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Bienal Internacional de Dança Chega à 5ª Edição

Dança e Globalização é o tema da V Bienal Internacional de Dança do Ceará que, pela primeira vez, terá a participação de coreógrafos e bailarinos da África e Argentina na programação artística internacional. Isto demonstra a vontade política de estabelecer novos fluxos e rotas de intercâmbio cultural, investindo na aproximação de artistas do eixo sul-sul, mais especificamente da América do Sul e África, como reação à tradicional hegemonia dos países do norte na circulação de suas produções artísticas, em especial na dança contemporânea.
Augusto Cuvilas (Moçambique), Faustin Linyekula (República Democrática do Congo) e Cia. Contenido Bruto (Argentina) são grupos e artistas que, além do Ceará, também vão marcar presença no Panorama Rio Dança, de 28 de outubro a 6 de novembro. Assim como eles, estarão pela primeira vez em Fortaleza: Rita Quaglia (Itália), Mark Tompkins e Jennifer Lacey (Estados Unidos), Rick Seabra e Andréa Jabor (Rio de Janeiro), Gustavo e Roberto Ramos (São Paulo).
A Curadoria mantém a opção pelos trabalhos que priorizam a pesquisa e experimentação. Por isso, a programação contará, também, com obras de vanguarda, como as performances do africano Steven Cohen e a instalação de novas mídias Caixa Preta proposta pelo professor universitário ítalo-francês Armando Menicacci e elaborada por artistas cearenses, que será lançada na V Bienal Internacional de Dança do Ceará.
Outra novidade são as três co-produções reunindo artistas de vários continentes, elaboradas especialmente na V Bienal Internacional de Dança do Ceará. Em curso desde junho, Cover está sendo desenvolvido com a participação dos bailarinos do Ceará Fauller e Carlos Antônio dos Santos e do mineiro Wagner Schwartz, sob direção do coreógrafo e bailarino francês Rachid Ouramdane, da Association Fin Novembre. O espetáculo, que tem como tema identidade e mestiçagem, terá estréia internacional em Fortaleza, seguindo para turnê na Europa. É resultado de três residências ministradas por Rachid na capital cearense desde a participação da Fin Novembre na Bienal de 2003.
Também de volta ao Ceará, o suíço Gilles Jobin propõe um novo projeto com bailarinos africanos, cearenses e suíços. Swiss Tales parte de contos e mitos da Suíça que irão se mesclar ao imaginário folclórico dos bailarinos. O espetáculo será apresentado ao ar livre, sendo adequado para espaços centrais de Fortaleza, da periferia e de cidades do interior, como Sobral (segunda maior cidade cearense), Paracuru e Quixadá, que já confirmaram participação no roteiro de interiorização da dança na V Bienal. Já o francês Allain Buffard (Prêmio da Crítica Paris 2005), vai montar Mauvais Genre, com bailarinos franceses e cearenses
A V Bienal Internacional de Dança do Ceará é uma promoção do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult) e Aliança Francesa, numa realização do Theatro José de Alencar e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com apoio da Associação Francesa de Ações Artísticas (AFFA), Ministério das Relações Exteriores da França e Fundação Suíça para a Cultura (Pro-Helvetia
Inclusão e Formação: princípios norteadores - O ano de 2003 foi o primeiro em que a Bienal Internacional de Dança do Ceará trouxe como proposta a democratização do acesso aos espetáculos locais, nacionais e internacionais de sua programação. De sete dias, passou a 13 e levou as companhias para diversas cidades do interior, bem como bairros da periferia de Fortaleza.
Este ano a proposta será mantida, com o objetivo de dar continuidade à formação de platéia para a dança cênica. Motivo, inclusive, da volta de Gilles Jobin, Allain Buffard, Régine Chopinot e da Association Fin Novembre ao festival. A idéia é que o público observe novos trabalhos dos mesmos artistas e possa avaliar com mais profundidade a linha artística de cada um.
A função formativa é um dos traços marcantes da Bienal Internacional de Dança do Ceará, que vem ganhando cada vez mais consistência e importância, com ações que se mantêm entre um festival e outro. O evento torna-se assim um veículo agenciador de informações, encontros, intercâmbios, colaborações, parcerias, discussões e articulações, reverberando para além de sua demarcação temporal.
Além de tudo, tem se mostrado importante meio de visibilidade e inclusão profissional, já que artistas locais têm a oportunidade de participar de co-produções, de serem contratados por companhias estrangeiras, de aprofundar seus conhecimentos artísticos e até de circular com seus espetáculos em outros festivais.
Nos passos da Bienal - Criada em 1997 pela necessidade de ampliar o cenário da dança contemporânea no Ceará, a Bienal Internacional de Dança do Ceará desencadeou uma série de conquistas no Estado. Uma delas foi a implantação do Colégio de Dança do Ceará, que trouxe formação gratuita para bailarinos, coreógrafos e professores por um período de quatro anos. Desde então, vários artistas cearenses passaram a freqüentar a lista de nomes contemplados por editais, programas e eventos na área de dança, tais como o Itaú Cultural Rumos Dança, o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, a Bolsa Vitae, a Caravana Funarte, o Dança Brasil, o Fora do Eixo, a Bienal Internacional de Dança de Santos, entre outros. Seus espetáculos ocupam ainda uma boa parcela da programação da Bienal
Além de uma significativa contribuição para o aperfeiçoamento técnico e artístico dos profissionais da dança cearense, o Colégio de Dança colaborou ainda para o surgimento de um novo perfil de artista-cidadão da dança, muito mais engajado e capaz de se articular e mobilizar coletivamente para reivindicar e propor políticas públicas para a dança.
Fonte: Governo do Estado do Ceará
14/10/2005


 

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