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Exposições no Metrô homenageiam Escritores

“Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores”, definiu-se a escritora Cora Coralina em seu poema. A trajetória de vida da escritora goiana, seu caminho bibliográfico, fotos e trechos de contos e poemas estão distribuídos em painéis dispostos na estação Paraíso do Metrô. Além de Cora, há exposição de outros três escritores consagrados, até o dia 30. Machado de Assis está na estação Vila Madalena, Mario Quintana, na Vila das Belezas, e Ignácio de Loyola Brandão, Santa Cecília.
Cada exposição traz pelo menos 15 painéis dos homenageados contando as suas histórias de vida. As mostras integram a série Escritores Brasileiros, do projeto Embarque na Leitura, que completa três anos neste mês. Do escritor carioca Joaquim Maria Machado de Assis (21 de junho de 1839 – 29 de setembro de 1908), um dos mais importantes nomes da literatura brasileira e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), há trechos dos romances Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Ambos foram parar nas telas de cinema.
O primeiro relata a história do casal Bentinho e Capitu vista pelo olhar do marido. O destaque é a dúvida sobre a existência de adultério da esposa. É um dos livros brasileiros mais traduzidos e alguns especialistas o chamam de Otelo brasileiro. O outro, uma das obras mais populares do autor é narrada pelo defunto Brás Cubas. Ele escreve a própria biografia a partir do túmulo. As memórias são narradas com humor e ironia, estilo presente em quase todos os seus textos.
Quintana, Loyola e Cora
A história do jornalista, tradutor e poeta gaúcho Mario Quintana (30 de julho de 1906 – 5 de maio de 1994) se desdobra pelos inúmeros trechos de suas poesias. Autor dos versos O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família e Sonhar é acordar-se para dentro, é chamado de poeta das coisas simples. Seu estilo marcado pela ironia também comparece em seu poema mais conhecido: Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho/Eles passarão./Eu passarinho!. Trabalhou como jornalista quase toda a vida e traduziu grandes nomes da literatura mundial.
O conjunto de fotos é o principal atrativo da exposição sobre o escritor e jornalista paulista Ignácio de Loyola Brandão (31 de julho de 1936). Há imagens de sua juventude, das principais redações de jornais onde trabalhou e de capas de suas publicações. Há ainda trechos de suas crônicas publicadas em jornais. Seu romance Zero, publicado inicialmente em italiano, foi proibido pela censura brasileira em 1975, e liberado somente quatro anos depois.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto (20 de agosto de 1889 – 10 de abril de 1985) escrevia com o pseudônimo de Cora Coralina porque naquela época moça prendada não escrevia. Cursou apenas as primeiras letras. Aos 14 anos escrevia contos e poemas. Tragédia na Roça foi sua primeira publicação. A espontaneidade, o cotidiano, as tradições, os costumes e as festas religiosas dos goianos estão retratados em seus escritos. Mãe de seis filhos, além de escrever fazia doces cristalizados para vender. Suas palavras rever, escrever e assinar os autos do Passado antes que o Tempo passe tudo ao raso estão registradas na mostra. (Claudeci Martins)
Fonte: Governo do Estado de São Paulo
26/09/2007


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