Fale conosco, e-mail, telefone e endereço.
Abertura

Ministra do Turismo recebe Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro

A ministra do Turismo Marta Suplicy, e o ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, receberam, na Ordem Grã-Cruz, ao lado de desembargadores, artistas e outras personalidades, a Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro, concedida pela Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (Afrobras). A comenda foi criada para agraciar pessoas que contribuíram direta ou indiretamente com os valores do respeito à diferença, tolerância e igualdade de oportunidades e para a elevação moral, social e inserção socioeconômica, cultural e educacional dos negros brasileiros. A honraria foi entregue, hoje à noite, pelo presidente da Afrobras e reitor da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares, José Vicente, na Unipalmares.
“Essa medalha tem um significado enorme. Significa que juntos, temos trabalhado pela inclusão do negro na sociedade. E, juntos, vamos continuar trabalhando por uma sociedade cada vez mais justa”, declarou a ministra logo depois de receber a condecoração. A indicação de Marta Suplicy para receber a medalha foi um reconhecimento à sua decisão de, à frente da prefeitura de São Paulo, sancionar a lei, de autoria da vereadora Claudete Alves, que instituiu o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no município. A vereadora também foi uma das agraciadas com a medalha no grau de Grã-Cruz.
O ministro Edson Santos também expressou seu orgulho ao receber a medalha da Afrobras. Recordou que a abolição da escravatura foi o culminar de um processo de insubordinação. “A história mostra que o 13 de maio foi um grande momento democrático e civilista. Foi uma grande luta política no Congresso Nacional, entre abolicionistas e escravagistas que debateram durante dias”. disse o ministro. Mas a abolição não foi completa, como ficou demonstrado no momento histórico seguinte. “O negro saiu da senzala para a favela”, ressaltou o ministro, ao explicar que recuperou esse processo para lembrar que o Estado tem a obrigação de dar mais a quem tem menos por uma questão de justiça.
O ministro defendeu também as ações afirmativas, como a política de cotas e a concessão de terras aos quilombolas. “O Brasil precisa resgatar a dívida que tem com a população negra”, afirmou Edson Santos.
A ministra Marta Suplicy citou que, há 40 anos, nos Estados Unidos, os primeiros estudantes cotistas puderam ter acesso ao ensino universitário. Destacou que desse processo de inclusão, hoje, a sociedade norte-americana conta com um postulante negro à Presidência da República. Reforçou o sentido e a importância da educação nesse exemplo. “A primeira coisa que temos que ter é a educação. É o trabalho que percebemos aqui na Unipalmares. Esperamos (no processo brasileiro) que também possamos contar, um dia, com um candidato negro à Presidência e, mais que isso, que ele possa ser eleito presidente”, disse a ministra. Ela destacou que, no Brasil, há pouco mais de seis anos foi eleito um metalúrgico para a Presidência da República. “Até então era algo inimaginável ter um homem do povo no comando da nossa nação. Se analisarmos bem, um homem tão excluído pela pobreza quanto pela baixa escolaridade, dentre tantos fatores que, de modo muito triste, ainda se abatem sobre uma grande parte da população negra”, afirmou Marta Suplicy.
A ministra ressalta que, hoje, há uma capacidade inigualável de “forjar e concretizar” uma democracia na sua mais ampla expressão. “Alcançamos um patamar em que 46% dos brasileiros estão na classe média. Sabemos, porém, que ainda temos sérios problemas com a pobreza e de que de cada três pobres, dois são negros”.
O desemprego é maior entre a população negra, comparativamente à branca. Em geral, os negros têm ocupações de pior qualidade, com menor formalidade e proteção social. Para a redução da desigualdade, a ministra Marta Suplicy lembrou as ações do governo federal, como a criação da Seppir, a implantação do ProUni, que já beneficiou mais de 100 mil estudantes negros, e o apoio à política de cotas para as universidades.
A ministra falou também do trabalho realizado pela Afrobras, entidade mantenedora da Unipalmares, na promoção da democracia. “Esse trabalho grandioso garante ensino superior de qualidade aos afro-descendentes, fortalecendo a luta pela superação das desigualdades e preconceitos, mostra-se como exemplo de um trabalho essencial para um Brasil plural e verdadeiramente democrático”, destacou.
A outorga da medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro faz parte da programação da semana “Lazer e cultura nos 120 anos da Abolição da Escravatura”, promovida pela Afrobras e Unipalmares. Foram homenageados também os artistas Toni Tornado e Neuza Borges, a jornalista Maria Cristina Fernandes, o presidente do Serasa, Elcio Aníbal de Lucca, os desembargadores Otavio Augusto de Almeida Toledo e Erickson Gavazza, o diretor-executivo de Recursos Humanos do Banco HSBC, João Rached, e a médica Dulce Pereira, do Hospital das Clínicas.
Fonte: Ministério do Turismo.
12/05/2008

Página de aberturaÍndice de notícias.

Índice do Canal