hotel com a Márcia, demonstra o nível de capacidade dela. A mulher brasileira está se distinguindo em toda parte, na magistratura os grandes acordos que tem saído, acordos corajosos, tem sido de mulheres. A mulher na política, como Ideli Salvati, que derrotou as oligarquias, conheço a Ideli de Joinville, de lutas pela Constituinte, sei o vigor das idéias dela, por isso ela chegou ao Senado, então são exemplos de que a mulher brasileira é capaz de grandes gestos, grandes atos.

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Na sua opinião o Governador Luiz Henrique da Silveira do estado de Santa Catarina, fará um governo progressista ?
Carlos Adauto Vieira
Luiz Henrique tem uma característica que poucos observaram e eu observei porque sou amigo pessoal dele, sou compadre dele, tive a honra de batizar sua filha Márcia. O Luiz Henrique tem uma obstinação progressista, se ele disser que vai transformar uma vela numa lâmpada, pode esperar que a lâmpada vai aparecer, o Centreventos Cau Hansen de Joinville é um exemplo disso. O Festival de Dança foi um exemplo disso, ele disse: "O próximo Festival será lá no Centreventos", e assim foi. Ele não corre atrás dos recursos, ele sabe chamar os recursos, estivemos num almoço de idéias, presente estava então Presidente da TAM, o Comandante, no meio da conversa Luiz Henrique disse: "...e a TAM poderia patrocinar ..." O Comandante, pego de surpresa levantou-se, já sendo aplaudido e disse: "a TAM assume!" Ele tem essa capacidade, Luiz Henrique não corre atrás dos recursos, ele chama. Essas viagens que ele faz pelo mundo, fazem com que venha carregado de idéias, que ele implantou em Joinville, ele vem, traz para o Brasil, dá a coloração nacional a elas. Meu filho que é o Coordenador do IPUJ, mas morre de preocupação porque ele chega no gabinete e diz: "Marcelo você me projete isso...", depois fecha a porta e vai embora, o Marcelo tem que projetar e ele não quer nem saber. Todo mundo obedece a esse carisma dele, essa liderança que ele tem. No Governo do Estado ele está mudando, está fazendo uma revolução, está conseguindo principalmente o que era mais difícil, as vitórias políticas, está convencendo os adversários que eles devem ao Estado de Santa Catarina uma resposta positiva. Então eu acho que ele vai fazer um governo extraordináriamente positivo e progressista.
Dou outro exemplo, ele chamou o meu vizinho, o Dr. Arnaldo S'Thiago e disse: "Você vai ser o Administrador do Porto", o Arnaldo agradeceu, estendeu a mão para dizer obrigado, e ele falou: "Mas a sua tarefa não é só administrar o Porto, é fazer o Portal Turístico em São Francisco do Sul e uma marina com o Marcondes de Matos". E o Portal já está com o seu projeto em evolução, o Luiz Henrique quer que este ano tenha entrando em São Francisco do Sul pelo menos 20 navios de cruzeiro. Isso é idéia de mente progressista.

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Com isso São Francisco do Sul passa efetivamente a ser Rota do Turismo Nacional e Internacional ?
Carlos Adauto Vieira
Sem dúvida alguma, o Governador quer absolutamente isto e como eu disse pela obstinação dele, ele vai conseguir. Até mesmo porque ele tem que dar uma resposta para nós francisquenses, que lhes demos 12 mil votos no segundo turno e que lhe asseguraram a vitória, porque se esses votos fossem para o Amin, os 20 mil votos de diferença teriam sido insuficientes. Então ele nos deve também essa compensação e nós estamos cobrando dele, eu pessoalmente como amigo, compadre, tenho me dirigido a ele através de correspondência, apresentando as reivindicações de São Francisco do Sul, lembrando a ele que nós fizemos campanha, ganhamos as eleições e agora queremos as respostas positivas.

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Quais foram as suas impressões a respeito do Portal Net Babillons ?
Carlos Adauto Vieira
Eu fui surpreendido, freqüento muito a Internet e vi o Portal Net Babillons tão sofisticado, com vinhetas arabescas, para minha mais agradável surpresa era de Santa Catarina. Então eu tenho acompanhado, quando abro o notebook vou no meu e-mail e dali vou direto para o Portal; lá tem todas as novidades, negócios, notícias, entrevistas, área social, não preciso nem ir na banca da esquina para saber das novidades. Fico agradecido pelo convite para falar, não só de mim, mas de Santa Catarina e São Francisco do Sul que eu adotei como minha nova pátria.

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Seu conselho para o Universitário Brasileiro ?
Carlos Adauto Vieira
Eu acho que os universitários brasileiros foram duramente mutilados pela revolução de 1964, a revolução amputou as lideranças políticas que o Brasil teria advindas da universidade, ao tempo que eu fui universitário, nós vivíamos discutindo política, no melhor sentido da política, nós discutíamos a campanha do: O Petróleo é Nosso, Manifesto de Estocolmo, nós fomos para rua quando Getúlio Vargas se suicidou para evitar um golpe, fomos para rua quando Jânio Quadros renunciou para evitar outro golpe, nós apoiamos o Jango (João Goulart). Com tudo isso a revolução durante os seus 20 anos de chumbo, desistimulou os jovens universitários. Então o conselho que eu dou ao jovem universitário é que ele se interessasse muito mais por política nacional, não por política partidária, política no verdadeiro sentido da palavra, aquela política alta, elevada, nobre, que faz com que a gente se solidarize com seu semelhante, esse é o grande segredo para os universitários mandarem no país do amanhã.

São Francisco do Sul - SC, 3 de Março de 2003.

 

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