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Perfil

Alexandre Klein, nascido em Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul - Brasil, no dia 4 de dezembro de 1964, veio para Curitiba, no Estado do Paraná - Brasil aos 3 anos de idade. Alfabetizou-se aos 4 anos, aos 9 com forte tendência musical decide o seu instrumento preferido, oboé; daí em diante seguindo carreira. Alex é o filho mais novo dos 3 irmãos, seus pais Ruth Klein e José Felippe Klein incentivaram-no desde criança, um dos fatores que circunstanciaram esta carreira brilhante.
Alex Klein auto-determinado, perfeccionista, bem humorado, um otimista por natureza e um apaixonado por sua pátria, o Brasil.
A trajetória deste instrumentista especializado só foi coroada de êxito por sua persistência, tenacidade e dedicação.

Entrevista Exclusiva

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O Brasil, no que diz respeito à música instrumental definiu sua carreira ?
Alex Klein
O Brasil tem uma estabilidade muito grande na música, temos professores bons, temos orquestras boas, temos um público que admira e sabe, conhece a música erudita e todos os estilos de música. Cresci nesse ambiente, posso dizer que sim, o Brasil muito me ajudou a seguir a carreira instrumental.

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Como aconteceu a sua vinda de Porto Alegre para Curitiba, no estado do Paraná ?
Alex Klein
Eu tinha só 3 anos de idade, quando minha família mudou-se para Curitiba, meu pai trabalhava no Banco do Brasil em Porto Alegre-RS, chegou a hora dele assumir um cargo de chefia aqui em Curitiba, então nos mudamos para o Paraná.

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A música para o Alex veio na infância ou depois de adulto ?
Alex Klein
Veio na infância, comecei a estudar música quando tinha 9 anos. Antes disso quando tinha problemas na escola, discussão com outros alunos ou professores, meus pais conversavam com conselheiros da escola e eles diziam que seria bom eu estar nos esportes ou nas artes. Quando eu comecei a aprender música parece que encontrei minha alma irmã, eu fui melhor na escola, as matérias que eram as piores para mim, como história, de repente ficaram as melhores, até hoje sou gamado em história, geografia, ciências. Parece que tudo encontrou seu caminho, mas acho que, já desde criança tinha uma afinidade com alguma coisa que não sabia o que era e dos 9 anos para frente encontrei. Aos 11 anos decidi que era isso que eu faria profissionalmente, pelo resto de minha vida.

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A escolha pelo instrumento Oboé veio quando adulto ?
Alex Klein
Veio aos 9 anos, no Festival de Música de Curitiba, fui assistir um concerto com meus pais, eles me perguntaram: de todos esses instrumentos qual você vai gostar de estudar ? Eu apontei para o meio da orquestra e disse: é aquele ali ! Gostei muito do oboé porque é curiosa a maneira como ele tem uma abertura tão pequena para soprar o ar, mas sai um som tão grande, tão bonito. Chamou-me a atenção científicamente, como é que acontecia, eu podia imaginar alguém tocando violino e ver como se faz o som, alguém batendo a tecla do piano e ver como se faz o som, mesmo assobiando em uma garrafa como se estivesse tocando flauta dá para entender. O oboé sendo tão pequena a abertura e tendo um som tão diferente dos outros, da palheta dupla. Outra coisa que eu gostei é do oboé ser um instrumento único, não tem nada igual ou parecido com ele na orquestra, por exemplo, o violino é muito parecido com a viola, que é parecido com o celo, que é parecido com o contrabaixo e assim vai... o oboé e o fagote são os únicos instrumentos de palheta dupla, mas o fagote é realmente bem diferente do oboé, exerce uma função diferente na orquestra. Trompete, trompa, trombone e tuba, também são muito parecidos, só muda o tamanho, mas o que acontece fisicamente dentro do instrumento é muito parecido. O oboé me chamou a atenção, agora com as minhas crianças eu aprendi a levar isso em consideração para ver o que eles estão pedindo. Meu filho gosta de caratê, gosta de tocar celo, gosta de ciências, a minha filha gosta de animais, então imagino que ela goste de biologia, ela não é tanto para a música mas gostaria de aprender piano, eu vejo que ela dança muito bem, então por isso eu vou vendo que tipo de coisas vão servir para ajudar a criança a crescer de maneira mais natural possível. No meu caso o oboé parecia mais natural, eu tive sorte de ter pais que me deixaram tocar oboé, o instrumento que eu queria, apesar de ser tão diferente. Tem muitos brasileiros que nunca ouviram falar o que é um oboé, quando eu lhes pergunto, pensam que é algum instrumento africano de bateria.

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A Oficina de Música, em Curitiba-PR, o que tem significado em sua vida ?
Alex Klein
A Oficina de Música para mim é a grande oportunidade de devolver ao meu país e aos meus amigos daqui algo que está dentro do meu coração, não só a bela música. Muitos dos alunos que nós temos na Oficina de Música nunca serão músicos profissionais, alguns nem querem vir para estudar com profissionalismo, eles vem para participar e aprender coisas que vão ajudar a desenvolver seus outros talentos, ou aprender a atingir seus objetivos na vida e aprender a admirar as artes de maneira diferente. Então a Oficina de Música é uma maneira que eu posso desenvolver algo que um concerto, uma orquestra, nunca iria promover. Eu quero ajudar a melhorar a vida das pessoas pela arte da música, não só brasileiros, mas todos aqueles que estão dispostos a vir à Curitiba, para esse maravilhoso festival.

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Alex para o coração apaixonado, deste brasileiro que é você, como é morar em Chicago, nos EUA?
Alex Klein
O mundo pertence às pessoas que lá vivem, não acredito num mundo que tenha divisões entre curitibanos, gaúchos, americanos, alemães, o mundo é nosso. É uma pena que existam fronteiras, mas todas as vezes que olho o mapa mundi de verdade, é como olhar lá de cima, de um satélite, eu não vejo barreiras. Também não vejo os seres humanos como os donos deste mundo, é uma maravilha que nós temos a percepção que outros animais não tem, nós estamos aqui dividindo este planeta com eles, mas não há divisas. E assim como tem um brasileiro tocando na Orquestra de Chicago, eu garanto que há um americano trabalhando aqui no Brasil em alguma outra área, talvez mais americanos trabalhando aqui no Brasil, do que brasileiros nos Estados Unidos.

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Como você administra a saudade, um sentimento tão peculiar aos brasileiros?
Alex Klein
A saudade está no telefone, no e-mail, nas fotos, num vôo direto Chicago-São Paulo. Eu tenho notado isso de maneira bonita, que o brasileiro que vai para fora, nunca deixa de ser brasileiro. Agora eu vou para Paris para dar uns cursos, vou conversar com um brasileiro que está fora talvez uns 30 e poucos anos, pianista e ganhador de concursos internacionais, o Ricardo Castro, maravilhoso, com uma carreira muito bonita, mas ele é brasileiro, todo mundo que o conhece fala: ele é brasileiro. A maneira como a gente cresce, a cultura que entra no coração logo cedo, nunca sai.

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Quais são as imagens que volta e meia vem a sua mente de Curitiba, as primeiras imagens quando bate a saudade ?
Alex Klein
Eu tenho família aqui. Quando lembro, me bate a saudade das áreas verdes, não só de Curitiba, mas arredores, as serras, tudo que tem em volta de Curitiba. Também tenho muita saudade das raízes, da história, como que cresceu a cidade, como desenvolveu esse povo de hoje, eu gosto muito de sociologia, então fico tentando descobrir de onde que veio esse pessoal e como chegaram até aqui.

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Alex em Chicago outros brasileiros tem contato permanente consigo, lá existem colônias de brasileiros, como é seu convívio?
Alex Klein
Sou muito chegado com a comunidade brasileira, é bem pequena, perto do aeroporto. Este ano fizemos um carnaval, foi maravilhoso, estamos organizando festas a cada dois meses, cada mês vem um padre e reza uma missa em português, lá reune-se toda a comunidade e depois acontece uma festinha. O nosso próximo grande evento será uma festa junina que vamos fazer em junho. Mas a comunidade é pequena em Chicago, duvido que tenha mais de 50 mil brasileiros, parece muito, mas, espalhados pela região toda é pouco. Talvez 50 mil seja um número exagerado, não sei bem o número. O consulado é bem ativo, bem grande, visitei-o várias vezes, gosto de ir lá e ver quais são as novidades. Nós temos agora um supermercado brasileiro, temos uns dois restaurantes brasileiros, em Chicago. Esse pessoal que está organizando a comunidade em Melrose Park, a comunidade brasileira lá em Chicago, são muito queridos, são famílias; lá uma e meia da manhã as crianças estão correndo e ouvindo sambinha. Eu vejo naquelas famílias que ser brasileiro é muito importante; que estando longe mesmo na hora das crianças dormirem, eles querem que elas fiquem acordadas, aproveitem e sintam-se brasileiros. O som está correndo, tem guaraná rolando, quindim e todas as comidas brasileiras, que a gente associa aqui com carnaval e tudo.

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Alex, você está com quantos anos ?
Alex Klein
37.

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Nestes 37 anos de vida, qual foi o momento mais emocionante ?
Alex Klein
Eu acho que foi quando o meu primeiro filho nasceu, há 7 anos atrás, mudou minha vida, acompanhei a hora do parto, cortei o cordão umbilical, tenho em vídeo para provar, foi muita emoção, mudou minha vida. Todas as pessoas tem altos e baixos, todas tem situações boas ou ruins, mas o que mudou a minha vida foi o nascimento do Stephan.

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Você tem quantos filhos ?
Alex Klein
Tenho dois, o Stephan com 7 anos e a Annie com 4 anos.

 

 

 

Foto: GMG
Alex Klein ganhou na sua categoria o Prêmio do 44º Grammy Awards, em 2002. Há 17 anos vende a boa imagem do Brasil, nos Estados Unidos da América.

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E os pendores, as tendências musicais deles ?
Alex Klein
O Stephan toca celo muito bem, entende de música, sente a música. A Annie, gosta mais de dança, gosta de música também, mas tende a gostar de vários estilos de música, tudo que é som ela gosta. O Stephan tende a apreciar música mais calma, mesmo as músicas clássicas que eu já apresentei para ele, ele gosta por exemplo, de Serenata de Cordas de Dvorak, sempre gostou, porque ela é muito lírica e também de músicas populares quando a gente ouve. Lembro, uma vez, quando estávamos na Disney em Paris, andando naquele barco a vapor para imitar o Mississipi e estava tudo bonito, dava para ver os trens, as montanhas russas e toda aquela coisarada acontecendo e eu disse: Stephan o que você está pensando ? Ele disse: papai eu estou pensando que essa música é muito bonita. Estava tocando uma música com uma gaita harmônica, bem calma, tipo velho oeste, mais lenta. Então esse é o Stefan, gosta de música mais sensível, calma, apesar de que quando tem um sambinha, um rock tocando nas festas de aniversário da criançada ele vai lá dançar como todo mundo. Mas tem essas pequenas minúcias, nuances na personalidade das crianças, que eu adoro ver e explorar com eles.

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Qual o momento mais constrangedor de sua vida ?
Alex Klein
Eu nem sei, não penso muito sobre isto, porque em geral sou muito otimista. Mas tem várias vezes em que não consegui alcançar a minha expectativa. Estabeleci, desde cedo, padrões muito altos, para o que eu gosto de fazer, não gosto de fazer coisas mau feitas; eu posso fazer erros, com certeza faço erros, mas eu tenho que perceber que erros vão acontecer e se eles acontecem tudo bem. Mas quando eu não alcanço aquilo que eu deveria ter alcançado, não por causa de erro, mas por falta decisão, por falta de desempenho meu, de trabalho duro, aí eu acho que são os momentos mais constrangedores da minha vida.

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Qual o estilo que você segue musicalmente ?
Alex Klein
Toda música é igual, todos os estilos expressam alguma coisa. Eu gosto muito do erudito, ele tem uma profundidade que parece eterna. Por exemplo, a música popular requer que você compre hoje o último CD que está sendo lançado, mas daqui a alguns meses você vai querer comprar outro CD, porque aquele que você comprou não vai mais, ficou velho e aquelas músicas que você comprou há 5 anos atrás nem quer mais ouvir, porque não bate mais, a gente sempre tem que estar indo para o próximo. Isso é bom por um lado, pois renova o nosso amor pela música popular mais leve.
Muitas músicas populares acabam virando clássicos, 20 ou 30 anos depois a gente está cantando a mesma música; estas tem uma bagagem emocional muito grande, merecem ser clássicas. No caso da música erudita, a bagagem dura 100, 200, 300 anos, a música erudita não foi construída para ser passageira.

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No erudito, quem você citaria? Por quê?
Alex Klein
Bethowen, pois se estivesse vivo hoje estaria levantando placas junto às passeatas da Organização Mundial do Comércio, estaria em Porto Alegre com o movimento todo, porque ele era um ativista político, ele usava sua música para esse ativismo. Ele escreveu a sinfonia número 3, que chamou de "Heróica" para Napoleão, porque na época Napoleão estava demolindo o sistema de hierarquia humana, porque existia a aristocracia, daí o resto. Bethowen gostou tanto que para ele Napoleão era um salvador, estava dando as pessoas normais uma oportunidade de fazer alguma coisa de suas vidas. É claro que depois que Napoleão virou imperador e um aristocrata, Bethowen ficou extremamente arrependido, triste e desapontado com tudo isso. Mas hoje quando você ouve a sinfonia "Heróica" tem que pensar que tem uma mensagem ali, uma mensagem que é tão válida hoje quanto no século XIX, quando ele escreveu. A mensagem é que ainda existem lugares no mundo, que existem divisões desiguais de serem humanos, como eu falei antes das fronteiras, nós, seres humanos, temos o dever de eliminar essas fronteiras, pode não acontecer amanhã, pode não acontecer daqui a 100 anos, mas nós temos que trabalhar na direção de eliminar essas fronteiras, para que eu possa ir daqui até a África, até a Rússia, até os Estados Unidos sem um passaporte e ser recebido com a mesma dignidade por causa do meu DNA, eu sou um ser humano e mereço estar aqui. E Bethowen acreditava mais ou menos nisso, quando eu ouço a sinfonia dele eu me animo e penso: ele já sabia, essa mensagem é eterna, vamos continuar lutando até a gente conseguir.

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Na adolescência você imaginava chegar num momento profissional da sua vida e ser homenageado com o Grammy, o prêmio de maior importância no mundo da música?
Alex Klein
Não, eu queria fazer o melhor possível, ainda quero fazer o melhor possível . Eu espero que esta trajetoria continue e continue trabalhando e galgando degraus. O prêmio não é uma escala na minha vida, é uma circunstância, a vida continua, se recebo o prêmio "muito obrigado, estou honrado de recebê-lo", mas a vida continua e daqui para frente, caminhando com o prêmio. Esse Grammy vai me ajudar a abrir portas em muitos lugares porque, quando falo que ganhei o prêmio, as pessoas já dizem: "Ah! então vamos sentar aqui, que eu quero te mostrar um projeto". O importante é usar a importância do prêmio para fazer efeito no resto da vida; então na adolescência eu não tinha a mínima idéia de que tudo isto iria acontecer.

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Como é sua participação na Orquestra de Chicago e como foi ocorreu o prêmio?
Alex Klein
Eu sou membro da Orquestra de Chicago e fui convidado para gravar esse concerto para oboé, com música da orquestra do Richard Strauss, compositor alemão, foi uma das últimas obras dele, obra lindíssima. Gravamos em 1998, mas só foi lançado ano passado(2001), então concorreu ao Grammy desse último ano(2002). A nomeação saiu dia 4 de janeiro, estávamos prestes a abrir a Oficina de Música, em Curitiba e a premiação foi dia 27 de fevereiro de 2002.

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Quanto tempo você está em Chicago nos Estados Unidos ?
Alex Klein
Eu estou em Chicago há 7 anos e nos Estados Unidos fazem 17 anos.

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Tem momentos que você sente saudade da comida brasileira?
Alex Klein
Tenho saudade da comida brasileira, menos da carne, porque sou vegetariano.

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Um parâmetro entre o Brasil e os Estados Unidos?
Alex Klein
Sinto muita falta da filosofia de vida brasileira. É assustador porque o brasileiro está tão acostumado com o complexo de inferioridade: "tudo no Brasil não dá certo, é melhor lá fora". Quando fui para os Estados Unidos ainda me lembro da primeira hora, saindo do aeroporto de carro para onde ia ficar, naquela viagem, olhando para fora, eu não acreditei no que vi, eu pensava que esse país era perfeito, que tudo funcionava bem nos Estados Unidos, então comecei a ver que funcionava bem e o pessoal trabalha, mas que estava cheio de coisas que não deviam ser assim. Se parece muito com o Brasil, mas a atitude das pessoas de pensar positivo em vez de jogar tudo para cima e dizer: "Ah! é Brasil mesmo!", eu nunca vi em 17 anos, nenhum americano falar mal de seu país e dizer: "Esse país não dá certo, está tudo atrasado, o melhor mesmo é ir para a Inglaterra". Nunca vi um americano falar mal de seu país e isso eu reclamo do brasileiro, isso não é culpa do governo, o brasileiro gosta de colocar a culpa no governo, então olha para o espelho e bota a culpa em si mesmo. Pare de falar mal de seu país e vamos trabalhar, se a situação está difícil, vamos tentar melhorar. Não vamos falar mal do país; pode falar mal do governante, do político que você mesmo elegeu, porque isso não leva a nada, só tira e quebra aquele amor que temos entre nós. Mas apesar disso o brasileiro é muito querido, o brasileiro tem um amor pelas outras pessoas que não encontrei em nenhum outro lugar do mundo. As pessoas lá não entendem, o sentimento que eu vejo aqui entre famílias, entre pais e filhos, agora eu mesmo tendo filhos, vendo as dificuldades que eles tem, coisas em escolas, uma briga com outro menino. Agora comparo isso com a situação aqui no Brasil, é claro que briga em quintal, de escola sempre vai ter, mas é diferente, como o americano lida com isso e como o brasileiro lida. O americano lida de uma maneira institucionalizada, deu esse problema então vamos achar essa solução, já o brasileiro vem com amor e diz: vamos conversar. A mesma coisa acontece nas missões de paz do Brasil junto com as Nações Unidas, me contaram, por exemplo outros países quando eles chegam na Iugoslávia, ou em outro lugar, a primeira coisa que eles fazem é fincar a bandeira bem grande deles, cercam o perímetro, alí é o QG deles, tudo que chega ali perto tem que ser feito do jeito deles, é assim que funciona a Alemanha, os Estados Unidos e outros mais. E daí tem o campo brasileiro, se tem uma briga ali e o exército brasileiro pode dar uma ajuda, diz: "espera aí, vamos conversar, não fica tão bravo", o jeitinho muitas vezes é importante e só o Brasil tem jeitinho. É maneira de a gente apaziguar as coisas sem dizer que um está mais certo que o outro, dizer: vamos ter um pouco de paciência, de mais jogo de cintura, isso outros países não tem, essa filosofia brasileira eu sinto muita falta nos Estados Unidos. Às vezes se usa jeitinho para a corrupção, isso é errado, mas o jeitinho humano para ajudar as pessoas a se entenderam melhor, que maravilha!

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O que tem sido a Internet na sua vida, ela tem lhe ajudado, como você vê a internet no mundo ?
Alex Klein
A Internet é um anjo, adoro a Internet, não tenho tempo para ficar passeando e vendo os sites aqui e ali, geralmente é o que eu preciso e pronto. Muitas pessoas ficam uma ou duas horas vendo o que tem de novo, vendo notícias, cada um usa a Internet como quer. Mas é ótima a possibilidade de comunicação, troca de idéias, por e-mail ou sites na Internet, o mundo está dando uma reviravolta muito grande por causa disso.

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Portal NetBabillons, 22 de Março de 2002.

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Homenageado
Alex Klein
Oboísta da Orquestra Sinfônica de Chicago