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Desfile do Dois de Julho Vira Bem Imaterial do Estado

A tradicional festa em homenagem ao Dois de Julho, reverenciada pelos baianos, passa a ser agora Bem Imaterial do Estado. O Cortejo do Dois de Julho, que homenageia a luta pela Independência da Bahia, foi registrado hoje (26), às 11h30, no Livro de Registro de Bens Imateriais do Estado, assegurando oficialmente a tradição da festa cívica. A solenidade aconteceu na sede do Conselho Estadual de Cultura (CEC), no anexo do Palácio da Aclamação, em sessão presidida pelo secretário da Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, com a participação do diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), Júlio Braga e da presidente do CEC, Eulâmpia Reiber.
A conselheira Adriana Castro, autora da indicação para o registro do desfile, ressaltou a importância do Dois de Julho lembrando ser o desfile a representação da primeira grande manifestação popular brasileira. O historiador Luís Henrique Dias Tavares enfatizou que a festa é a única manifestação do Brasil que lembra a separação do País de Portugal. Ele disse que a data relembra “uma guerra sangrenta, que reuniu baianos, cearenses e sergipanos. Sem ela, a Independência do Brasil não seria consolidada”, concluiu.
Ainda durante a solenidade, foram assinados convênios de cooperação técnica entre o CEC e a Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia e o Ipac, visando a integração da Biblioteca Alves Ribeiro, situada no Palácio da Aclamação, ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, formado por cinco bibliotecas em Salvador e duas no interior, além da Biblioteca do Centro de Memória da Bahia (especializada em História) e da Biblioteca Francisco Vicente Vianna, no Arquivo Público da Bahia.
Um dos convênios permite a integração da Galeria do CEC, localizada no Palácio da Aclamação, à estrutura de programação do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). “A iniciativa vai valorizar e ampliar ainda mais o acervo da galeria, com a implantação de uma programação diversificada, incluindo exposições temporárias, lançamentos literários e a realização de eventos similares aos que já são realizados pelo MAM”, explicou Heitor Reis, curador do novo espaço.
Ampliação
A Biblioteca Alves Ribeiro passará por uma reorganização e ampliação do seu acervo e do seu espaço antes de ser reaberta ao público. Situada no Palácio da Aclamação (Campo Grande), com um acervo de dois mil títulos, a biblioteca era de uso exclusivo dos membros e servidores do Conselho de Cultura. Antes de ser aberto ao público, o espaço passará por uma reorganização e pela ampliação do acervo em cerca mais dois mil exemplares.
Segundo o secretário Paulo Gaudenzi, ao transferir a biblioteca para a Fundação Pedro Calmon, o governo do Estado permite que a mesma receba um tratamento técnico, por profissionais especializados, com melhor utilização do seu espaço e acervo.
O diretor-geral da fundação, Claudius Portugal, disse que esta será uma biblioteca especializada, diferente das bibliotecas escolares. Seu acervo contará com livros escritos por membros do Conselho de Cultura da Bahia e publicações do governo do Estado. “Se existe um sistema criado para administrar todas as bibliotecas públicas, é lógico que todas sejam incorporadas ao sistema, mas sem perder o vínculo com sua instituição de origem”, afirmou.
Uma das inovações, será a incorporação da biblioteca ao Sistema de Automação e Informatização de Acervos, que disponibiliza os acervos das bibliotecas públicas para consulta via internet.
A Fundação Pedro Calmon prevê, para os próximos meses, a incorporação de mais uma unidade ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas: o Memorial Rebouças, na cidade de Mutuípe. Hoje o sistema assessora e coordena tecnicamente 308 bibliotecas municipais em todo o estado.
Fonte: Agecom - Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado da Bahia
26/06/2006

 

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