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Exposição em homenagem a brasileiros negros abre Semana da Consciência Negra

Exposições de painéis com fotos de brasileiros negros que se destacaram em suas áreas de atuação marcam, em São Paulo e em outras 15 cidades paulistas, o início das comemorações do Dia da Consciência Negra (20 de novembro). A data foi formalmente incluída como data nacional no calendário escolar pela lei 10.639, sancionada em 9 de janeiro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As exposições foram montadas numa iniciativa conjunta das secretarias de cultura estadual e dos municípios. Os organizadores da campanha escolheram 20 personagens históricos, cujos rostos estarão em painéis a serem afixados em 20 edifícios públicos e privados da capital.
Entre eles, o Mercado Municipal, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Museu da Língua Portuguesa, o Museu Paulista (ex-Ipiranga), a Sala São Paulo, a Biblioteca Municipal Mário de Andrade, o Teatro Municipal e campi da Faculdade de Tecnologia (Fatec). Haverá também exposição de painéis em 20 unidades do Centro Educacional Unificado (CEU), em 11 pontos de atendimento do Poupatempo e em 20 terminais de ônibus.
Os mesmos painéis serão montados em 15 das 43 cidades paulistas que adotaram o Dia da Consciência Negra como feriado comemorativo local: Araraquara, Campinas, Caraguatatuba, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Itu, Jaguariúna, Limeira, Mauá, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Caetano do Sul e Sorocaba.
Os homenageados são: André Rebouças (engenheiro), Carlos Gomes (compositor), Carolina de Jesus (escritora), Castro Alves (poeta), Chiquinha Gonzaga (compositora), Clara Nunes (cantora), Cruz e Souza (poeta), Geraldo Filme (compositor), Gonçalves Dias (poeta), Leônidas da Silva (futebolista), José do Patrocínio (jornalista), Juliano Moreira (psiquiatra), Lima Barreto (escritor), Luiz Gama (advogado), Machado de Assis (escritor), Mário de Andrade (escritor), Milton Santos (geógrafo), Nilo Peçanha (ex-presidente da República), Teodoro Sampaio (engenheiro) e Virgínia Leone Bicudo (psiquiatra).
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura paulistana, os painéis estão adequados às normas da Lei Cidade Limpa e autorizados pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana, órgão da Secretaria Municipal de Habitação. A campanha foi orçada em cerca de R$ 1 milhão, segundo a assessoria de imprensa do governo do estado. A exposição ao ar livre ficará na cidade até o final do mês.
O Dia da Consciência Negra tornou-se feriado na capital paulista em 2004. A data homenageia Zumbi, um dos maiores símbolos da resistência negra no país e um dos líderes do quilombo dos Palmares – comunidade de escravos fugidos localizada na Serra da Barriga, em Alagoas. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1665.
Para Maria Aparecida de Laia, da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (Cone) da Prefeitura de São Paulo, a adoção da data como feriado fortalece o debate sobre a inclusão do negro na sociedade. "A comunidade [negra] escolheu esta data, onde ocorreu a morte de Zumbi, como uma data importante para ela celebrar não só esta questão da morte do Zumbi, mas também para chamar a atenção e refletir sobre a situação do negro neste país", destacou.
Estão previstas muitas atividades culturais na capital, entre elas uma mostra de cinema negro na Cinemateca Brasileira e concertos musicais com pianistas e artistas populares como Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara, Fabiana Cozza, Leci Brandão, Martinho da Vila, MV Bill, Rappin'Hood, Seu Jorge e Thaíde. Haverá também um ato ecumênico afro-brasileiro (Missa Conga) na Catedral da Sé e uma marcha dos movimentos sociais que sairá do vão do Masp, na avenida Paulista (centro de São Paulo), e seguirá até a Assembléia Legislativa, no Ibirapuera (zona sul da capital).(Renato Brandão )
Fonte: Agência Brasil.
14/11/2007

 

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