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Abertura

Clássico dos Clássicos abre Festival de Dança de Joinville

O Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro sobe aos palcos do Centreventos Cau Hansen, na noite de 16 de julho, para encenar o clássico dos clássicos, O Lago dos Cisnes, e abrir oficialmente o 26º Festival de Dança de Joinville. Durante 11 dias – de 16 a 26 de julho – mais de 4,5 mil bailarinos de 18 Estados do país participam do maior festival de dança do mundo, apresentando cerca de 1,6 mil coreografias em mais de 170 horas de espetáculos. Na Noite de Gala, um dos momentos mais esperados pelo público, solistas do Teatro Bolshoi de Moscou interpretam a Grande Suíte Don Quixote ao lado de 100 alunos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, os formandos do ano de 2007, professores, ex-alunos que atuam em companhias do exterior e os bailarinos da Cia. Jovem ETBB. A extensa programação artística e didática do festival inclui Mostra Competitiva, Mostra de Dança Contemporânea, Meia Ponta, Palcos Abertos, Encontro das Ruas, Cursos, Oficinas, Seminários, Rua da Dança e Feira da Sapatilha, além de inúmeros eventos paralelos.
Para encenar o clássico de Tchaikovsky, na versão coreográfica de Yelena Pankova, entram em cena Cecília Kerche, uma das maiores intérpretes do Lago dos Cisnes, e Vitor Luiz, considerado umas das grandes revelações do balé nos últimos anos, como os principais solistas, seguidos por mais cerca de 70 bailarinos.
A montagem do Lago dos Cisnes que será apresentada em Joinville na abertura do Festival de Dança foi criada em 2006 pela bailarina russa Yelena Pankova e foi o terceiro clássico apresentado pelo Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no ano em que comemorou 70 anos de oficialização. Este trabalho foi o primeiro de Pankova como coreógrafa no Brasil e, segundo ela, há uma grande diferença no terceiro ato, com a unificação dos diversos tipos de dança apresentadas. É neste momento da peça que acontece o baile de aniversário do Príncipe, em que ele deve escolher uma esposa. Depois de dançar com as seis candidatas e com o pensamento em Odette, ele recusa a todas. O barão Von Rothbart chega com sua filha Odile, que por sua semelhança com Odette acaba atraindo os olhares do aniversariante. Este se apaixona imediatamente e declara seu amor e fidelidade à moça. Instantes mais tarde, o príncipe percebe que foi vítima de um plano malvado de Odile e seu pai, o feiticeiro que transformou as jovens em cisnes.
As princesas Odette e Odile são interpretadas pela mesma bailarina, a experiente Cecília Kerche. Seu nome constitui um dos expoentes mais notáveis surgidos no Ballet Latino-americano das últimas décadas. Brasileira, integra o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como bailarina principal e paralelamente tem sido convidada a se apresentar nos mais importantes festivais brasileiros e internacionais, como o do Teatro Colón, na Argentina, onde também dançou “O Quebra-Nozes” em comemoração ao centenário de falecimento de Tchaikovsky. A bailarina foi aclamada por Madame Makarova como a melhor intérprete de Odette/ Odile em “O Lago dos Cisnes”.
Para o papel do Príncipe Siegfried foi escolhido o bailarino Vitor Luiz, que estudou na mundialmente conceituada “The Royal Ballet Schooll”, em Londres. Pouco depois, integrou-se ao Birminghan Royal Ballet, dando então início à sua carreira profissional. Recentemente recebeu o título de Primeiro Bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde é apontado como um dos maiores destaques masculinos surgidos no Brasil nas últimas décadas. Em sua carreira internacional, a última apresentação foi o ballet A Bela Adormecida com o Connecticut Ballet em outubro de 2007.
A Companhia de Ballet do Theatro Municipal foi a primeira do continente americano a apresentar o Lago dos Cisnes na íntegra, em 1959. Bertha Rosanova e Aldo Lotufo foram os intérpretes naquela ocasião. A peça trágica termina com o pedido de perdão de Siegfried para Odette, que resolve se matar para fugir do destino cruel de viver eternamente como um cisne. O jovem apaixonado também se atira nas águas do lago, quebrando o poder de Rothbart. A paixão que ultrapassa a morte marca o final da peça.
Festival de novidades
A programação artística do Festival de Dança de Joinville está repleta de novidades. Na Mostra de Dança Contemporânea, companhias de vanguarda trazem propostas inovadoras para o palco do Teatro Juarez Machado. A Gaia – Dança Contemporânea extrapolam o espaço convencional, e apresenta o espetáculo Alice (adulto), com humor e irreverência, na pista de dança da Moom Art n´Music, uma casa noturna de Joinville. A mostra traz as companhias Luis Arrieta (SP), Riscas Cia. de Dança (Ribeirão Preto-RJ), Cia. Borelli (SP), Ney Moraes Grupo de Dança (Caxias do Sul-RS), Grupo Gaia Dança Contemporânea (Porto Alegre-RS) e MEIO Artistas Associados (BH-MG).
Os Palcos Abertos, espetáculos gratuitos apresentados em palcos montados em praças, empresas, hospitais, shoppings e pelos bairros da cidade,estão com 30% a mais de coreografias. Os palcos estão em bairros da periferia e da área rural da cidade, nos shoppings, fábricas e praças. Este ano, pela primeira vez será exibido um balé completo nos Palcos Abertos: Don Quixote, pela Cia do Rio de Janeiro. Para isso, a praça Nereu Ramos, no centro na cidade, se transformará em uma arena, com palco, cadeiras e tendas.
Voltado à cultura Hip Hop, o Encontro das Ruas, chega a 3ª edição ganhando mais abrangência e a presença de nomes como Marcelinho Back Spin, uma referência internacional em Dança de Rua. Além das batalhas de B-boys, haverá também duelos de Poping, Locking e Free Style. A programação didática também será enriquecida, com a realização de uma mesa-redonda sobre Grafite nas Artes e na Publicidade, oficina de DJs e workshops com os diversos estilos de Dança de Rua.
Na Mostra Competitiva, a inclusão das categorias solo, duo e trio no gênero Dança de Rua atende a uma solicitação antiga dos grupos e vai destacar a qualidade coreográfica já verificada nas apresentações em grupos. O prêmio para o “Coreógrafo Revelação” é uma viagem à bienal de Lyon, na França, em setembro, com tudo pago. Viaja também o premiado em 2007, Eduardo Fonseca de Menezes, do grupo Art & Dança, de Canoas (RS). Realizada em oito noites, a Mostra Competitiva reúne cerca de 130 grupos de vários estados e exterior e em sete gêneros: Balé Clássico de Repertório, Balé Clássico, Dança Contemporânea, Sapateado, Jazz, Dança de Rua e Danças Populares.
A Feira da Sapatilha, a maior do setor no País, está com novo layout e uma comunicação visual que confere a idéia de movimento e agilidade. Este ano, a área voltada para o conhecimento está ampliada, com uma programação de workshops gratuitos dos expositores. Um desfile de modas também vai agitar a Feira, apresentando lançamentos nacionais de marcas voltadas para o mundo da dança. Apresentações com Tecido Acrobático, Dança de Rua também prometem movimentar a feira, que é o ponto de encontro dos bailarinos no festival.
Em 2008 também serão oferecidos 39 Cursos e Oficinas, distribuídas em 57 turmas. No total são quase 2 mil vagas. Também serão oferecidos seis workshops coreográficos, gratuitos, com os grupos selecionados para a Mostra de Dança Contemporânea, destinados a jovens coreógrafos participantes do Festival. Ente as novidades está a Oficina Mix, uma oficina que será realizada durante todo o festival e encerrará com um espetáculo montado pelos alunos dia 25, no Teatro Juarez Machado. Outros destaques são os cursos de Prevenção a Lesões e Redação Crítica de Dança.
O programa Dança Comunidade, que envolve adolescentes de famílias de baixa renda e de projetos sociais de Joinville, foi ampliado. Este ano, vai abranger um grupo de 40 alunos de Dança de Rua, de programas sociais coordenados pela Secretaria Municipal de Assistência Social e atividades com 240 alunos da rede municipal de ensino que participam do programa Dançando na Escola, da Secretaria Municipal de Educação. Além disso contará com dois fóruns voltados para profissionais que trabalham diretamente com este público.
Os Seminários de Dança, um evento que envolve o universo acadêmico da dança, este ano aborda “Técnicas de Dança” e abre espaço para a prática, ao lado da teoria. As discussões da edição passada resultaram em um livro, que está sendo lançado este ano.
Outra novidade é a Rua da Dança, um espaço de lazer, na praça da Estação Ferroviária de Joinville, aulas abertas dança de salão, performances de sapateado, dança de rua e danças populares, além de recreação para a garotada. Tudo de graça. (Maria Cristina Dias)
Festival de Dança de Joinville
09/07/2008

 

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