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Abertura

Museu Oscar Niemeyer completa 3 anos com título de pólo cultural

Depois de ter vencido o desafio de se integrar ao circuito nacional e internacional das grandes exposições em tempo recorde, o Museu Oscar Niemeyer completa neste sábado (8) três anos de funcionamento, com o título de principal pólo de difusão de arte no Sul do País. Com agenda completa para 2006 e com a confirmação da vinda da mostra internacional “Eternos Tesouros do Japão”, prevista para agosto, o museu é, pela sua própria arquitetura, uma obra de arte que se transforma em atração - o principal ponto turístico da cidade.
Foi no dia 8 de julho de 2003, o dia em que o Museu abriu suas portas com um novo nome, de um dos maiores gênios da arquitetura no mundo - Oscar Niemeyer, e mostrou como a Itália olhou para a América do Sul na arte nos anos novecentos ao inaugurar a exposição italiana “Novecento Sudamericano”. Em tempo recorde foi a vinda da exposição e em tempo único foram trazidas outras exposições de grande porte internacionais que exigem um ou dois anos de agendamento antecipado para entrarem na programação dos museus.
O Museu Oscar Niemeyer venceu este desafio e trouxe obras de mestres e artistas referenciais consagrados na história, como Cícero Dias, Guignard, Nelson Leiner, Brennand, Di Cavalcanti, Pancetti, Rembrandt, Picasso, Marcel Duchamp, Max Ernst, Lichtenstein, Nam June Paik e dezenas de outros que já foram exibidas em suas salas expositivas. Somados aos artistas que desenvolveram suas produções no Paraná como Franco Giglio, Helena Wong, Bruno Lechowski, Estanislau Traple, Guido Viaro, Miguel Bakun, apresentados na série Artistas Paranaenses.
O crescente reconhecimento do Museu tem sido creditado não só à apresentação de mostras de inquestionável qualidade artística, mas também pelas parcerias com instituições e museus nacionais e internacionais consolidados. A mostra “Farnese –Objetos”, apresentada no ano passado, entre julho e outubro, foi premiada pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como a melhor exposição de 2005. Em 2004, a ABCA elegeu como a melhor exposição do ano “Sonhando de Olhos Abertos. O Dadaísmo e o Surrealismo na Coleção de Vera e Arturo Schwartz”, com abertura da temporada brasileira em Curitiba.
A expectativa da presidente do Museu Oscar Niemeyer, Maristela Requião, é a de ampliar, em 2006, os resultados positivos obtidos nos últimos anos. “A vinda dos “Eternos Tesouros do Japão” representa mais uma conquista, mais um reconhecimento do Museu. É um acervo dificílimo de sair porque, como o nome da mostra diz, é muito valioso e faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Fuji, de Tóquio, um dos mais conhecidos no Japão”.
Já trabalhando na programação do calendário de 07/08, Maristela Requião pondera que “a estrutura técnica disponível e o generoso espaço expositivo do Museu Oscar Niemeyer permite trazer a Curitiba grandes e importantes mostras de acervos brasileiros e internacionais”. O Museu dispõe de mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva, o que o coloca como um dos maiores museus em área na América Latina.
Aceitação - A abertura do Museu Oscar Nimeyer para a crítica de arte e professora universitária, Adalice Araujo, foi fundamental ao Paraná, que agora já recebe exposições de caráter nacional e internacional. “O museu está cumprindo com sua função. Tornou-se um centro de referência em todo o estado. O Olho é um ícone”, afirmou. A professora ainda disse que este espaço para as exposições é único. “É um museu com cara de museu pela arquitetura arrojada e principalmente porque oferece a possibilidade de visitar diferentes mostras num mesmo lugar”.
O pesquisador em arte paranaense e professor universitário, Artur Freitas, que assina o tablóide cultural “Jornal Preto no Branco” e o site “A Fonte”, pondera alguns pontos entre positivos e negativos do Museu. “Mais positivos”, garante, e concorda que o paranaense tem agora a possibilidade de visitar grandes exposições. “O Museu Oscar Niemeyer veio ampliar a possibilidade de visitarmos exposições como a de Rembrandt, Tomie Ohtake, Fluxus, que antes eram restritas a São Paulo e Rio ou fora do país”, concorda. Quanto a aspectos negativos pondera sobre a necessidade de se implantar um setor de pesquisa, como outros grandes museus possuem e que acredita já esteja em projeto, porém, lamenta a falta de participação da comunidade local envolvida com artes na programação do museu.
Programação de qualidade e melhoria na infra-estrutura
Ao lado de uma programação de peso, também estão sendo empreendidos esforços para a melhoria e a ampliação na estrutura física e museográfica. Em dezembro de 2004, foram inauguradas três novas salas expositivas, instaladas na torre do Olho. Elas são destinadas exclusivamente para a exposição de fotografias e integram a Torre da Fotografia. No mesmo ano, foi concluída a montagem da Reserva Técnica, local onde estão guardadas as obras do acervo. A montagem do espaço físico teve início em outubro de 2004. Essa primeira estapa da ampliação prosseguiu com a abertura da loja do Museu, em 17 de fevereiro de 2005.
Outra obra de grande interesse para a estrutura física do prédio, prevista no projeto original, está sendo concluída neste primeiro semestre de 2006. Está na fase de conclusão a construção de uma saída de emergência das principais salas expositivas -localizadas no primeiro andar do Prédio Principal- e a rampa que permitirá o acesso ao exterior em caso de necessidade. Atualmente, também estão em andamento os trabalhos para a instalação do Laboratório de Conservação e Restauro, entre outras melhorias internas, como a instalação de novas placas de sinalização interna e externa para orientação ao público. Enquanto que o acervo, gradativamente, está sendo ampliado com novas aquisições. Obras dos artistas plásticos brasileiros Amélia Toledo, Emanoel Araújo, Francisco Brennand, José Rufino, Nelson Leirner e de Tomie Ohtake estão entre as peças adquiridas em doação.
Público não-pagante representou 50% do total em 2005
O reconhecimento do Museu Oscar Niemeyer como pólo cultural tem sido traduzido pelo público beneficiado pelas franquias oferecidas. Em 2005, o público não-pagante representou cerca de 50% do total, que somou no ano aproximadamente 130 mil visitantes. Convertidos em números, em torno de 52 mil pessoas visitaram as exposições sem efetuar qualquer pagamento. Um crescimento da ordem de 60% em relação ao mesmo período de 2004, quando cerca de 22 mil pessoas entraram gratuitamente.
Em alguns meses, esse número chega a ultrapassar o público pagante, como ocorreu nos meses de agosto e novembro. Em agosto a cortesia beneficiou 6.154 visitantes, contra 3.225 do público pagante e em novembro o público não-pagante somou 15.799 pessoas contra 108 pagantes. Esses números, que não incluem a meia-entrada de estudantes, refletem a política cultural adotada pela presidente do Museu, Maristela Requião, a qual entende que o acesso à arte e a cultura também deve ser democrático. “Para que possamos promover a democratização da Cultura, é necessário facilitar e permitir o acesso de todos os segmentos da sociedade. Somente assim poderemos almejar uma boa formação para as gerações futuras.”
De terça a sexta-feira, os estudantes do ensino público médio e fundamental são responsáveis pela maior parte dos visitantes não-pagantes ao qual a instituição concede a gratuidade. A franquia aos grupos de estudantes e outros beneficiados pela cortesia só é concedida com agendamento prévio. Os grupos de estudantes são organizados principalmente pelas instituições da rede pública municipal e estadual. O agendamento de grupos aumenta significativamente no período escolar.
Os menores de 12 e os maiores de 60 anos, grupos organizados por entidades filantrópicas e de assistência ao idoso e os portadores de necessidades especiais compõem a fatia do público que tem franquia prevista. Isto sem computar os convidados para as aberturas das exposições, que somam em média mil pessoas em cada vernissage.
Perseguindo a meta de promover a difusão da Educação e da Cultura para o maior número de pessoas possível, a presidente do Museu , Maristela Requião, implantou ainda um programa complementar às franquias. O objetivo é o de permitir também o acesso de famílias e trabalhadores de baixa-renda. Com o apoio do Governo do Paraná, foi criado o Programa de Popularização do Museu, o qual prevê a franquia para todos os visitantes no primeiro domingo de cada mês. O programa foi implantado em abril de 2004.
Serviço:
Onde: Museu Oscar Niemeyer
Endereço: Rua Marechal Hermes, 999
Centro Cívico – CEP: 80530-230
Telefone: (41) 3350-4400
Horário : de terça a domingo, das 10h às 18h
Preços: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes identificados
(Crianças de até 12 anos, maiores de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas, do ensino médio e fundamental, agendados não pagam)
Solicitação de agendamento entre em no site na pasta Ação Educativa, em Agendamento
www.museuoscarniemeyer.org.br
Fonte: Governo do Estado do Paraná
07/07/2006


 

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