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Programação do Municipal terá ópera inédita e clássicos

A primeira produção do segundo semestre no Theatro Municipal será uma versão inédita do balé "O lago dos cisnes", da russa Yelena Pankova, que se consagrou como primeira bailarina do Kyrov. O espetáculo estréia no dia 8. Haverá uma homenagem aos bailarinos Aldo Lotufo e Bertha Rosanova, os primeiros a encenar o balé no Municipal, em 1959. A bailarina Cecília Kerche também será homenageada por ser considerada uma das maiores intérpretes de "O lago dos cisnes" em todo o mundo.
O balé original tem quatro atos, baseado na versão francesa de um conto de fadas alemão, com música do compositor russo Piotr Ilyich Tchaikovsky. A primeira coreografia foi feita por Julius Reisinger, mas foi a segunda versão, de Marius Petipa (atos I e III) e Lev Ivanov (atos II e IV), que tornou o balé célebre no mundo todo e um dos mais conhecidos. A estréia da primeira versão foi em Moscou em 4 de maio de 1877, no Teatro Bolshoi. A segunda versão estreou em 27 de janeiro de 1895, no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo.
No ano em que o corpo de baile do Municipal comemora 70 anos, grandes bailarinos estão sendo homenageados a cada temporada de balé. O bailarino Tiago Soares, revelação do Theatro Municipal e hoje primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres, será o príncipe Siegfried dessa versão de "O lago dos cisnes".
A programação do segundo semestre de 2006 foi apresentada hoje pela presidente do Theatro, Helena Severo, que se mostrou entusiasmada com a montagem da ópera “O cientista”, que encerrará a temporada.
Em homenagem aos 250 anos do nascimento de Mozart, o Theatro apresentará, em outubro, a ópera “A flauta mágica”, uma das obras mais conhecidas do compositor austríaco. De acordo com o maestro Silvio Barbato, o sucesso dessa ópera se dá pelo fato de atingir um público de todas as idades.
- Desde o mais jovem até os de cabeça branca vibram com esse espetáculo - brinca o maestro.
Ainda em outubro, Silvio Barbato regerá a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal no Concerto de Ópera de Wagner. As récitas serão nos dias 27 e 29. Para de novembro, a programação fica novamente por conta do corpo de baile com o balé "Onegin", com coreografia de John Cranko e música de Tchaikovski. De acordo com o diretor de balé, Marcelo Misailidis, a primeira bailarina do Theatro, Ana Botafogo, que está licenciada, deve dançar nessa temporada.
Para Helena Severo, "Onegin" e "A criação", o primeiro balé apresentado pelo Municipal em 2006, são montagens que não podem faltar no repertório da companhia do teatro.
- Somos a principal companhia de balé clássico do país. Remontar espetáculos como esses é nossa obrigação - diz Helena Severo.
Para fechar a temporada 2006 do Theatro Municipal, uma ópera inédita, composta pelo maestro Silvio Barbato, vai falar sobre a vida e a obra de Oswaldo Cruz. "O cientista" tem estréia prevista para 8 de dezembro e vai ser dirigida por Eduardo Álvares, diretor artístico do teatro.
É a primeira vez que o Municipal encomenda uma ópera e, para isso, conta com o patrocínio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e da Fundação Oswaldo Cruz. Barbato nunca compôs uma ópera desse porte, mas garante que está muito à vontade.
- O palco do Municipal é a minha casa. Conheço cada detalhe. Estou escrevendo para uma orquestra e para um coro que conheço como ninguém - garante.
Helena Severo espera que o segundo semestre repita o sucesso de público do começo do ano.
- Para isso existem os projetos Domingo no Municipal e Escolas. Eles servem para democratizar, cada vez mais, o acesso ao Theatro Municipal- diz a presidente.
O Projeto Domingo no Municipal existe desde 2004 e já levou 13 mil pessoas ao Theatro. Sempre aos domingos, às 11h, os espetáculos apresentam o mesmo nível das récitas habituais e as entradas custam apenas R$ 1. Para o Projeto Escola, crianças de escolas públicas são levadas para assistir a uma récita da temporada.
- Essa é uma forma de renovar o público de ópera, balé e música clássica. As crianças adoram e se comportam muito bem - atesta Barbato.
Helena Severo fez questão de enfatizar que o Theatro Municipal é uma instituição pública e, por isso, uma das maiores características de sua gestão como presidente da instituição foi justamente colocar em prática projetos que democratizassem o acesso do público em geral.
Fonte: Governo do Estado do Rio de Janeiro.
24/08/2006

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