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Homenageado
Edmundo Olivares
Escritor e Fotógrafo Artístico

Perfil

Edmundo Olivares Briones é um desses seres humanos que tem uma carga emocional sensível e consegue transformar palavras e imagens, em arte.
Fez da natureza um forte núcleo de criações e recriações concebendo uma técnica nova que busca nas texturas das sementes, cascas e folhas da flora formatando um novo gen-arte, a técnica é intitulada Geniflora, dela surgem imagens inimagináveis formando uma multiplicidade de flores, isto num aspecto plástico arquitetônico de arte composta.
Por outro lado motivado por uma de suas vocações naturais a literatura, especializou-se como pesquisador do Poeta Pablo Neruda. Suas obras são de grande importância literária.

Entrevista

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Você é natural de onde?
Edmundo Olivares
Sou de Santiago, capital do Chile.

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O Chile é conhecido internacionalmente como muito cultural, isso é verdade?
Edmundo Olivares
A primeira reflexão que aparece é a dos prêmios Nobel que o Chile conquistou, isso é interessante e um pouco singular dentro do contexto da América Latina. A Cultura Chilena se destaca por algumas grandes figuras conhecidas internacionalmente como o pintor Roberto Matta e Nemésio Antúnez, que são muito conhecidos. Apesar de ter uma cultura muito importante o Chile não é rico em grandes e numerosas figuras, mas todos nós temos muito orgulho dos poetas, dos nomes que conquistaram os prêmios Nobel, Gabriela Mistral em 1945 e Pablo Neruda em 1971, que são o ponto culminante da grande produção poética que se tem de muitos anos. Quem já teve acesso a números, são dezenas e dezenas de poetas como exemplo, Gonzalo Rojas, Nicanor Parra, Miguel Anteche, Raúl Zurita, Efrain Barquero, Delia Dominguez e outros. Além da literatura outros criadores de destaque são o Diretor de Cinema Raúl Ruiz e o músicos Alfredo Parl, Juan Pablo Izquierdo e Verônica Villarroel.

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No campo literário, o que lhe aproxima da figura célebre, do conhecido escritor Pablo Neruda?
Edmundo Olivares
É um caso de predileção, a coisa que mais me chamou a atenção foi encontrar o Canto Geral de Neruda e ver um livro de tão grande porte e tangido de uma vitalidade, uma exuberância de temas e tratado poéticamente. Eu fiquei realmente surpreendido e aí começou meu interesse por Neruda em ver o que havia, apesar de nesse momento ter sido uma aproximação interessada, mas não dedicada. A partir dos anos 60 comecei sistematicamente a pesquisar e colecionar livros, documentos relativos a sua vida, então em certo momento vi que tinha um acervo importante e meu projeto era fazer algo com esse material, um roteiro de cinema, uma grande projeção de idéias positivas usando a multimídia. Chegando a época do computador eu realmente entrei nos programas interativos de multimídia onde organizei muitos documentos e arquivos específicos relativos à obra.

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O Chile é um país singular, ele propõe em sua geografia essa inspiração especial aos intelectuais do país?
Edmundo Olivares
Primeiramente o Chile se considera uma ilha. É curioso porque a produção frutícola do Chile é muito importante para o mundo. Uma das coisas que ajuda a produção chilena a ser muito cobiçada no exterior é porque está protegida por montanhas naturais, ela tem o Oceano Pacífico de um lado e uma grande Cordilheira do outro. Então, tem toda um condição climatológica, um solo fértil e um cultivo frutícola muito grande nos dá uma condição de exportação muito importante.

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O fato do Chile produzir um dos melhores vinhos do Planeta, lhe dá orgulho?
Edmundo Olivares
Faz parte também do que significa a natureza e o solo do Chile, porque assim como existe na França regiões privilegiadas para a produção vinícola, no Chile isso também se dá, nossa condição favorável para produção de determinadas cepas de vinhos, com o conjunto da tecnologia, a dedicação humana para conseguir bons resultados. Nós temos uma produção vinícola e frutícola de primeiro mundo.

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Como iniciou sua carreira artística?
Edmundo Olivares
Eu comecei na fotografia aos 15 anos. Lembro perfeitamente meu pai com uma câmera de caixão, rudimentar, muito simples, o obturador era só uma plaquinha de metal que sai e entra. Quando saíram as primeiras fotos já descobri que era uma coisa que me agradava, me sintonizei com a câmera e as possibilidades. Passou um tempo muito grande em que eu somente fazia fotos e guardava, nem sequer as colocava no papel, olhava o negativo e dizia: "ah, muito bom!", ficava satisfeito com isso e só. Depois do laboratório branco e preto, veio o colorido e lógicamente passei a fazer as fotos em cor. Chegou um momento que as plantas, a natureza, as flores foram o que mais me chamou a atenção. Durante muitos anos, mais ou menos 4 ou 5 anos, fotografei flores em estado natural. Então descobri que essas fotos tem uma leitura muito rápida, em segundos você vê e já decifra. Depois já não me satisfizia mais em fotografar a flor, então inventei a técnica de renovar a flor. Em um artigo um crítico escreveu que eu era um "inventor de flores", só Deus inventa flores, então, eu disse que não. São momentos digitais que eu combino com outros e produzo um resultado diferente do que está direto na natureza. Ao fazer isso você se dá conta que está entrando em um mundo de texturas, cores e formas que cada um tem um código, como uma mistura de código genético que misturando uma a outra temos uma nova espécie. É uma investigação e ao mesmo tempo uma homenagem ao que significa a vitalidade da natureza.

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Para que você possa desenvolver essas obras, usa câmeras especiais?
Edmundo Olivares
Não, a parte Geniflora foi feita com uma técnica que eu desenvolvi, um pouco singular, nunca vi nada parecido. Não é uma coisa secreta, mas não tão simples, como um artista plástico que compõe um desenho, porém não uso pincel nem tintas, uso as folhas, as pétalas e sementes, os elementos da natureza e com ele componho uma figura da planta, onde estão os materiais organizados; esse processo da figura depois passa diretamente para a copiadora, para um papel fotográfico que se chama Papel Direto, que não usa negativo, é usado para transparências, para cromos. As cores que saem da projeção original passam diretamente para a condição do papel, aí ocorre que essa composição que faço com elementos vegetais que são delicados, uma vez que essa foto é feita eles são inutilizados, porque esse trabalho é único, existe só uma matriz e não é concebida outra. Toda essa técnica denominei Geniflora, é uma palavra nova que vem da gênese.

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Quantas exposições você já realizou em toda a sua carreira?
Edmundo Olivares
No Chile foram 7 exposições individuais; fiz também no Brasil, através de um contato de amizade que resultou em uma exposição em Florianópolis, no estado de Santa Catarina, foi a primeira fora do Chile, uma mostra coletiva. Nessa mostra uma Artista Plástica chamada Doraci Girulat promoveu um evento chamado Fotografia Sul Americana do Sul, o projeto era reunir a maior quantidade possível de fotógrafos do Cone Sul e concentrá-los em Florianópolis, na Sala da Alfândega e se conseguiu reunir um fotógrafo argentino, um uruguaio, um chileno que era eu, e 3 ou 4 brasileiros. Foi um evento que nunca vi se realizar no Chile, abrir uma conexão para a América Latina, parece que foi uma iniciativa única do Brasil.
Isso ajuda muito positivamente, tem grande repercussão, quando vejo um trabalho determinado, se me ilustra um pouco, se me faz interessar por uma coisa que não tinha visto é muito valioso. Me tocou ver jovens, crianças ter curiosidade por coisas que na natureza são pequenas e ali mostradas magnificamente. Ás vezes você vê, mas não percebe e a medida que se vai focalizando e aumentado a percepção vê-se que tem alguma coisa muito interessante, algo mais bonito. Depois que você vê essas imagens, então já não terá mais a mesma percepção que tinha antes, não serão mais os mesmos olhos.

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No Brasil você já fez quantas exposições?
Edmundo Olivares
No Brasil, no Estado de Santa Catarina foram 3 em Florianópolis, uma em Joinville, uma em São Francisco do Sul. Tiveram outras duas em São Paulo, no Centro Cultural e na Sala do SESC. São no total 6 exposições.

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Como surgiu a literatura em sua vida, foi com a fotografia ou bem depois?
Edmundo Olivares
É uma coisa curiosa, porque durante muito anos a fotografia primou porque haviam obras, havia produção, então a parte de escritor ficava em segundo plano e ainda não me achava com maturidade, só me considerava Fotógrafo. Mas chegou um momento em que a coisa se inverteu, veio a Literatura, eu tinha e tenho, muito material guardado uma quantidade enorme de contos, de poemas, então chegou um momento que tive que dar um valor a esta atividade. Ajudou muito neste momento a necessidade que tinha de escrever sobre Neruda, tinha muito material e vi que devia escrever. Então com isso nos últimos anos em fotografia fiz pouca coisa, tenho sim, muito material guardado, estou agora pensando em um novo ciclo fotográfico, mas devo continuar escrevendo. Estou publicando agora quatro livros, uma novela, um livro de poemas e dois ensaios sobre Pablo Neruda. Estou fazendo em trechos da vida de Neruda, em períodos: sobre a Espanha, a Guerra Civil, o Canto General entre os anos 40 e 50; nesse período Neruda visitou pela primeira vez o Brasil, ficou apaixonado pelo país, conquistou vários amigos como Vinícius de Morais, Jorge Amado, Thiago de Melo, Manoel Bandeira, e dedicou poemas lindíssimos ao Brasil e a suas memórias.

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Podemos hoje então considerá-lo uma autoridade em Pablo Neruda?
Edmundo Olivares
Não é realmente o qualificativo, sou um estudioso de Pablo Neruda. O arquivo que fui construindo sobre Pablo Neruda é realmente muito importante. Na última viagem antes de sair do Brasil, fui a São Paulo para investigar sobre a vinda de Neruda no Brasil, quando Prestes era livre há muitos anos, houve um grande evento coletivo no Pacaembú, Neruda era Senador da República. Ele dedicou a Prestes um poema e parece que há mais coisas relacionadas a esse período. Dessa época ele estabeleceu vínculos para editar seu primeiro livro no Brasil, que foi prefaciado por Jorge Amado. Então esse vínculo que ele estabeleceu, se não me engano em 1945, assegurou um relacionamento com o Brasil para toda a vida.

Foto: GMG
Edmundo Olivares é um Artista polivalente além de se dedicar de corpo e alma a literatura, faz obras fotográficas artísticas.

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O que lhe atrai mais sobre o Brasil?
Edmundo Olivares
O Brasil para mim não é só um país, é um Continente, como todo o Continente está tangido de tanta coisa formosa e que me desperta muita fascinação, gostaria de conhecer todo o Brasil; a Bahia é uma parte que me interessa muito. O Brasil atrai muito os chilenos porque tem uma boa música, um bom futebol e a literatura brasileira, que é a literatura de um Continente, onde há impressões das mais variadas naturezas que são diferentes: no nordeste, no sul e em outras regiões. Há coisas tradicionais que transcendem o Brasil e são universais, é uma pena que não haja mais traduções para o espanhol da literatura brasileira; foi uma coisa que me surpreendeu quando cheguei ao Brasil pela primeira vez, foi a diversidade e a vitalidade da literatura.

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Cite uma grande cantora chilena?
Edmundo Olivares
Acredito que a que vai durar para sempre é Violeta Parros. Violeta não somente como intérprete, mas como compositora; são coisas que já são definitivas, que fazem parte do patrimônio cultural do Chile. Suas composições são poemas musicalizados.

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Cite um grande escritor brasileiro?
Edmundo Olivares
Para mim Jorge Amado é um grande nome, não pela quantidade de obras, mais sim pela diversidade. É impossível não conhecê-lo ao conhecer o Brasil.
Uma coisa muito interessante para mim, foi a primeira vez que vim ao Brasil por razões familiares, para uma visita rápida. Fui ao Rio de Janeiro, depois a São Paulo e vi que não poderia ser somente um turista, então quando voltei comecei a estudar no Centro de Estudos Brasileiros a língua portuguesa. Depois de um certo tempo comecei a ler muita literatura brasileira, José de Alencar, Raquel de Queirós, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos, muitos autores, essa coisa regional muito forte. Li muita literatura brasileira por muito tempo e creio que conheço o suficiente, mas não o bastante para palpar essa diversidade e essa vitalidade que tem todos esses trabalhos.

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Sua preferências nas bebidas?
Edmundo Olivares
Para nós chilenos, o vinho tinto chileno seco é o melhor. Uma coisa se provou sobre Neruda é que ele brincava carinhosamente com seus amigos, porque ele ia a qualquer parte do mundo, fosse em Paris, na Rússia e pedia vinho chileno. Na Espanha ele tomava outros vinhos e dizia que melhor era o vinho chileno. Um dia colocaram vinho chileno em uma garrafa de vinho francês e perguntaram o que ele tinha achado, ele disse: "O chileno é melhor !", e na verdade era chileno.

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Na gastronomia quais são seus pratos preferidos?
Edmundo Olivares
Em geral pescados, frutos do mar. No Brasil encontrei coisas maravilhosas. No Chile tem uma variedade de pescados e de mariscos que são muito bons, os europeus apreciam muito. Para você encontrar a corvina chilena é difícil, no mercado local, porque é muito exportada, assim como o marisco.

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Como aconteceu a Internet na sua vida?
Edmundo Olivares
Quando a computação se massificou no Chile eu fui uns dos primeiros a comprar um computador. Na época era uma caixa pequena, preto e branco, isso me deu a oportunidade de fazer algo com meu arquivo Nerudiano, encontrei um programa de multimídia que me deu o ensejo de colocar não somente os textos, mas as imagens, os sons, isso em 1988. Então comecei a estruturar um programa que agora é bastante amplo, que é o Hiper Guia Nerudiano, é um trabalho multimídia interativo dedicado a vida e obra de Neruda. Primeiro aparece um mapa onde você vai circular com temas, o amor, a política, a diplomacia, as viagens, o Prêmio Nobel, a juventude, os amigos. Nesses capítulos tem imagens, muitas fotos, textos, comentários meus, muitas poesias de Neruda. Por exemplo quando fala de amor, aparecem poemas, as primeiras mulheres com quem Neruda se relacionou afetuosamente, o matrimônio. Tem um capítulo chamado Neruda e o Brasil, lá aparece o livro de Vinícius de Morais que dedicou a Neruda, conta de suas memórias com Jorge Amado e Zélia Gattai; cada informação específica se encontra com facilidade.

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Cite uma Artista Brasileira?
Edmundo Olivares
Para mim é Lair Leoni Bernardoni, é a representante da vitalidade artística do Brasil e é a Embaixadora Cultural do Chile no Brasil. Porque ela é uma grande promotora com sua campanha, sua divulgação, seu carinho, ela fala com tanto entusiasmo, como falou na Espanha. Ela é uma promotora do Chile e sua cultura no Brasil.

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Quais foram as suas impressões ao entrar no Portal Net Babillons?
Edmundo Olivares
Foi Lair Leoni Bernardoni que me disse para conhecer e que havia uma galeria, mas o que me surpreendeu foi a estrutura, muito diferente dos outros Portais, havia alguma coisa que convidava entrar e todo o desenvolvimento temático e o design. Está atraente e muito bem elaborado.

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Temos no Portal um canal chamado Canal Universitário, gostaríamos que você pudesse passar uma mensagem para os universitários chilenos e os universitários brasileiros que daqui a pouco serão profissionais?
Edmundo Olivares
Para esses jovens vou dizer uma coisa que vi aqui no Brasil, no Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul-SC, no evento Travessia Cultural Entre Dois Mares, está se trabalhando na composição de uma grande maquete da cidade para a comemoração dos 500 anos de São Francisco do Sul; então me encontrei com dois estudantes que estão para se formar em arquitetura, dois rapazes que tinham um interesse e uma intensidade naquilo que queriam, incrível! Vi que ali havia a grande força renovadora e sobretudo que pode recuperar as coisas que estão se perdendo, a obra deles é recompor a memória de São Francisco do Sul, o patrimônio perdido. É uma gente muito realista, que não está friamente pensando em lucro, que não deixa que a globalização demolir o básico da cultura orgânica da cidade, que é única, que não pode ser igual a outra. Os indivíduos são diferentes, as pessoas são diferente, as cidades são diferentes, você cresce em virtude de seus filhos e seus filhos tem o dever de preservar.

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O que você acha que falta no universitário em geral?
Edmundo Olivares
Não estou muito interado desse problema, mas pelo que percebo por informações gerais é que há uma competição para lograr uma situação material, certo que as universidades tem que ser bem equipadas, mas há uma tendência em achar que se deve crescer para cobrar mais. Isso cria um mercado de trabalho, uma fabricação de profissionais. A universidade tem que ser diversa e ampla. Não podemos nos concentrar em construir universidades que são fábricas de diplomas como se fosse o passaporte para a situação econômica e somente para isso. Fabricando profissionais a universidade está condenada a ser um núcleo muito fechado e pouco democrático.
Enquanto o que falta é cultura, desenvolvimento, observação e pesquisa.

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Fale da inter-relação do Brasil e o Chile?
Edmundo Olivares
Penso que está num bom caminho, mas o que falta é a imprensa, os meios de comunicação, que são um fator muito importante, porque na medida que estamos conscientes que existe uma amizade Latino -americana. Penso que há uma cultura muito grande oficialmente estabelecida para que haja a abertura no Brasil da língua espanhola, isso é um grande passo. Isso está agora com muito mais força, lá fora também é compartilhado por outros países de língua castelhana para conhecer a língua portuguesa brasileira. Dessa maneira podemos ter um conhecimento mais profundo da cultura deste grande país, mas também falta iniciativa de fomento. Por outra lado é necessário uma divulgação, de alguma editora com capital misto, da Argentina, do Chile, da Colômbia, com um programa de comunicação binacional, em que se fale castelhano e português com boas traduções, isso é uma coisa que efetivaria mais essa inter-relação.

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Um represente do Chile, além de Neruda?
Edmundo Olivares
Eu diria que as músicas de Violeta Parra estão e estarão sempre vivas em muitos países do mundo. Ela é a autora de "Gracias a la Vida", "Volver a los 17", "Casamiento de Negros", e de muitos outros temas que grandes artistas de outros países, como Mercedes Soza, Susana Rinaldi, Nanna Moskouri tem interpretado.
Se for o caso de falar somente em poesía e música, acredito que os tres maiores créditos que tem Chile no exterior são Pablo Neruda, Gabriela Mistral e Violeta Parra.

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Gostaria de fazer mais alguma observação sobre o Brasil e o Chile?
Edmundo Olivares
O sentimento que eu tenho quando venho ao Brasil, que já é a sétima ou oitava vez, sempre penso isso, como ser mais permanentemente amigo. Não seria possível que todos os chilenos viessem ao Brasil e vice-versa. Mas permanecer esse fluxo permanente através dos meses, dos anos, fazendo com que essa proximidade seja fortalecida criando fatores que envolvam o Brasil e o Chile culturalmente. Que haja uma celebração continua dessa amizade através da área cultural, que é a mais aproximadora de todas.
Não posso esquecer das tele-novelas, o Chile está viciado nas novelas brasileiras.

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Portal NetBabillons, 21 de Novembro de 2002.

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