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Governo envia Amorim para primeiro contato com presidente eleito do Chile

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer estreitar ainda mais as relações bilaterais com o Chile durante a gestão do presidente eleito de centro-direita Sebastián Piñera. Sinalizando que as divergências ideológicas não interferem nos acordos comerciais e políticos, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, se reúne hoje (12) com Piñera em Santiago (capital chilena). A eleição de Piñera rompeu com o domínio da esquerda chilena que estava no poder há 20 anos.
Diplomatas que acompanham as negociações afirmam que o objetivo do governo brasileiro é ampliar os acordos de cooperação nas áreas de comércio e investimentos. A ajuda humanitária ao Haiti e a reconstrução do país vizinho também foram incluídos entre os temas das conversas de Amorim no Chile.
Durante sua passagem por Santiago, o chanceler vai assinar um memorando de entendimento entre de cooperação na área de televisão digital. Para o governo brasileiro, é fundamental buscar a ampliação das relações comerciais com os chilenos. Segundo assessores de Amorim, este deverá ser o tom da conversa entre ele e Piñera.
Pela primeira vez, depois que foi eleito no último dia 17, Piñera se reúne com uma autoridade brasileira. Porém, quando estava em campanha eleitoral, ele esteve no Brasil e conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de vitorioso, Piñera reafirmou que pretende voltar ao Brasil, mas não há data definida.
Diplomatas que acompanham o processo político e econômico no Chile afirmam que a vitória de Piñera não afetará de forma negativa as relações com o Brasil. De acordo com eles, há, inclusive, uma tendência à ampliação, considerando que o presidente eleito é empresário e, portanto, tem visão comercial diferente dos seus antecessores.
Para a pré-candidata às eleições presidenciais, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a vitória de Piñera é um alerta para a esquerda brasileira. A ministra afirmou que as esquerdas no Brasil devem se unir – o que não ocorreu no Chile. No país vizinho, a principal coligação de esquerda, a Concertación, sofreu um racha e provocou o surgimento de três candidatos.
No segundo turno das eleições, Piñera venceu com 51,6% dos votos contra 48,3% dados ao candidato governista e ex-presidente da República Eduardo Frei Ruiz, de centro-esquerda (Concertación), que era apoiado pela presidente do Chile, Michellet Bachelet.
A última eleição foi considerada a mais disputada da história da redemocratização do Chile. O oposicionista venceu com o discurso da mudança e renovação. (Renata Giraldi)
Fonte: Agência Brasil.
12/02/2010


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