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Abertura

Alberto Goldman abre o 7º Congresso Brasileiro de Jornais

O discurso do governador em exercício Alberto Goldman marcou a abertura da 7ª edição do Congresso Brasileiro de Jornais, na noite desta segunda-feira, 18, em um hotel na zona sul da capital. Com o tema “O Brasil e a indústria jornalística em 2020”, os congressistas discutirão durante dois dias a reconstrução do jornal para a era digital, Lei de Imprensa, os desafios das empresas jornalísticas, cenários para a relação de trabalho, entre outros.
“Não tem nada mais importante para a vida democrática de um país do que a Liberdade de Imprensa. Neste congresso serão colocados os temas reais da Liberdade de Imprensa, do que significa isso e como é que se chega a liberdade que todos nós queremos. Nem todos nós temos a mesma visão do que ela significa”, analisou o governador em exercício Alberto Goldman. “Isso é o processo democrático pelo qual nós tantos lutamos. Espero que essa discussão se aprofunde para que possamos avançar”, completou.
Promovido pela Associação Nacional dos Jornais, o congresso é aberto num momento em que o mais recente levantamento do Projeto Inter-Meios, principal referência do mercado brasileiro, mostrou que no primeiro trimestre de 2008 os investimentos publicitários nos jornais cresceram 23,72%, numa comparação com o mesmo período do ano passado.
A participação dos jornais no bolo publicitário também subiu em 2007, ultrapassando os 16%, o que significou faturamento superior a R$ 3 bilhões. Segundo a ANJ, o mercado editorial brasileiro conta com três mil jornais. Pelo menos 25% deles são diários. A circulação supera oito milhões de exemplares.
O ministro Carlos Ayres Britto, autor da sentença que suspendeu em fevereiro 22 pontos da Lei de Imprensa da época do Regime Militar, foi um dos homenageados com o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa. A premiação foi criada para homenagear pessoas que tenham se destacado na defesa ou promoção da liberdade de imprensa. “A imprensa e a democracia são irmãs siamesas e caminham juntas”, resumiu o homenageado.
Nelson Sirotsky que deixou o cargo de presidente da ANJ, assumido nesta segunda-feira por Judith Brito (primeira mulher a chegar à presidência da entidade), disse que a imprensa brasileira tem sito vítima de abusos com decisões arbitrárias e sem embasamento por parte de setores do Judiciário. “A liberdade de Imprensa é pressuposto da democracia. Por isso, não queremos uma nova lei, mas sim uma normatização das já existentes”, defendeu Sirotsky.
O vice-presidente da ANJ, João Roberto Marinho, prestou uma homenagem póstuma ao fundador da entidade, o empresário Demócrito Dummar, do Jornal do Povo de Fortaleza, morto em abril deste ano. Além do governador em exercício, prestigiaram o evento o secretário Estadual de Comunicação, Bruno Caetano, o secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, e o secretário de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, o presidente da Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia e representantes do mercado editorial brasileiro. (Cleber Mata)
Fonte: Governo do Estado de São Paulo
18/08/2008


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