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Roberto Pascoal
Empreendedor Social e Humanitário

Perfil

Roberto Pascoal, um Jovem Empreendedor Social e Humanitário, determinado, autêntico e cheio de vontade de agir, de trabalhar em prol de causas sociais em comunidades de extrema carência.
Foi através da Educação que Pascoal como é carinhosamente chamado, enxergou oportunidades para ajudar crianças e adolescentes que vivem na extrema miséria, oportunidade essa que é dada a quem se beneficia através dos Projetos desenvolvidos pela OMUNGA.
A Grife Social OMUNGA é uma instituição sem fins lucrativos fundada por Pascoal, onde através de doações e das vendas de seus produtos, como as Camisetas dos Projetos, são arrecadados subsídios para investir em Projetos Educacionais para essas crianças carentes pelo Brasil e Mundo. Sim, Pascoal com a ajuda de voluntários e colaboração de muitas pessoas que acreditam na melhoria da vida através da educação, já conseguiu levar Bibliotecas para Comunidades do Sertão Nordestino e agora segue com o projeto em desenvolvimento para a África, onde crianças de Angola e Moçambique também receberão Bibliotecas completamente equipadas e cheias de informação.
Pascoal avisa que o próximo Projeto, ainda em estudo, será para beneficiar crianças de comunidades isoladas da Amazônia.
E, quando falamos de educação, falamos de esperança de um mundo bem melhor!!!

Entrevista

Foto: GMGA Apresentadora do Portal NetBabillons, Ghy Lopes entrevista o Empreendedor Social e Humanitário, Roberto Pascoal, vestidos com a camiseta do Projeto "Livros para África".


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Qual é o trabalho de um Empreendedor Social e Humanitário?
Roberto Pascoal

Acredito que Empreendedor Social e Humanitário ocorre quando as pessoas utilizam competências que com frequência são usadas, principalmente, na iniciativa privada, para resolverem problemas sociais que o poder público não consegue resolver.

Foto: GMG Roberto Pascoal é o Fundador da Grife Social OMUNGA, que através da venda de seus produtos e doações arrecadadas, gera subsídios para investir em Projetos na área de Educação para crianças e adolescentes carentes.

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Como nasceu a OMUNGA?
Roberto Pascoal

Ela foi oficializada em 2013, é uma organização estabelecida como pessoa jurídica sem fins lucrativos, com sede em Joinville (SC), onde arrecada fundos, recursos materiais e capta voluntários para projetos educacionais. O objetivo geral é alavancar recursos para construir bibliotecas e capacitar educadores para formação de leitores em regiões de carência extrema.

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Qual seu significado de OMUNGA?
Roberto Pascoal

OMUNGA é uma expressão do dialeto africano “umbundo” que significa união, unidade, conjunto. E como a idéia nasceu em Angola, resolvi que seria adequado ter um nome africano.

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Como e onde é a atuação da OMUNGA?
Roberto Pascoal

A Grife Social OMUNGA tem o propósito de ser um meio de mobilização e articulação da sociedade, a fim de criar melhores condições de educação para crianças e adolescentes que vivem em regiões de extrema vulnerabilidade social no Brasil e no Mundo, estimulando a compaixão e a ação prática da consciência social.

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Como e quando você decidiu abraçar essa causa e mudar completamente sua área profissional?
Roberto Pascoal

Foi a partir de 2009. Após trabalhar durante anos na área da comunicação, resolvi fazer algo com um novo significado, mas ainda não tinha a idéia 100% construída. Ela foi sendo lapidada nos anos que passei no eixo Brasil-Angola. Até que em 2013, fundei formalmente a Grife Social OMUNGA.

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Por que a escolha de agir na educação e não na saúde, na moradia (habitação), por exemplo?
Roberto Pascoal

Creio que por vocação, já que meus pais e pessoas próximas a nossa família são educadores, mas sobretudo, porque a educação é a única maneira de mudar o mundo. E em países, principalmente em países de extrema vulnerabilidade social, também é uma ferramenta muito importante para combater doenças, mortalidade infantil, desemprego, gerar desenvolvimento e salvar vidas.

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Nas suas andanças por diversas Comunidades no Brasil e na África como você avalia a Educação dessas crianças, qual é a situação que se apresenta? Do que elas precisam?
Roberto Pascoal

A situação é muito diferente do que vemos no sudeste e sul do Brasil. As problemáticas são outras, como a formação de professores, acesso as escolas por viverem em regiões isoladas, estrutura das escolas, nutrição, preconceito étnico, línguas tradicionais não compreendidas por muitos professores, tudo isso torna a educação muito sensível e pouco resolutiva. Para se ter idéia, no mundo, 250 milhões de crianças não sabem ler, escrever ou fazer as operações básicas de matemática, 130 milhões das quais, estão na escola.

Foto: GMGE quando o Humanitário, Roberto Pascoal conta do carinho e gratidão que recebe das crianças e adolescentes beneficiados pelos Projetos, é pura alegria e emoção.

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Quais os Projetos já desenvolvidos pela OMUNGA e quantas crianças já foram atendidas?
Roberto Pascoal
O primeiro Projeto da Grife Social OMUNGA foi no Sertão do Piauí com a construção e instalação de duas bibliotecas: uma na comunidade de Serrinha, do município de Betânia do Piauí e outra no povoado de Baixio dos Belos, no município de Curral Novo, beneficiando mais de 800 crianças e adolescentes.
(Valor total arrecadado: R$ 157.328,00 – site: http://escolasdosertao.com.br/transparencia_/
E agora, “Livros para África” (Angola e Moçambique), previsto para inaugurar outras duas bibliotecas no segundo semestre de 2014.

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No Brasil a OMUNGA tem um mapeamento das regiões mais precárias?
Roberto Pascoal

Sim, usamos indicadores como o IBGE, UNESCO, UNICEF, entre outras pesquisas para monitorar nossos próximos passos, como por exemplo, as cidades de Atalaia do Norte, Pauini e Envira, que, possivelmente, serão o próximo foco no Brasil, por meio de um Projeto na Amazônia.

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No Projeto Escolas do Sertão, como aconteceu a escolha pelas comunidades do Sertão do Piauí?
Roberto Pascoal
Também por meio de indicadores, mas também indicações de pessoas que atuavam em áreas de extrema vulnerabilidade no Sertão do Brasil.

Foto: GMGRoberto Pascoal, conta que para se ter um trabalho social e humanitário sério é preciso fazer um levantamento e mapeamento das regiões mais precárias, que no caso são muitas dentro do Brasil e fora, tudo é questão de prioridade mediante indicadores.

Foto: GMG
Roberto Pascoal, um Brasileiro que leva esperança através da educação para crianças e adolescentes que vivem na extrema miséria, agindo em comunidades no Brasil e no Mundo.

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Como aconteceu a escolha pelo Continente Africano para desenvolver o Projeto “Livros para África”?
Roberto Pascoal

Na África estão os países mais pobres do mundo e com os piores indicadores de educação e com base nesses indicadores, relações com agentes locais que acabam sendo corresponsáveis pela execução e continuidade do projeto e o fato de ser o segundo projeto da Grife Social OMUNGA e o primeiro fora do Brasil, serem países de língua portuguesa com fortes relações históricas, comerciais, diplomáticas e culturais, também influenciaram a escolha.

Abaixo alguns dados sobre Angola:
População de Angola: 19 milhões de habitantes, sendo 59,1% na zona urbana (2011)
População de Luanda: 5,5 milhões (2010)
IDH: 148º posição de 186 países, considerado baixo – PNDU/ONU.
Expectativa de vida: 52 anos.
Taxa de Mortalidade Infantil (até cinco anos): 8ª. maior do mundo, 161/1000 por ano, o que representa 116 mil mortes todos os anos.
Índice de Analfabetismo em Angola: 67,42% (2010) - 142º do mundo.
Média de ano de escolaridade: 4,7.
Número de crianças em idade escolar: 8.801,5.
% de abandono escolar no ensino primário: 68%.
Taxa de fecundidade: 5,3 crianças por mulher (2005-2015)
Local onde será construída a biblioteca: anexo a Escola São Marcos no Bairro Capolo 2, periferia de Luanda, capital de Angola.
Número de alunos: 1.527.
Número de salas de aulas: 13.
Média de alunos por sala de aula: entre 45 e 50 alunos.

Alguns dados sobre Moçambique:
População de Moçambique: 20,6 milhões (2012).
População de Boroma: 9166 (2007).
IDH: 185º posição de 186 países, considerado baixo – PNDU/ONU.
Expectativa de vida: 52,8 anos (2012).
Taxa de Mortalidade Infantil (até cinco anos): 170/1000.
Índice de Analfabetismo em Moçambique: 54%.
Média de ano de escolaridade: 1,2.
Número de crianças e adolescentes em idade escolar (até 18 anos): 10 milhões.
% de abandono escolar no ensino primário: 64%.
Taxa de fecundidade: 4,8.
Local onde será construída a biblioteca: anexo a Escola Completa de Boroma, povoado de Changara, distrito de Boroma, ao norte de Moçambique.
Número de alunos: 1.576.
Número de salas de aulas: 9
Média de alunos por sala de aula: entre 35 e 40 alunos.

Foto: GMGSaindo do território brasileiro e mostrando que a vontade de agir e ajudar não tem fronteiras, a Apresentadora Ghy Lopes quis saber todos os detalhes de como o Humanitário, Roberto Pascoal foi recebido na África pelos seus líderes.

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Como a OMUNGA foi recebida na África, sendo de outro País/Continente e agindo em defesa das crianças africanas?
Roberto Pascoal

Nosso trabalho ainda está começando. Não fomos tão expostos ainda. Mas até agora, com muita boa receptividade, mas também, com muito critério, pois, querendo ou não, somos agentes externos querendo interferir em realidades que não são nossas. Mas, respeitando as caraterísticas de cada região, estamos avançando muito bem!

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As crianças dessas Comunidades atendidas já são alfabetizadas ou a OMUNGA também trabalha nesse sentido?
Roberto Pascoal
As crianças já são alfabetizadas, o que iremos fazer é potencializar a educação delas, por meio das bibliotecas e capacitação de professores.

Foto: GMGQuando perguntado pela Apresentadora, Ghy Lopes sobre os projetos futuros, Roberto Pascoal diz que o trabalho da OMUNGA é agir uma vez no Brasil e uma vez em outro País, portanto após concluído o Projeto na África, todos os esforços serão para uma comunidade isolada na Amazônia e para tudo isso é necessário muita pesquisa, estudo e planejamento.

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De onde vem o subsídio, a verba para fazer os investimentos nos Projetos da OMUNGA?
Roberto Pascoal
Os subsídios vem da venda de nossos produtos e de doações de ONG’s, empresas e governo em função de nossos trabalhos de articulação com os devidos pares da sociedade.

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Qual o procedimento para quem quiser colaborar com os Projetos de Educação da OMUNGA?
Roberto Pascoal
Acessarem nosso Site www.omunga.com para conhecerem as causas e também nossa Fanpage www.facebook.com/agir.omunga. O primeiro passo, sem dúvida é a compra de camisetas e a multiplicação de nossos projetos. Depois, caso a caso, conferimos habilidades, competências para adequarmos as nossas necessidades.

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Qual a próxima Região Brasileira onde a OMUNGA estará trabalhando?
Roberto Pascoal
Amazônia, mas ainda estamos em estudo!

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Cite 03 Pessoas que desenvolvem um excelente trabalho, ou já fizeram, em prol das causas sociais e que são dignas de sua Homenagem?
Roberto Pascoal
Viviane Senna, fantástico trabalho para impulsionar a educação por meio da capacitação de educadores.
Luis Salvatore, do Instituto Brasil Solidário, com trabalho muito semelhante ao nosso, mas com quase 15 anos de experiência, aprendo muito com ele.
John Wood, fundador da ONG Room to Rean, que, inclusive, é minha fonte de inspiração.

Foto: GMGRoberto Pascoal explica as principais formas de ajudar os Projetos em andamento, através da compra das camisetas personalizadas do Projeto que vem em uma caixa acompanhada de um lindo livro de história infantil.
Acesse: www.omunga.com e ajude você também!.

Contato com Roberto Pascoal:
Email: unidade@omunga.com

 

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Portal NetBabillons, 29 de Abril de 2014.


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